30 julho 2010

Mais um golpe contra a teoria do Aquecimento Global Antropogênico (AGA).

O famoso “taco de hóquei” mostrado no “Uma Verdade Inconveniente” que tenta provar que o aquecimento é provocado pelo aumento de CO2, recebe mais um duro golpe científico quanto a sua validade.

Este gráfico, elaborado e montando por um pesquisador americano Mann, estava baseado principalmente na reconstituição climática obtida em anéis de crescimento de árvores na Península de Yamir na Rússia, entretanto estudos semelhantes a estes foram feitos nas península de Taimir na Russia e na Lapônia Sueca. Agora em http://www.eurekalert.org/pub_releases/2010-07/haog-sor072910.php pode-se ver o press release de um último estudo levado na península de Kola também na Rússia. Este estudo mostra que há uma correlação entre a temperatura nesta região e a intensidade solar, não havendo uma correlação com o CO2.

O estudo reconstituiu as temperaturas de verão nos últimos 2000 anos, os resultados foram semelhantes aos obtidos na península de Taimir e na Lapônia Sueca, mostrando que os períodos mais quentes foram em torno de 1935 e 1955, caindo em 1990 a níveis de 1870 (início da era industrial) para sofrer de novo um aquecimento a partir de 1990.

O trabalho destaca que se detecta há 250 anos o que se denominou a pequena era glacial sofrendo o clima um aquecimento a partir desta época até meados do século passado com um recrudescimento em 1990.

Fica uma pergunta, mesmo os trabalhos científicos mostrarem em sua maioria que não há a tendência exponencial de aumento da temperatura como sugerida pelo "Taco de Hoquei" de Mann, por que o IPCC insiste em ficar com a minoria dos resultados do clima, insistindo na teoria do AGA

Cada vez fica mais claro que os dados da GANGUE do IPCC são provenientes de amostras viciadas e manipuladas e que todo e qualquer estudo sobre clima dos últimos cinco anos estão mostrando que a origem da teoria do AGA é completamente furada.

PS: Em todos os trabalhos se mostra que apartir de em torno de 1750 houve um aquecimento pós "Pequena Idade do Gelo" que perdurou até mais ou menos 1935, caindo até 1955, retomando o crescimento até 1997 para agora se manter estável.

22 julho 2010

O Desastre do Mês.

Como há tempos não falo de nenhuma catástrofe vou voltar ao meu normal e acrescentar mais uma. Num curto artigo do geofísico Dr. Gianluigi Zangari, do Laboratori Nationalli di Frascati, vinculado ou Istituto Nazionale di Fisica Nucleare vem mais uma de arrepiar os cabelos (para não acharem que estou inventando olhem em http://www.associazionegeofisica.it/OilSpill.pdf ).

Qual a catástrofe do mês? Nada mais do que um possível resfriamento da Corrente do Golfo!

O que é isto? Se alguém lembra-se do filme “Um dia depois do amanhã” terá lembranças do resfriamento súbito que ocorre no Atlântico Norte levando todo aquele hemisfério a uma nova glaciação. Sem o exagero do filme, que procura em ciclones (ou anticiclones? ) monstros que chupam da camada superior da atmosfera ar frio, sabe-se que o clima Europeu é mantido pela corrente do Golfo (um dos primeiros a mapear corretamente parte da Corrente do Golfo foi Benjamin Franklin) que transporta calor da região equatorial para o Atlântico Norte.

A Corrente do Golfo quando interrompida leva o Hemisfério Norte a um período glacial, a última vez que ocorreu isto foi durante a o período conhecido como Younger Dryas (ou Dryas recente) aproximadamente a 11000 anos atrás, quando um imenso lago glacial, que estava descongelando,rompeu e lançou uma quantidade imensa de água doce no oceano Atlântico, desequilibrando a Corrente do Golfo e lançando a Europa num curto período glacial mais ou menos 1300 anos.

Bem até aí muitas pessoas sabem, entretanto o que foi mapeado com precisão a algum tempo é a batimentria dos oceanos (níveis dos mesmos) e as correntes. Com isto se tem registro que a corrente do Golfo, como era de se esperar, tem um laço dentro do Golfo do México conforme se vê na figura a seguir em Julho de 2008 e maio de 2010:
 
Como há tempos não falo de nenhuma catástrofe vou voltar ao meu normal e acrescentar mais uma. Num curto artigo do geofísico Dr. Gianluigi Zangari, do Laboratori Nationalli di Frascati, vinculado ou Istituto Nazionale di Fisica Nucleare vem mais uma de arrepiar os cabelos (para não acharem que estou inventando olhem em http://www.associazionegeofisica.it/OilSpill.pdf ).
Qual a catástrofe do mês? Nada mais do que um possível resfriamento da Corrente do Golfo!

O que é isto? Se alguém lembra-se do filme “Um dia depois do amanhã” terá lembranças do resfriamento súbito que ocorre no Atlântico Norte levando todo aquele hemisfério a uma nova glaciação. Sem o exagero do filme, que procura em ciclones (ou anticiclones? ) monstros que chupam da camada superior da atmosfera ar frio, sabe-se que o clima Europeu é mantido pela corrente do Golfo (um dos primeiros a mapear corretamente parte da Corrente do Golfo foi Benjamin Franklin) que transporta calor da região equatorial para o Atlântico Norte.

A Corrente do Golfo quando interrompida leva o Hemisfério Norte a um período glacial, a última vez que ocorreu isto foi durante a o período conhecido como Younger Dryas (ou Dryas recente) aproximadamente a 11000 anos atrás, quando um imenso lago glacial, que estava descongelando,rompeu e lançou uma quantidade imensa de água doce no oceano Atlântico, desequilibrando a Corrente do Golfo e lançando a Europa num curto período glacial mais ou menos 1300 anos.
Bem até aí muitas pessoas sabem, entretanto o que foi mapeado com precisão a algum tempo é a batimentria dos oceanos (níveis dos mesmos) e as correntes. Com isto se tem registro que a corrente do Golfo, como era de se esperar, tem um laço dentro do Golfo do México conforme se vê na figura a seguir em Julho de 2008 e maio de 2010.



Se repararem bem, a Corrente do Golfo dá uma voltinha dentro do Golfo do México onde é aquecida pelas águas quentes deste golfo.

Agora se olharmos na situação atual este laço foi interrompido passando a corrente direto entre Cuba e a Flórida, não tendo tempo para se aquecer o necessário. Este comportamento começa aproximadamente em 20 de junho de 2010 e perdura até os dias  de hoje, vide figuras seguintes onde o laço parece ter rompido.


 




Agora vamos às hipóteses:
Primeira, é um fenômeno natural em que o laço se abre ou fecha.
Segunda, o derramamento do petróleo mudou sutilmente a viscosidade da água mudando os padrões de circulação da Corrente do Golfo.
Caso a primeira hipótese for verdadeira, brevemente o padrão de circulação retorna ao normal e continua tudo igual. Caso a segunda hipótese for a verdadeira poderemos estar na beira de uma CATÁSTROFE.

16 julho 2010

Decisões técnicas versus decisões políticas.

Vou contar duas histórias sobre decisões políticas pautadas ou não pela técnica.

Primeira, há alguns anos atrás houve uma avalanche nos Alpes Suíços que derrubou algumas casas matando duas ou três pessoas, este evento não era normal, pois o vilarejo tinha uns trezentos anos e nada tinha ocorrido. Após discussões locais o prefeito chamou a divisão de obras contra avalanches do Cantão que estudou o problema. Como solução definitiva foi proposta pelos engenheiros desta divisão à construção de um muro de contensão que tinha uma altura aproximada de dez metros, como o muro ficaria feio o prefeito pediu para os engenheiros rebaixar a cota do mesmo, estudando melhor os técnicos verificaram que a altura estava correta e se quisessem a proteção esta deveria ser conservada. O prefeito e as autoridades locais acharam que era demais, falaram de novo com os engenheiros e estes depois de mostrarem seus cálculos recolheram as plantas e foram embora! Juntou-se a comunidade de novo e chegaram à conclusão que a vida das pessoas era mais importante do que perder um pouco da estética do belo vilarejo Suíço e resumindo o fim da história o muro foi construído e plantado eras para não ficar tão agressivo.

Segunda, há muitos anos houve uma inundação que deixou de baixo da água todo o centro de Porto Alegre, depois da calamidade o antigo DNOS projetou e construiu um muro para proteger o centro da cidade, esta obra deve ter custado alguns milhões aos cofres públicos. Como esta obra foi dimensionada para uma cheia que estatisticamente ocorre a cada 500 anos, e como nos últimos anos não ocorreu cheias a população e alguns românticos acham que esta obra atrapalha a vista do porto velho de Porto Alegre surgindo a cada dois ou três anos movimentos para cortar o muro. Esta idéia está tomando porte e parece que o muro será cortado em dois metros de altura, apesar de todos os técnicos da área, cinqüenta anos depois de dimensionado o murro acharem que ele está corretamente dimensionado. Como o governo do Estado e a Prefeitura querem fazer uma PPP para a exploração comercial do antigo porto, no fim vão cortá-lo!!!

Dois problemas parecidos duas soluções antagônicas, uma guiada pela técnica respeitando a vida e outra guiada pelo interesse comercial desconsiderando o perigo. Acho que deveríamos ter mais cidadania e fazermos respeitar interesses maiores nas decisões políticas, não podemos desrespeitar também a natureza, se ela “diz” da possibilidade de algo ocorrer, devemos “escutá-la” e seguir os seus desígnios. Soluções técnicas existem para tudo, umas mais caras e outras mais baratas, umas de menor impacto e outras de maior, mas devemos verificar o que é melhor para a população em geral e segui-las, nunca recuando por conveniências imediatas.

No Brasil sobra água - em quantidade, em qualidade, nem tanto!

É louvável a preocupação com a falta de água no mundo, esta notícia é colocada de forma incompleta e alarmista. Falta de água é uma constante na história humana, tanto em quantidade como em qualidade (o mais importante), há 3000 anos quem vivia no norte da África já tinha problema de falta de água, em 1950 a Europa tinha um problema de falta de água em termos de qualidade, a Holanda que suas fontes de água provinham de rios que passavam por outros países (Alemanha,...) recebiam águas em quantidade suficiente, mas completamente poluídas. Ou seja, água não é um recurso inesgotável, é sim um recurso finito que deve ser bem gerenciado.

A novidade é o alarmismo na notícia, “... o fundo do poço.”. Não estamos no fundo do poço, a África (excetuando as áreas áridas), a maior parte do sul da Ásia, grande parte da América do Norte e Central, e PRINCIPALMENTE o Brasil tem água em quantidade (não em qualidade) em excesso! O problema mundial é falta de um gerenciamento adequado do recurso água e falta de tratamento dos esgotos dos centros urbanos e industriais, um exemplo disso é a situação de São Paulo, nenhum paulista pode nos últimos meses falar que falta chuva em São Paulo.

A solução dos problemas pontuais para a falta de água é dada em dois níveis, o político que deve ser discutido por todos e o Técnico, que deve ser resolvido por TÉCNICOS. Não se deve inverter a solução, primeiro é a solução política, entre países, regiões e consumidores e equacionada esta deve ser deixado para a área técnica à execução do que foi resolvida pela comunidade em geral.

Alarmismos e ecopatias só servem para confundir e criar uma cortina de fumaça sobre o problema técnico, falar que hoje em dia há falta de água na Bolívia é simplesmente desconhecer a história, entre os anos 800 e 1200 os Incas e povos que antecederam construíram canais de irrigação que atingiam até 40 km, tudo porque já nesta época faltava água. Os próprios Incas utilizavam sistemas de irrigação baseados na condensação da água durante a noite.

Voltando ao primeiro parágrafo, em quantidade não falta e não faltará água em 80% da superfície do nosso país, nos 20% restantes faltam ações políticas corretas no gerenciamento dos recursos hídricos. Agora quanto à qualidade, tem-se próximo aos grandes centros de consumo problemas pontuais de qualidade de água, estes problemas com a decisão política e com o uso da boa técnica podem ser resolvidos. Insisto não devemos colocar na cabeça da Dona Maria e do Seu João que moram distante de regiões com falta de água a culpa da falta de água no Saara e transformá-los em criminosos quando eles usam a “vassoura hidráulica” para varrer a sua calçada.

Quando a ciência se torna religião.

Estou cansado.

Cansado da pseudoliberdade de se opinar e basear argumentos sobre dogmas de fé.

Séculos atrás a informação científica era dominada por poucos e a sua divulgação era restrita aos meios acadêmicos, o discurso científico era pautado por lógicas restritas aos poucos iniciados.

O discurso científico era elitizado e utilizado como meio de dominação. Reis e governantes usavam e abusavam das respostas de seus acadêmicos para resolverem os seus problemas. Era claramente mais um instrumento de dominação.

Revolução Francesa e mais forte na Revolução Russa inaugura-se a ciência voltada para o povo, mas a definição de povo e de seu interesse ficava nas mãos da minoria governante. A ideologia começa a ficar mais explícita no desenvolvimento científico, se a genética fosse contra revolucionária abandonava-se o seu estudo (até por um lado tinham razão, a genética humana era mais usada para processos eugênicos do por outra coisa).

Cai o muro, decreta-se o fim da história, começa a internet, finalmente parece que a ciência vai se libertar. Divulgação instantânea, acesso universal, um novo mundo está sendo criado. Mas o homem continua o mesmo! Criam-se ONGs, Blogs disto e Blogs daquilo, mas a necessidade de uma religião continua. Transforma-se a discussão em assunto dogmático, ou você está contra ou você está a favor. Quem contraria o senso comum é execrado. O consenso vira a regra. A discussão é partidarizada. Torcidas do contra e do a favor se criam na ciência. Temos o pessoal do “global warming” e o do “global cooling”, os “evolucionistas” e os “criacionistas”, temos até o pessoal do “ensino por ciclos” e os do “ensino seriado”.

A religião chega à ciência, os ministros da fé do monetarismo armam suas igrejas com ritos e dogmas, a mão invisível do mercado, por ser invisível, é o mais difícil de negar a sua existência, paira sobre tudo, passa-se da luta de classes, para a luta dos sem classe, enfim nada pode ser discutido sem contrariar um dogma.

Estou cansado, dois mais dois é quatro, se não conseguimos saber se o dois era dois mesmo, que tal dizer, se o dois for dois e o outro dois for também dois, somando-os resultará quatro! Simples, confessarmos a nossa ignorância de não saber identificar quando um dois é dois ou um e meio não nos torna menores.

Fábula da Internet. Até que ponto a Internet serve para a "pesquisa".

Vou contar uma pequena história que aconteceu comigo há algum tempo que talvez leve a alguma reflexão.

Tenho uma filha que tem nove anos e quando ela estava na segunda série do primeiro grau e já tinha alguma habilidade com a internet e possuia um velho computador em seu quarto (antigo, mas que lhe era suficiente).

Eu estava trabalhando quando ela me telefonou para saber se poderia ir ver televisão, como é nosso acerto, ela deve terminar todos os temas do colégio antes de começar a ver seus desenhos prediletos. Devido a isto a perguntei se ela tinha terminado os deveres, neste momento ela respondeu:

“- Todos, só um que não, preciso fazer uma pesquisa!”

Neste momento eu a perguntei.

“- Que tipo de pesquisa?”

“- Uma sobre adágios gaúchos.”

Sabendo que ela já tinha instalado o Google, lhe disse:

“- Abra a internet e escreva no Google – adágios gaúchos.”

Encerando por aí a conversa, uma hora mais tarde recebi outro telefonema.

“- Pai, achei alguns ditados, só que alguns não entendi!”

“- Quais, filha?”

Neste momento ela começou a ler os que tinha copiado no seu caderno, tais como:
“ – Gaúcho macho não come mel, mastiga abelha. Pau que nasce torto, morre torto”.
Eu a disse:

“ – Excelente, filha”.

Aí veio o terceiro.

“ – Vaca de rodeio, não tem touro certo.” (O certo seria “Vaca de campo....”).
Neste momento, parei, refleti um pouco e lhe disse.

“ – Filha, entendeste este último?”

“ – Não pai!”

“ – Filha, se não entendeste, não o ponha no teu trabalho, porque este ditado não é lá muito bom.”

Ela leu mais alguns. Alguns ela entendia, e outros que não! (logicamente por ultrapassarem sua “capacidade” e por falta do mínimo decoro).

No fim da tarde, quando cheguei a casa, tivemos uma pequena conversa, que resumida foi a seguinte:

“– Filha aprendeste duas coisas hoje, a primeira como pesquisar na internet e a segunda, e mais importante, que tudo que se acha na internet não é para ser levado a sério.”

Ela concordou comigo e termina assim uma pequena fábula doméstica (mas verdadeira) que talvez sintetize o que é a internet e qual o limite no aprendizado.

O MEIO AMBIENTE É EQUILIBRADO?

Os ambientalistas em geral não parecem conhecer muito biologia e a história da Terra. Qualquer extinção de uma espécie ou modificação de uma condição de vida de uma população (população sob o ponto de vista genérico) é tomada como resultado de uma agressão do meio ambiente, pois algo perturbou seu equilíbrio. Porém me parece que estes não têm muito o conhecimento o que é equilíbrio.

Exemplo de uma oscilação caótica.

Quando se fala de equilíbrio em ciências se supõe como pré-requisito básico que para haver ou não equilíbrio os sistemas devam ser dinâmicos, pois sistemas estáticos naturalmente são equilibrados. Explicando melhor, quando se tem um sistema qualquer (é um conjunto de elementos interconectados, de modo a formar um todo organizado) físico ou biológico, só tem sentido em falar se este sistema está em equilíbrio se o mesmo possa variar suas propriedades com o tempo. Se colocarmos dez pedras no chão formando uma bela fileira, se não vier ninguém ou algum agente físico para movimentá-las elas ficarão paradinhas em fileira e temos um sistema que não é estável nem instável, ele simplesmente não é um sistema dinâmico. Se no local das pedras, plantarmos árvores, elas crescerão e morrerão conforme a sua própria dinâmica e dos seres que as cercam, logo aí temos um sistema dinâmico.

Exemplo de uma oscilação caótica tendendo a turbulência.


Vamos voltar para nossa boa e velha amiga Terra, esta senhora de alguns bilhões de anos tem por hábito mudar de comportamento a todo tempo, seja por fatores externos (meteoros) como por fatores internos. Glaciações vêm e voltam com uma determinada regularidade, erupções de mega vulcões transformam continentes. Ou após uma grande variação destas, ela vai se ajustando a nova realidade por mil ou dois mil anos. Em resumo, estamos num sistema dinâmico que teima em não se estabilizar.

Variação da temperatura na Terra desde o período
 Pré-cambriano até os dias de hoje.




Como funciona esta dinâmica? Dada um sistema em equilíbrio (dinâmico) quando se altera uma de suas variáveis o sistema procura um novo ponto de menor energia, aumentando uma espécie, extinguindo outra até que as populações fiquem mais ou menos estáveis.

O que acontece hoje em dia de diferente para começarmos falar em equilíbrio do meio ambiente? Estamos vivendo mais e a nossa memória histórica é melhor! Há duzentos ou trezentos anos a nossa vida média era de trinta e poucos anos, olhávamos por uma janela de vida adulta de quinze ou no máximo vinte anos, víamos nesta janela um pequeno pedaço do filme da história da Terra em que poucos tinham uma noção mais completa como ela era há cinquenta anos antes. Hoje estamos vivendo setenta a oitenta anos, temos registros históricos detalhados de mais de cem anos, registros de condições ambientais, de quantidade de espécies e outras informações.

Os migrantes (para não falar de colonizadores e aumentar o espectro da marcha do homem) quando chegavam numa região com uma floresta, cortavam-na, comiam tudo o que se movia e tinha bom gosto e matavam o que não era palatável. Quando o filho do mesmo via o que estava em volta, lhe parecia que tudo sempre fora assim. Uma área que era uma floresta, passava a ser um campo para a pecuária, e ocorriam também situações inversas, quem trabalhava neste campo pensava que tudo estava era antes, não havia culpa ou remorsos, se o Dodô foi comido pelos europeus como se come uma galinha e levado a extinção, ninguém se importava. Se os ascendentes dos nossos índios contribuíram para terminar com a mega fauna que existia no continente americano, ficaram os fósseis para os cientistas se divertirem.

Poderia alguém dizer, a proposta então é acabar com tudo? Não, a ideia é ver a Terra como algo dinâmico que sofre mudanças com ou sem nossa interferência, e o que temos que cuidar é que esta nossa interferência fique limitada a não contribuir para que a nova grande extinção não contemple uma espécie que para mim é muito valiosa, a humana.

07 julho 2010

Aquecimento global, se há o problema, a solução são as Hidrelétricas!

Quando se faz o cálculo das emissões de carbono a fim de cômputo do suposto aquecimento global antropogênico se esconde determinados itens que não são tão evidentes assim e se condena determinado tipo de formas de geração de energia em detrimento de outras.

Vamos esclarecer bem o assunto, quando se calcula a geração de gases do chamado efeito estufa numa barragem calcula-se com a pior estimativa o que o lago desta barragem pode gerar de calor, entretanto todos esquecem uma propriedade que o James Prescott Joule já sabia no século XIX, o equivalente mecânico do calor.

Explico melhor ainda, quando deslocamos uma massa de água de um ponto mais alto de um rio para um ponto mais baixo, há um ganho de energia cinética, esta energia ao retomar o leito do rio na parte mais baixa, ela se dissipa em que se chama turbulência, que em última instância se transforma em calor, ou seja, cascatas e cachoeiras contribuem para o aquecimento global!

Quando se coloca um aproveitamento hidrelétrico entre a parte alta e a parte baixa do rio, esta energia potencial é transformada em energia mecânica que é transportada para os lares e indústrias aí sendo dissipadas em calor.
Qualquer outra forma de geração de energia termoelétrica transforma uma energia que está acumulada (carvão, gás, óleo combustível ou material radiativo) gera calor tanto na produção como no consumo, ou seja, se for gerado 1GW tomando um rendimento de 50% (rendimento altíssimo) nas turbinas a vapor, será gerado 3GW de potência que é transformada em calor (2GW na produção e 1GW no consumo). Quando se gera 1 GW numa usina hidroelétrica se retira este 1 GW do meio ambiente (que se dissiparia por turbulência) e se devolve no consumo.

Em resumo, a energia hidroelétrica é a única neutra em termos de geração de calor.

05 julho 2010

Os Chineses quebram o monopólio do clima. AGA QUESTIONADO.


Por muito tempo as reconstituições do clima nos últimos milênios eram baseadas principalmente nos trabalhos de Michael Mann, professor da PennState University que durante o chamado CLIMATEGATE, teve mais uma vez contestado os seus trabalhos de reconstituição do clima por anéis de árvores. Durante o CLIMATEGATE leu-se e-mails trocado por ele e outros cientistas crentes do AGA (Aquecimento Global Antropogênico), entretanto não havia nenhum outro trabalho com a abrangência do trabalho desse autor que se negava sistematicamente de mostrar seus dados de origem.

Figure 2. Five regionally coherent temperature reconstructions with 100-year resolution; the dashed line is the part with fewer series used; and the solid line is the mean value. The shaded areas are the two coldest periods, during the 1620s–1710s and 1800s–1860s (from Ge et al.,2010).

Depois de entrar em todos os ramos da indústria e ter uma produção intelectual altíssima os chineses apresentam uma reconstituição do clima dos últimos 2000 anos na China que contraria de frente todo o trabalho do Mann que muitos consideravam falho.

Uma equipe de chineses, norte-americanos e alemães eles apresentaram na Geophysical Research Letters 37, L03703, doi:10.1029/2009GL041281, um trabalho denominado Temperature variation through 2000 years in China: An uncertainty analysis of reconstruction and regional difference. Onde uma reconstituição da temperatura dos últimos 2000 anos é feita em cinco grandes regiões da China por dados de anéis de árvores e outras reconstituições geológicas.

Este trabalho apresenta várias conclusões, sendo uma das mais interessantes para a região centro oeste chinesa, a seguinte:

The 500-year regional coherent temperature series shows temperature amplitude between the coldest and warmest decade of 1.8°C. Three extended warm periods were prevalent in 1470s–1610s, 1700s–1780s, and after 1900s. It is evident that the late 20th century warming stands out during the past 500 years. Considering the past 2000 years, the winter half-year temperature series indicate that the three warm peaks (690s–710s, 1080s–1100s and 1230s–1250s), have comparable high temperatures to the last decades of the 20th century.

Para outra regiões é só olhar a figura.

A figura e as conclusões dizem que houve períodos TÃO QUENTES COMO NO FIM DO SÉCULO XX, e outra muito interessante é que a pequena Idade do Gelo, que os cientistas crentes do AGA, pensavam ser um fenômeno limitado a Europa se estendeu por todo o globo terrestre, e como estávamos no fim deste período de resfriamento as geleiras e o Ártico sofria uma espécie de aquecimento.

Este trabalho dará muito o que falar, pois se ele for confirmado, cai por terra a teoria antropogênica do aquecimento global e muita gente ficará desempregada.

03 julho 2010

No século XX, a Eugenia, no século XXI a Pegada Ecológica.

Quando ouço falar em “Indicador de Pegada Ecológica” fico com urticária ou erisipela. Pode parecer absurdo e me chamarem de monstro e ecocida, mas explico o que me move contra esta e outras expressões e posturas deste tipo.

Nos últimos anos estamos sendo bombardeados por propagandas de “Pegadas Ecológicas”, uso consciente dos recursos naturais, a propaganda é tanta que uma pobre senhora que em Manaus, na beira do Amazonas estiver utilizando água para lavar a sua calçada se sentirá a maior criminosa do mundo porque está comprometendo as futuras gerações.
Cálculos de “Pegada Ecológica” são disponibilizados na Internet, e as mesmas sugestões que são dadas para a Frau Schmidt em Hamburgo, Alemanha, são dadas a Dona Mariazinha em Crato no Ceará, Brasil.

Há uns tempos atrás numa discussão sobre ecologia, fui levado a consultar num “desses sites” de “Ecological Footprint”, neste site aparecia uma publicação com o ranking mundial de países com a menor Pegada Ecológica. Países como Serra Leoa e Haiti apreciam como primeiros colocados da lista e o mais surpreendente de tudo, é que na publicação desses grandes senhores do primeiro mundo, não havia nenhum comentário sobre mortalidade infantil, desnutrição, analfabetismo e outros índices de qualidade de vida desses países. E digo mais, 90% dos teóricos da proteção ambiental, desejariam ver realmente mortas estas pessoas do terceiro mundo do que extinto uma espécie de caranguejo do mangue.

O quero chamar atenção com isto? Não é que poluição seja sinal de progresso, nem que o mundo deve procurar modos de vida como os dos Norte-Americanos ou dos Europeus. O que chamo a atenção é que hoje em dia olhar um “Indicador de Pegada Ecológica” está se olhando é um “Indicador de pobreza, fome e mortalidade infantil”, ou ainda pior do que isto, darmos importância as análises de só um fator, a “Pegada Ecológica” estaremos é reforçando a política eugênica que o Estados Unidos e Países Europeus desejavam impor nos países do terceiro mundo no início do século XX. Isto está dentro das mais nobres tradições da direita Norte-Americana, ou do nazismo alemão de Hitler.

Seguindo com a explicação. Hoje em dia um “Indicador de Pegada Ecológica” só indica mesmo que um país é mais miserável do que o outro e não que neste país a consciência ecológica é maior. Olharmos para estes índices sem a mínima critica não leva a conclusão nenhuma. Países como a Alemanha, França ou mesmo os Estados Unidos, a consciência ecológica está em alta, países como Serra Leoa ou Haiti o problema é a comida para o dia de hoje. Para reforçar os argumentos, vamos a um exemplo:

Cozinhar com fogão a gás no lugar de utilizar refletores de luz solar é ecologicamente correto? Se olharmos em qualquer publicação desses institutos internacionais, eles dirão que não. Entretanto se olharmos a realidade da África Subsaariana é extremamente humano esta solução. Milhares de pessoas morrem de problemas pulmonares causados pela fumaça dos primitivos fogões a lenha e se consomem milhões de toneladas de árvores imaturas para alimentar esses fogões. Há algum programa internacional para fornecer um pequeno fogão a gás para essas pessoas? Não! Mas há programas que tentam passar para eles fogões solares de baixíssima pegada ecológica (que só funcionam de dia, é claro, a noite eles não precisam comer!).

Por outro lado o que é feito em relação aos USA, estes institutos de pegada ecológica lutam contra a entrada dos USA em guerra contra o Iraque para pilhar o seu petróleo? Não. Estes mesmos institutos propõe leis que impeçam um automóvel consumir mais do que uma determinada quantidade de combustível por quilômetro? Não, isto vai de encontro aos princípios da livre iniciativa dos grandes conglomerados.

O que fazem esses institutos? Eles se influenciam organismos financeiros internacionais para que os mesmos insiram normas nos projetos de engenharia que são as mesmas para a Holanda ou para o Haiti. Talvez porque as condições sejam totalmente semelhantes!

Empregos verdes deverão ser criados em todos os países, empregos verdes que se diga de passagem custam 3 vezes mais que os empregos convencionais. Logo no lugar de criar 300 mil empregos normais no Haiti, criam-se somente 100 mil empregos verdes, e o resto, que morra de fome, pois aí parte do problema da superpopulação fica resolvido.

Lendo o livro “A Guerra Contra os Fracos” de Edwin Black, vi claramente que no início do século XX as Teorias Eugênicas propunham a morte dos pobres do Terceiro Mundo por seleção natural, para que o mundo pudesse ser povoado por belos nórdicos geneticamente mais puros e mais humanos do que os outros. Esta proposta Eugênica do século passado mudou de nome, agora se chama “Pegada Ecológica”.

Em nenhum das publicações “ecológicas” se diferencia o que se tem que fazer num país que praticamente cada habitante tem um automóvel para o que se deve fazer noutro onde a preocupação é a refeição por dia. O que se quer mesmo é que os pobres morram de fome, desta forma sobrará espaço para os filhos e netos das grandes nações venham apreciar a natureza sem a incômoda presença de crianças ranhentas ou mulheres famélicas.
As publicações Eugênicas pré guerra do século XX, deploravam inclusive a caridade, dizendo que dar dinheiro para pobres é não deixar a seleção natural agir. As publicações ecológicas de hoje em dia são mais sutis, propõe padrões de transporte, habitação e trabalho que na Comunidade Europeia são obtidos a custo de fortes subsídios, como estes subsídios não existirão no terceiro mundo, não haverá transporte, habitação e trabalho, por consequência haverá fome e morte.
Não olhar os “Índices de Pegada Ecológica” junto com a qualidade de vida dos povos e uma perspectiva de política de redistribuição global das riquezas é um desserviço aos povos do terceiro mundo. Nesta altura do campeonato, prefiro que um habitante da Serra Leoa, consuma gás para seu fogão ou que um chinês compre gasolina para sua moto e que o Mundo se exploda, pois talvez após a explosão do mesmo se consiga fazer alguma coisa.