24 fevereiro 2011

Peak Oil – Parte V: Um bom texto para se ter noção do Peak Oil, a página da BP (ex-British Petroleum).


Para se ter noção de alguma coisa em termos políticos ou empresariais deve-se olhar todos os lados, no caso do petróleo devemos seguir o mesmo princípio.

Se olharmos somente dados pessimistas de sites eco-chatos, entraremos para nosso quarto e teremos duas opções, caso tivermos uma arma de fogo ou usamos em nós mesmos ou usamos contra qualquer pessoa que passa sobre nossa janela, por outro lado se não tivermos a arma, deveremos deitar na cama e começarmos a chorar.

Se olharmos para sites de empresas como a ExxonMobil, veremos só discursos otimistas e ufanistas como o discurso do Presidente desta maior empresa do mundo Rich Kruger em 5 de outubro de 2009 que simplesmente reconhece que o petróleo é um bem finito (bidú, né) que vai acabar um dia, mas a tecnologia vai nos salvar (não explica bem como!) (http://www.exxonmobil.com/Corporate/news_speeches_20091005_rmk.aspx)
Nos parece que uma visão otimista (como teria que ser), porém mais realista é apresentada pela BP (ex-British Petroleum) uma das ex-sete irmãs (agora quatro) que dominavam o Petróleo até 1950-1960.
Na página definida para a falar sobre as reservas de petróleo existente a (http://www.bp.com/sectiongenericarticle.do?categoryId=9033470&contentId=7061554)PB escreve como TÍTULO PRINCIPAL - Nobody knows or can know how much oil exists under the earth's surface or how much it will be possible to produce in the future – nada animador, mas bastante sincero.
Após isto vem algumas observações sobre como definir o que resta para se explorar de petróleo, eles dentro da linha – Podemos ser sujinhos, mas somos sinceros – dividem este assunto em quatro grupos de capacidade de produção, a Ultimately recoverable resource (URR), as Proved reserves, as Probable reserves e por fim as Possible reserves.
A primeira definição coincide um pouco com a EROI (vide http://engenheiro.blogspot.com/2011/02/peak-oil-parte-iv-conceitos-mais.html e http://engenheiro.blogspot.com/2011/02/peak-oil-parte-iv-b-conceitos-mais.html). A URR se trata da estimativa do óleo que existe no poço mas nunca poderá ser extraído, entretanto eles colocam a ressalva que a evolução tecnológica pode expandir este valor, esta possibilidade tem algum sentido, porém para curtos espaços de tempo este valor pode ser fixado e pode-se através de projeções estatísticas diminuir a URR.
As reservas provadas também não tem um valor único e depende da evolução tecnologia, isto é causado porque se considera reservas provadas aquelas que são possíveis de extrair (economicamente falando), mas como até o valor da URR diminui com o tempo os valores da reservas provadas para um mesmo poço ou campo aumenta com o tempo (subtraído o que já se retirou).
O conceito de Reservas Prováveis e Possíveis são ainda mais enrolados, pois eles precisam de projeções quase que fantasiosas procurando regiões e situações que poderão ter ou não petróleo.

Após toda esta explicação a BP no seu relatório estatístico de 2010, que pode ser achado em  http://www.bp.com/liveassets/bp_internet/globalbp/globalbp_uk_english/reports_and_publications/statistical_energy_review_2008/STAGING/local_assets/2010_downloads/statistical_review_of_world_energy_full_report_2010.pdf  mostra suas estimativas mundiais das reservas Provadas em algumas datas chaves (1989, 1999 e 2009), reservas estas que são apresentadas por países e regiões, o mais preocupante é que grande partes destas reservas são originárias do Oriente Médio, e nesta região há falhas que foram detectadas que falaremos no próximo post.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Favor manter linguagem adequada, críticas são aceitas, porém palavras chulas farão que se delete o comentário.