28 fevereiro 2011

O desastre do mês.


Dentro da linha de deixar todos com problemas de dormir a noite, vou descrever uma hipótese altamente viável de ocorrer que provocaria indiretamente a morte de centenas de milhões.

Olhando para o nosso amigo sol, vemos uma amistosa estrela que controla todo o nosso meio ambiente, este sol que para as pessoas comuns é simplesmente o Sol, não apresenta um comportamento estático sem nenhuma alteração ao longo do tempo, ele possui ciclos de intensidade solar (marcado pelas manchas solares) que duram em torno de 11 anos. Ao longo destes ciclos geralmente há variação da luminosidade (algo em torno de 0,1%, ou seja algo não perceptível) e variação do magnetismo solar devido a diversos fatores, alguns cientistas até acham que sabem, mas depois dos erros da Nasa na previsão deste último ciclo, uma coisa é certa, ninguém sabe nada direito.

Efeito do vento solar sobre  atmosfera externa da Terra.


Bem esta variação do magnetismo pode ocorrer em grande ciclos, diminuindo e aumentando ao longo do tempo, ou poderá aparecer de eventos rápidos chamados Ejeções de Massa Coronal. Que vem a ser isto? De tempos em tempos o Sol desprende uma pequeníssima parte de sua coroa solar, ejetando plasma composto de elétrons prótons e materiais mais pesados, hélio, oxigênio e outros. Esta ejeção forma o chamado vento solar (vide http://solarscience.msfc.nasa.gov/CMEs.shtml ou http://www.ced.ufsc.br/men5185/trabalhos/25_osol/VENTOSOLAR.htm).

Um grande Flare fotografado por satélite.


Este vento solar é desviado geralmente pelo cinturão Van Allen caindo a maior parte das partículas sobre os pólos criando as chamadas auroras.

A intensidade dessas ejeções são classificadas em eventos do tipo  A, B, C, M ou X,
Quando o Sol está calmo ele emite ejeções caracterizadas como A, B ou C, quando ele começa a se irritar aparecem as de grau M, e quando ele está raivoso as de grau X.

Se estiveres tomando banho de sol e venha uma grande ejeção do tipo X, o que ocorrerá? Nada. O mesmo ocorrerá com o nosso banhista se ocorrer uma ejeção como a ocorrida em 2 de setembro de 1859. Esta ejeção teve uma intensidade relativamente alta ao ponto de ganhar até um nome, Evento de Carrington, em homenagem ao astrônomo inglês que a detectou e a quantificou.

Agora começa a ficar interessante: Como Carrington quantificou esta ejeção? Através dos efeitos desta na rede de telégrafo que existia na época, Ops. Como?

Registro da variação de corrente em telégrafo (1859)


Uma ejeção de tal monta varia tento o campo magnético terrestre que induz correntes altíssimas em redes longas. Em 1859, não haviam redes longas conduzindo energia elétrica, existiam sim redes de telégrafos e diversos pessoas que trabalhavam na manutenção dessas redes morreram eletrocutadas pela corrente induzida nas mesmas.

Efeito de uma ejeção coronal num grande transformador no Canadá.


Agora vamos ao desastre do mês, como ejeções como esta tem uma probabilidade de ocorrer a cada 500 anos em média, ocorrer uma da mesma ordem ou até maior nos próximos dez anos não é nada impossível. Se ocorrer o que acontece? Simplesmente a maior parte dos grandes transformadores do mundo fundem, provocando um apagão de escala planetária. Ainda computadores ou eletrônica não bem protegida poderão sofrer efeitos. Os norte americanos calcularam que custaria uns dez anos para repor a rede elétrica em funcionamento, tomando este cálculo como exagerado, podemos pensar em um ano, porém mesmo neste um ano não teríamos energia elétrica, comunicações etc. Hospitais paralisariam, a distribuição de água para as grandes cidades seria paralisado, as pessoas ficariam presas nas sua torres de 20 a 30 andares, o sistema de transporte entraria em caos e a instabilidade política se instalaria.


Quem achar que estou exagerando leia o artigo intitulado “Severe Space Weather--Social and Economic Impacts”em http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2009/21jan_severespaceweather/ da Nasa.

27 fevereiro 2011

Os índios e as Hidrelétricas, esta sim é uma verdade inconveniente. Parte I


Fala-se muito da perda de terras indígenas para construir barragens no rio Xingu, chama-se a atenção principalmente sobre a situação dos Kayapós, para se ter noção o que estes índios perderiam se uma barragem ocupasse uma área de 1300km², área maior do que Hong-Kong ou as ilhas de São Tomé e Principe.

As reservas já homologadas para os aproximadamente 7100 Kayapós são de 130.383.km², uma área equivalente à Grécia, ou à Nicarágua, ou à Correia do Norte ou Benin, três vezes a área da Dinamarca ou a Holanda.

Cada família de Kayapós (um casal com um filho) possuem aproximadamente 5500ha ou seja cada família ficaria somente com 5450ha, ou seja não dá para viver. Por outro lado os índios Kaigang possuem na reserva de Passo Doble no Rio Grande do Sul 6,6ha/índio, ou em São Paulo a mesma etnia possui uma reserva em Icatu de 2,9ha/índio.

No Brasil há índios e índios. Existem os índios bonitos da Amazônia que possuam em média 1000ha/índio e os feios das regiões sul e sudeste que possuem no máximo 10ha/índio.

24 fevereiro 2011

Peak Oil – Parte V: Um bom texto para se ter noção do Peak Oil, a página da BP (ex-British Petroleum).


Para se ter noção de alguma coisa em termos políticos ou empresariais deve-se olhar todos os lados, no caso do petróleo devemos seguir o mesmo princípio.

Se olharmos somente dados pessimistas de sites eco-chatos, entraremos para nosso quarto e teremos duas opções, caso tivermos uma arma de fogo ou usamos em nós mesmos ou usamos contra qualquer pessoa que passa sobre nossa janela, por outro lado se não tivermos a arma, deveremos deitar na cama e começarmos a chorar.

Se olharmos para sites de empresas como a ExxonMobil, veremos só discursos otimistas e ufanistas como o discurso do Presidente desta maior empresa do mundo Rich Kruger em 5 de outubro de 2009 que simplesmente reconhece que o petróleo é um bem finito (bidú, né) que vai acabar um dia, mas a tecnologia vai nos salvar (não explica bem como!) (http://www.exxonmobil.com/Corporate/news_speeches_20091005_rmk.aspx)
Nos parece que uma visão otimista (como teria que ser), porém mais realista é apresentada pela BP (ex-British Petroleum) uma das ex-sete irmãs (agora quatro) que dominavam o Petróleo até 1950-1960.
Na página definida para a falar sobre as reservas de petróleo existente a (http://www.bp.com/sectiongenericarticle.do?categoryId=9033470&contentId=7061554)PB escreve como TÍTULO PRINCIPAL - Nobody knows or can know how much oil exists under the earth's surface or how much it will be possible to produce in the future – nada animador, mas bastante sincero.
Após isto vem algumas observações sobre como definir o que resta para se explorar de petróleo, eles dentro da linha – Podemos ser sujinhos, mas somos sinceros – dividem este assunto em quatro grupos de capacidade de produção, a Ultimately recoverable resource (URR), as Proved reserves, as Probable reserves e por fim as Possible reserves.
A primeira definição coincide um pouco com a EROI (vide http://engenheiro.blogspot.com/2011/02/peak-oil-parte-iv-conceitos-mais.html e http://engenheiro.blogspot.com/2011/02/peak-oil-parte-iv-b-conceitos-mais.html). A URR se trata da estimativa do óleo que existe no poço mas nunca poderá ser extraído, entretanto eles colocam a ressalva que a evolução tecnológica pode expandir este valor, esta possibilidade tem algum sentido, porém para curtos espaços de tempo este valor pode ser fixado e pode-se através de projeções estatísticas diminuir a URR.
As reservas provadas também não tem um valor único e depende da evolução tecnologia, isto é causado porque se considera reservas provadas aquelas que são possíveis de extrair (economicamente falando), mas como até o valor da URR diminui com o tempo os valores da reservas provadas para um mesmo poço ou campo aumenta com o tempo (subtraído o que já se retirou).
O conceito de Reservas Prováveis e Possíveis são ainda mais enrolados, pois eles precisam de projeções quase que fantasiosas procurando regiões e situações que poderão ter ou não petróleo.

Após toda esta explicação a BP no seu relatório estatístico de 2010, que pode ser achado em  http://www.bp.com/liveassets/bp_internet/globalbp/globalbp_uk_english/reports_and_publications/statistical_energy_review_2008/STAGING/local_assets/2010_downloads/statistical_review_of_world_energy_full_report_2010.pdf  mostra suas estimativas mundiais das reservas Provadas em algumas datas chaves (1989, 1999 e 2009), reservas estas que são apresentadas por países e regiões, o mais preocupante é que grande partes destas reservas são originárias do Oriente Médio, e nesta região há falhas que foram detectadas que falaremos no próximo post.

22 fevereiro 2011

No século XX a Eugenia, no século XXI a Pegada Ecológica (Segunda parte)

(reescrito em 17/05/2011, sofrerá ainda alterações) (Vide primeira parte aqui)
No início do século XX as elites dos países ditos desenvolvidos, principalmente da Inglaterra e dos Estados Unidos e posteriormente a Alemanha nazista, pensavam em limitar o número de "degenerados raciais" através do emprego da Eugenia (melhora de uma raça através da esterilização/eliminação dos que eles definiam como degenerados). O fantástico livro documentário do jornalista e escritor norte americano Edwin Black denominado "A Guerra Contra os Fracos" (War Against the Weak, 2003) mostra com ampla documentação (mais de 100 páginas de referências), que este horror não é uma mera teoria conspiratória como muitos podem imaginar. A idéia era livrar primeiro seus países de indivíduos geneticamente inadequados para depois limpar o mundo. O ideal era o nórdico alto, loiro de olhos azuis, que segundo as teorias racistas e eugênicas tinha se mantido puro e não se misturado com o resto do mundo (talvez os eugenistas esquecessem que talvez eles se mantiveram isolados porque ninguém mais desejava viver naquelas terras frias e inóspidas).

Hoje em dia ninguém fala mais de eugenia (Hitler queimou a idéia, mas há sempre um louco por aí para confirmar a regra), porém pensar em conservar o mundo para poucos iluminados parece que não sai do inconsiente dos netos e bisnetos daqueles eugenistas. Mudando o discurso chegam a conclusões semelhantes, que o mundo está superlotado de indivíduos economicamente degenerados e inventam novos conceitos para aplica-los de acordo com suas conveniências. Para mim um bom conceito da forma que está sendo aplicado, o conceito da "Pegada Ecológica", inaugura uma nova eugenia do século XXI.

Segundo ONG's internacionais o Brasil já ultrapassou o limite da sustentabilidade pois a nossa "pegada ecológica" está se aproximando do máximo que a Terra pode admitir. Entretanto o  conceito de "pegada ecológica" da forma que é empregado torna-se uma verdadeira aberração em termos de respeito aos direitos dos povos, pois sendo um valor absoluto por pessoa, NÃO LEVANDO EM CONTA A CAPACIDADE DE CADA PAÍS leva a grandes distorções como veremos a seguir.

Retirando os valores aproximados da "Pegada Ecológica" de alguns países do documento denominado "Living Planet Report 2010" (http://www.footprintnetwork.org/press/LPR2010.pdf) temos os seguintes resultados em ha equivalentes:

Bolívia  2,3,
Brasil  2,7,
USA  8,0,
França  4,55,
Alemanha 4,6,
Reino Unido  4,5,
Bélgica  8,0,
Holanda  6,15

Podemos concluir que a partir desses valores, sabendo que a Terra em média pode sustentar uma pegada ecológica em torno de 2,4, que todos os países acima deste valor estão contra a natureza, ou seja que a Bolívia está no limite e o Brasil já ultrapassou, logo temos que começar a refrear o nosso desenvolvimento para nos conservar dentro dos limites de sustentabilidade da Terra.

Isto é o conceito que GreenPeace’s e WWF da vida tentam nos convencer, porém na própria do WWF, Zoological Society of London e Global Footprint Network, há a verdadeira resposta, em outra tabela são apresentados os resultados do Número de hectares disponíveis por país.

Se pegarmos os mesmos países anteriormente elencados veremos que tanto a Bolívia como o Brasil dispõe de recursos naturais que ultrapassam em muito o que é consumido no país. Se a taxa de crescimento populacional brasileira continuar declinante não consumiremos nem 1/3 do disponível nos próximos cinquenta anos, e considerando a evolução de tecnologias limpas podemos atingir a ¼ do disponível.

Bolívia  18,2,
Brasil  9,5,
USA  4,5,
França  2,5,
Alemanha  1,9,
Reino Unido  1,5,
Bélgica  1,5,
Holanda  1,1

Agora vejam o país sede de todas estas ONG’s que patrocinam o cálculo da Pegada Ecológica, a Inglaterra, a sua pegada ecológica é de 4,5 e a sua disponibilidade é de 1,5, ou seja, eles consomem três vezes mais do que são capazes de produzir.

Fica claro que todo o movimento incentivado a diminuição do crescimento do Brasil através de ONG’s, Banco Mundial e fundações diversas tem por objetivo resguardar a nossa capacidade de crescer sem comprometer o nosso meio ambiente para os países europeus que estão esgotados, ou seja, reservar as riquesas para quem não é um degenerado racial.

21 fevereiro 2011

CONFIRMADO: Temperatura média global estável ou até em declínio nos últimos 10 anos.

Parece que agora não dá para esconder mais, sairam os resultados da temperatura incorporando o ano 2010, tanto do NCDC como do HadCrut, o que se vê na média móvel de 60 meses, uma estabilização ou até um decréscimo, estes são os maiores centros de pesquisas atmosféricas do mundo.

Temperatura global incluindo janeiro de 2011. NCDC


Temperatura global, sem incluir janeiro de 2011. HadCrut

São dados, julguem por si mesmo.

Qual o principal problema da geração eólica e da geração por energia fotovoltaica?


Várias pessoas enxergam tanto na geração eólica como na fotovoltaica a panaceia universal para a produção de energia elétrica, entretanto tanto uma como outra tem um grave problema que ainda não foi superado, como armazenar energia quando não há vento ou quando não há sol?

Tanto a energia eólica são “competitivas com subsídios” se não for incluído no seu custo o armazenamento da energia nos momentos de excesso para os momentos de falta. Numa termoelétrica a carvão ou a outro combustível fóssil, enquanto não se utiliza o combustível este fica estocado em algum lugar, numa hidroelétrica convencional (não numa usina a fio d’água) a água fica armazenada no reservatório.

Caso num aproveitamento hidrelétrico o custo da barragem não fosse incluída no preço, do kWh que será gerado este custo cairia a 50% a 30% do custo real. Tanto nas eólicas como nas fotovoltaicas, “esquecem” do custo da acumulação da energia para viabilizar com subsídios a geração deste tipo.

Para não dizer que sou contra ao uso de geração eólica em situações especiais apresento um trabalho por mim sugerido e publicado em 2002 junto com na época jovem Professor Alexandre Beluco.



 Lançamos a ideia num pequeno artigo na ABRH Notícias que foi levado adiante pelo agora maduro professor através de alguns trabalhos posteriores como a dissertação de Lucas Montado Pasquali, que confirmou a economicidade do proposto (http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/12888/000626342.pdf?sequence=1).

Parece que Oba-Oba das eólicas está chegando ao fim.


A geração via turbinas eólicas tem grandes vantagens que devem ser aproveitadas, porém tem grandes limitações que estão sendo notadas em todos os países que saíram na frente.

Conforme já coloquei neste blog um comentário anterior as Eólicas no Brasil estão gerando 30% a menos do que era prometido no projeto original. Isto está ocorrendo em todo o mundo, vários países estão sofrendo pelos altos custos que o subsídio a esta energia instável tem que receber para se tornar viável. 

A Espanha, por exemplo, terminou o ano de 2010 com exatamente 103.086MW instalados, para um consumo máximo horário de 44.122MW (11/01/2010 – das 19h as 20h), ou seja, como eles não tem uma energia hidráulica confiável devido a sucessivas secas e a uma homogeneidade hidrológica em todo país, como 23% da energia vem da eólica e solar (fotovoltaica) eles tem que ter uma potência instalada de 4 vezes a potencia média anual consumida, motivado por esta matriz energética distorcida o custo da energia elétrica para o consumidor espanhol passou de 0,0859€/kWh em 2001 e 2001 para 0,1417€/kWh (um aumento real de 64% na tarifa). 

Enquanto isto a França que tem sua energia baseada na Termo-nuclear passou de 0,0914€/kWh para 0,0922€/kWh (ou seja acompanhou a inflação do Euro) (fonte - http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&plugin=0&language=en&pcode=tsier040).

Outra consequência disto, a Holanda, que na década de 90 tinha uma tarifa em torno de 0,85€/kWh e no fim desta ultima década se aproximava de 0,14€/kWh houve por bem modificar o mixing de geração de energia eólica e colocar um teto de 20% da energia gerada através de energias renováveis (http://www.theregister.co.uk/2011/02/10/holland_energy_switch/).

Vejam, até poucos dias atrás um dos ecochatos do GreenPeace sugeria que o Brasil em 2050 tivesse 100% da sua energia gerada em eólicas e solar. Chamo a atenção que a família real Holandesa é um dos patrocinadores principais do GreenPeace.

10 fevereiro 2011

Na Internet, nada se cria tudo se copia.


Procuro nos meus textos utilizar informações de outros, informações novas que leio incorporo com outras e produzo algo pessoal, porém vejo que não é bem assim com outros textos, procurem no Google a seguinte frase:

Quem iniciou a expansão capitalista dos caiapós foi o controvertido cacique Tutu Pompo (morto em 1994)

Ela deve ter sido escrita por volta de 1999 e vem sendo repetida a exaustão até 2010, em 0,3s o Google achou 84 vezes a mesma frase (exatamente a mesma).

Copiar não é nada feio, mas as pessoas esquecem algumas regrinhas básicas que devem ser seguidas, como por exemplo, indicar a fonte. O pior de tudo é que blogs pretensamente didáticos não seguem esta regra, e talvez esses professores quando recebem um trabalho de seus alunos ficam furiosos pelos mesmos copiarem dos outros.

Eólicas e PCH’s estão gerando 30% a menos do que elas disseram que iam gerar.


Está ocorrendo em São Paulo Hotel Holiday Inn Parque Anhembi nos dias 08 a 10 de fevereiro de 2011 o chamado 3° Fórum Nacional para a Geração Eólica. No meio do Oba-Oba que está sendo a energia eólica com o nosso dinheiro vem uma notícia que corrobora com diversas preocupações que tenho manifestado sistematicamente.

No meio de um bando de fornecedores de equipamentos, projetistas e produtores de energia temos um representante da ANEE – Agência Nacional de Energia Elétrica o Sr. Aymoré de Castro Alvim Filho, este senhor foi um dos principais palestrantes no segundo dia, e o que ele disse de importante?

Simplesmente ele disse em alto e bom tom, para quem tem ouvidos para escutar que tanto as Eólicas como as PCHs (pequenas centrais hidrelétricas – menina dos olhos dos movimentos ambientalistas) estão gerando 30% a menos do que elas estavam programadas a gerar.

Alguém pode de forma apressada dizer, não interessa, quem está perdendo dinheiro são os operadores, não os compradores, pois eles não estão vendendo a energia.

Errado, quem está perdendo dinheiro é todo o povo brasileiro, pois tanto a implantação de Eólicas como de PCHs são subsidiadas pelo sistema elétrico brasileiro.

E? Qual é o problema?

Simples, quando estás prometendo mais energia que realmente tens capacidade de entregar, quando fazes o cálculo do estudo de viabilidade econômica o teu custo da energia é 30% menor e o custo da energia das outras formas que concorrem com estas fica automaticamente maior.

Resumo da história, quando um Ecopata vai falar contra uma usina hidrelétrica convencional ele vai utilizar os dados falsos de custo de kW por forma de geração, chegando a conclusão que com um subsídiozinho mínimo se consegue gerar energia “ecologicamente correta”.

Como no Brasil a energia eólica gerada é muito pequena, estas mentiras ainda não impactam muito nas contas, porém em países como a Espanha que boa parte da energia é gerada por eólicas, a fatura começa a ficar muito cara, mostrando a inviabilidade do sistema.

A natureza não está ajudando a teoria, então vamos inverter tudo que se estava falando!

Alguém já começou uma discussão com o namorado, com a esposa, com a noiva ou com um amigo e de uma hora para outra nota que, por ser o outro esperto, ele inverte o argumento, e que aquilo que achavas ser a tua opinião passou para o outro e tu estás sendo criticado por ter dito o que nunca disseste?

Bem, nos relacionamentos pessoais há sempre ente tipo de discussão, só que geralmente a vítima da súbita e esperta mudança de opinião não é só um, geralmente os atores invertem seus papeis ao longo do tempo.

Agora vamos a algo semelhante na discussão sobre o Aquecimento Global Antropogênico (AGA). Se vocês estão lembrados, ou lerem alguns sites mais antigos, verão que um dos efeitos deletérios do AGA citados em palestras, cursos ou entrevistas é o aumento de ciclones e furacões ao longo do mundo.

Por que isto? Pois fica fácil usar argumentos deste tipo citando eventos extremos do tipo Katrina ou Catarina e dizer:

- Viram, aumentou o número de furacões!

Mas não se faz ciência assim. Em ciências físicas e ou da natureza se mede, se registra, se tabula e se calcula, para a partir disto postular teorias. Em furacões e ciclones também é assim, há serviços de medição de ciclones e furacões, um deles é levado pela Universidade da Flórida (nada mais justo que na Flórida as pessoas se interessem por furacões assim como no Alaska, por gelo).

O Dr. Ryan N. Maue da Florida State University tem inclusive um site na Internet que atualiza mensalmente o somatório de toda a energia das tempestades, ciclones e furacões, o site é http://www.coaps.fsu.edu/~maue/tropical/ e neste site ele tem um artigo extremamente singelo com o seguinte título: Global Tropical Cyclone ACE does not show an upward trend in communion with global temperatures. Atenção ACE quer dizer Accumulated Cyclone Energy, ou seja a energia dos furacões, tempestadades tropicais e tufões.

Deste site é que vêm estas figuras:



Não precisa ser cientista para ver que tanto os Ciclones como as tempestades Tropicais e os Furacões estão diminuindo, e diminuindo muito, principalmente a quantidade de tempestades tropicais e furacões que mostram claramente esta tendência nos últimos 40 anos.

Agora vamos voltar ao início da postagem, nos últimos anos está se vendo uma diminuição dos furacões, um aumento de neve no inverno do hemisfério norte, uma diminuição do gelo no ártico no verão e mais algumas variações climáticas, umas que concordariam com as teorias do AGA e outras que discordariam por completo. Mas a partir disto o brilhante prêmio Nobel em Economia, Prof. Paul Krugman concluiu que:

Com o aumento dos eventos extremos está provado ao aquecimento global, não interessando que estes eventos extremos vão ao sentido contrário das previsões alarmistas dos modelos previsão do IPCC, esta opinião é corroborada por Dr. Kevin Trenberth, o mesmo que declarou que desapareceu energia no balanço que ele realizou só porque o resultado não estava dando certo.

Mais modernamente o mesmo premio Nobel atribuiu os tumultos no Egito e Tunísia ao aquecimento global (http://www.nytimes.com/2011/02/07/opinion/07krugman.html?_r=2)

Só faltava esta, não é trinta anos de ditadura e de eleições fraudadas que estão derrubando os caras, é o Aquecimento Global!


09 fevereiro 2011

Peak Oil - Parte IV-b: Conceitos mais modernos na avaliação das reservas de energia.


No item a da Parte IV, foi estabelecido o conceito de EROEI (energy returned on energy invested) ou EROI (energy return on investment), entretanto não há uma ligação clara entre estes conceitos e a avaliação das reservas de energia como o petróleo e o carvão. Pois estes conceitos permitem dentro das limitações tecnológicas da data de avaliação a resposta de diversas perguntas. Vou citar algumas e depois dar as respostas.

Como calcular as reais reservas disponíveis de combustíveis fósseis independente do preço do produto hoje em dia?
O pré-sal é economicamente viável?
As areias betuminosas canadenses são uma resposta a diminuição de produção americana?
É possível extrair petróleo na Antártida?
Qual a alternativa de energia renovável mais viável?

A primeira pergunta advém da necessidade de se estabelecer um limite de “preço” para extração de um determinado combustível, por exemplo, deve-se considerar o carvão a uma profundidade de x metros, esta resposta é dada avaliando o EROI da extração, se aproximar da unidade, não se considera.

A segunda pergunta do pré-sal é mais simples de ser respondida, se o EROI está acima de outras formas de energia, como a solar e a eólica ele é viável. A questão da oportunidade e do momento é uma questão de mercado, talvez ele não seja a 40 dólares o barril, mas aos 60, sim.

A próxima pergunta, tem no EROI o cheque de sua exploração, as areias betuminosas canadenses estão com ao relação muito baixa e se agregar qualquer custo de recomposição ambiental, parece que este valor aproxima-se muito da unidade.

Quanto a Antártica, parece que se desconfia que tem petróleo, mas não será extraído mais por uma questão do EROI do que uma questão de preço do petróleo, logo parece que o continente Antártico continuará livre.

A última pergunta é a mais fácil de responder, é só verificar a relação entre os diversos valores do EROI.

Em resumo, o conceito auxilia a forma de quantificar as reservas sem a necessidade de estabelecer limites financeiros para a exploração de novas jazidas que alterarão com a extração das mesmas.

08 fevereiro 2011

Peak Oil - Parte IV-a: Conceitos mais modernos na avaliação das reservas de energia.


Há uma espécie de manto que tapa a visão de qualquer pessoa comum não o possibilitando avaliar corretamente até que ponto estamos próximos do pico do petróleo, ou pior, próximos a zona de declínio prevista na Teoria de Olduvai. Este manto é jogado pelos economistas em geral que precificam tudo dizendo que no momento que subir o preço do petróleo, como a energia é uma commodity como as outras, haverá uma substituição natural por outras fontes de energia.

Qual o problema conceitual deste último raciocínio? É que a energia é o único produto que depende dela mesma para que ela exista!

E perguntando de novo, e qual o problema nisto? Como resposta vamos dar um explicação mais detalhada para ficar claro o problema.

Imagine que para extrair de um poço X no meio do Alasca eu necessite os seguintes insumos:

Torre de perfuração, canos, bombas de aço, estruturas metálicas, casa para a equipe de perfuração do poço.
Aquecimento do óleo para diminuir a sua viscosidade e retirá-lo do mesmo.
Aquecimento para o pessoal de operação do poço.
Reservatórios de armazenamento (vamos colocar o nosso poço longe de um oleoduto, para não complicar tudo).
Transporte do óleo extraído até a refinaria.
Energia líquida para movimentar a torre de perfuração e as bombas para retirar o petróleo do poço.

Qualquer um dos itens acima necessitam de energia para serem criados ou movimentados. Se para extrair o petróleo do poço a razão entre a energia gasta por todos os itens anteriores em relação a energia produzida seja menor do que um, não interessa o preço, o produto é inviável economicamente.

Este conceito chama-se EROEI (energy returned on energy invested) ou EROI (energy return on investment), com este conceito não é necessário calcular coisas como a reserva total de um poço de petróleo, mas sim a reserva deste poço até que atinja um EROI próximo da unidade, abaixo de um determinado limite é melhor deixar o petróleo no poço sem extraí-lo, pois o custo energético é maior do que o benefício.

Reescrevendo de forma bem mais simples, se para extrair X barris de petróleo é necessário consumir X+1 barris de petróleo, não interessa o preço que estiver o barril, sempre se estará no prejuízo.

Sem o conceito EROI não é possível quantificar, por exemplo, a viabilidade do uso de carros movidos a hidrogênio. Se para produzirmos no motor do carro a hidrogênio 1kW de energia for necessário no processo todo um valor bem menor do que 1kW de energia (produção do hidrogênio e produção da energia para produzir o hidrogênio) os motores são viáveis se for próximo da unidade não. Explicitando melhor, uma célula de conversão de hidrogênio tenha um rendimento de 20% (EROI de 0,2:1) e no processo de produção e transporte do hidrogênio, entre a extração do combustível (petróleo, gás, nuclear, carvão,....) e a geração se tenha um EROI de (10:1) o uso do hidrogênio é caro, mas é viável (EROI final - 2:1).

Desta forma pode-se comparar no tempo e no espaço a utilização de dadas fontes de energia, para exemplificar melhor vou colocar alguns exemplos de EROI calculados, são valores bem aproximados, mas dão uma ordem de grandeza entre combustíveis.
Petróleo nos USA em 1930 >100:1
Petróleo nos USA em 1970 30:1
Petróleo nos USA em 2005 11-18:1
Petróleo importado pelos USA em 1990 30:1
Petróleo importado pelos USA em 2007 12:1
Carvão mineral 1930 80:1
Carvão mineral 1970 30:1
Nuclear 15:1
Hidrelétrica >100:1
Energia eólica 18:1
Painéis fotovoltaicos 6-8:1

A partir dos dados acima se pode estabelecer uma série de conclusões.

Vídeos sobre os deslizamentos no Rio

Imagens sobre os deslizamentos no Rio de Janeiro se tem várias como a imagem a seguir:


Porém vídeos como a seguir mostrado se tem poucos. Este primeiro mostra o início de um deslizamento num morro com vegetação, e esta imagem é espantosa é uma das poucas imagens no mundo de uma ocorrência do tipo, é verdadeiramente surpreendente.



Este segundo vídeo faz um vôo virtual em toda a região atingida, com esta imagem da a ordem de grandeza do ocorrido.  



Com este vôo fica claro que:
1ª TODA A REGIÃO da serra é área de risco,
2ª para haver deslizamentos não é necessário haver residências ou desmatamento (quando há piora),
3ª não há trabalho de contensão de encostas que resolva o problema.
4ª que os deslizamentos são fatos naturais que podem ser ampliados pela ação antrópica, mas mesmo sem ela eles existiriam, e finalmente,
5ª ou as pessoas fazem planos de evacuação das áreas ou simplesmente se acostumem com o fenômeno, pois não há solução além desta.

A batalha das revistas.


Como ficou patente no chamado Climategate envolvendo todo o chamado núcleo duro do IPCC, havia uma real conspiração contra qualquer pessoa que tentasse escrever algo contra a Teoria do Aquecimento Global Antropogênico (AGA ou AGW em inglês).

Falar isto há dois anos era como dizer uma bobagem, porém com o vazamento dos e-mails do CRU (Climatic Research Unit, University of East Anglia ) se verificou que realmente havia um bloqueio velado a entrada de artigos nas chamadas revistas com revisão por pares (peer review), havia também uma tentativa de suprimir dados a quem não concordasse com toda a teoria.

Antes da publicação dos e-mails surgiu uma série de revistas como a Energy & Environment que procurava dar espaço as vozes contrárias ao AGA. Apesar de muitas dessas revistas serem desconsideradas por outras instituições elas tem um atrativo que lhes dá uma vantagem sobre as outras, seus trabalhos são abertos ao grande público e a qualquer pesquisador em geral. Este pequeno detalhe facilita em muito a divulgação desses periódicos à medida que outros nem pelo Portal da Capes se tem acesso.

O interessante que mesmo estas revistas não sendo muito consideradas por os Alarmistas seus resultados são citados nos seus trabalhos e muitas discussões são travadas em relação ao que elas apresentam.
A batalha das revistas começou a alguns anos, mas com novas revelações ela se intensificou e cada dia fica mais emocionante.

04 fevereiro 2011

O que desejam determinadas ONGs internacionais criando reservas da natureza no terceiro mundo.

Muita gente não entende os motivos do GreenPeace, WWF e outras ONGs internacionais em abortar por completo qualquer geração de energia hidrelétrica no Brasil (vide Belo Monte) e no resto do terceiro mundo. Há um motivo muito simples, se for aproveitada a energia barata, renovável  e não poluidora das usinas hidrelétricas haverá uma mudança no eixo da riqueza, esta mudança não os interessa

Para ficar mais claro vamos a uma exemplo, o Rio Congo, numa análise preliminar ele pode gerar uma potência anual de 774 TWh/ano. Para quem não tem noção do que representa este número vamos fazer uma comparação entre todas as potências de TODAS AS USINAS NUCLEARES DO MUNDO, ou seja, 2660TWh/ano, com estes valores podemos dizer que no rio Congo, na República Democrática do Congo, seria possível gerar sem queimar uma grama de óleo, sem usar miligramas de Urânio 30% de TODAS AS USINAS NUCLEARES DO MUNDO.


Atualmente não é gerado NADA, principalmente devido ao longo período da mais truculenta dominação colonial que foi levada pela Família Real Belga (o Congo era propriedade particular do Rei da Bélgica). Que simplesmente não deixou nada durante os mais de cem anos de saque (houve um pesquisador que comparou os benefícios feitos pelos anos de domínio Belga com poucos anos da mais truculenta e corrupta ditadura africana, a de Mobuto, ele em poucos anos fez muito mais!)

Para dar uma ideia do que se produz na África em termos de geração de energia o mapa distorcido, colocando a área equivalente a geração se vê que até a pequena Itália corresponde a geração na África como um todo.


Voltando ao Rio Congo, somente em quatro projetos com um só lago, Inga I, Inga II e Inga III e a Grande Inga é possível gerar 351MW , 1.424MW, 4.500MW  e 39.000MW (total 42.275MW). correspondente a 56% de toda a energia gerada na França (55 usinas nucleares, maremotrizes, eólicas, hidrelétricas,....), ou mais de 40% de toda energia gerada no Japão, ou também aproximadamente 12% a 15% da energia nuclear gerada em todo o mundo, chamo atenção que as barragens menores, Inga I e Inga II tiveram a sua construção terminada em 1972 e 1982, porém devido a guerra civil eles trabalhavam com somente 30% da capacidade. Também chamo a atenção que a República Democrática do Congo só se livrou do domínio da família real Belga em 1960, e após isto realizaram-se eleições que saiu vitorioso Patrick Lumumba, assassinado pela CIA em 1961 (fato confirmado pelo governo norte-americano) para colocar em seu lugar Mobuto, um dos mais corruptos governantes que a África conheceu, este ficou de 1971 a 1997 apoiado pelos USA por ser anti comunista (ou seja, os países centrais, sempre se metem na política africana, não deixando que esses tracem o seu próprio destino).
O que chamo atenção é que os WWFs tentam fazer é impedir que países do terceiro-mundo produzam energia barata e abundante, pois a produção e a riqueza se deslocariam de hemisfério.


03 fevereiro 2011

Uma pequena contribuição ao gráfico de evolução da temperatura editado pela NASA.

No site da NASA dedicado ao terror climático, eles plotam um gráfico mostrando quão quente está ficando a Terra, de posse do último resultado da própria agência norte-americana, plotei a continuação para janeiro deste ano pois já se tem o resultado. Olhem que interessante!

Apagões no Texas???


O maior estado Norte-Americano está sofrendo uma onda de apagões que levado por um consumo excessivo devido ao frio e a paralisação de geradores.

ERCOT (Electric Reliability Council of Texas) a operadora do sistema interligado do Texas (um dos maiores dos Estados-Unidos e equivalente a maioria dos países do mundo) vem provocando apagões seletivos de em torno de 1 hora, mas em determinadas regiões estes apagões atingiram 8 horas. Agora imaginem quem tem aquecimento elétrico como a família norte americana da foto a seguir, felizes jogando cartas de casaco dentro de casa.
Família norte-americana que ficou mais de seis horas no apagão (e a calefação era elétrica)

Lembrando que no Texas havia uma das maiores reservas de petróleo do mundo e foi o berço da indústria do petróleo, há diversas leituras que se pode fazer sobre o ocorrido.

Primeiro, sabedores que quando neva e faz frio e não tem vento, grande parte dos geradores eólicos que eles contavam para suprir a energia, pararam, demonstrando quão pouco confiável é a energia eólica.

Segundo,....

Terceiro,.....

Deixo para quem quiser sugerir algumas conclusões, se não aparecer nenhuma colocarei as minhas.