29 março 2011

O nível do mar parece que não é exatamente o que se diz.

Há quase um século e meio vem-se registrando nos principais portos marítimos do mundo o nível das marés hora a hora. Este trabalho é de suma importância pois ele dá idéia de quando a maré sobe ou desce e quando o navio pode entrar no porto, logo é algo feito consciensiosamente pois a economia dos portos depende disto.

Temos tanto os dados do PSMSL (Permanent Service for Mean Sea Level)  (http://www.psmsl.org/data/obtaining/) como da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration)  (http://tidesandcurrents.noaa.gov/sltrends/sltrends_global.shtml), nestes sites qualquer pessoa pode acessar os principais marégrafos do mundo. No da NOAA, por exemplo, temos somente no Brasil o de Cananéia que segue mais ou menos até os dias de hoje, já no do PSMSL temos do sul para o norte os seguintes registros
Imbituba
Cananéia
Rio de Janeiro
Canasvieiras
Salvador
Recife
Fortaleza
Salinópolis
 e Belém.

Brevemente saírá publicado um artigo denominado "Sea-Level Acceleration Based on U.S. Tide Gauges and Extensions of Previous Global-Gauge Analyses" no "Journal of Coast Reserch" de dois profissionais do ramo, J. R. Houston e R. G. Dean, o primeiro é Director Emeritus, Engineer Research and Development Center, Corps of Engineers, e o segundo é Professor Emeritus, Department of Civil and Coastal Civil Engineering, University of Florida, Gainesville.

O trabalho é extremamente simples e pode ser reproduzido para o resto do mundo. Os autores (não com os dados dos marégrafos Brasileiros acima apresentados, que não se tem dados anteriores 1949 Belém), com dados dos marégrafos dos Estados Unidos (costa leste e costa oeste e mais ilhas no pacífico) eles fazem uma a análise de como se comportaram o nível desses marégrafos no período 1933 até os dias de hoje em termos de variação de nível do mar. Uma das conclusões é a figura que segue:

De posse deste gráfico verifica-se que ao longo de toda a costa Norte Americana e nas ilhas do pacífico, há mais uma tendência de desaceleração do NÍVEL DO MAR DO ACELERAÇÃO, e se a tendência continuar o nível em 2100 deverá estar menos do que é hoje em dia!!!!
........
Our analyses do not indicate acceleration in sea level in U.S. tide gauge records during the 20th century. Instead, for each time period we consider, the records show small decelerations that are consistent with a number of earlier studies of worldwide-gauge records.

Os estudos recentes citados na conclusão, são vários e indicam que próximo a década de 20 ou 30 (1920 e 1930) houve um início de desaceleração da subida do nível dos mares, percebido pela segunda derivada da função nível do mar.

Outra observação importante que há mais registros de marégrafos brasileiros, porém com a desativação da Portobrás no governo Fernando Collor de Melo talvez estes dados tenham sido perdidos. Agora a partir do ano 2000 o Brasil começou a remontar os marégrafos de novo, ou seja é um total descaso com a ciência e nem a Marinha conserva os marégrafos.

28 março 2011

Austrália: O pluviograma foi gerado após uma operação errada de uma barragem.

Muito se falou das cheias na Austrália que ocorreram quase ao mesmo tempo que os deslisamentos no Estado do Rio de Janeiro. Atribuiu-se o evento, como sempre, ao aquecimento global antropogênico mesmo não se tendo dado nenhum que pudesse confirmar ou não os eventos como sendo eventos excepcionais. Para esclarecer os fatos e poupar o seu dinheiro, algumas firmas de seguro da Austrália contrataram um Hidrólogo para estudar o evento e ver até que ponto ia a sua responsabilidade.

O engenheiro Micharel O'Brien, um meticuloso Hidrólogo australiano elaborou um completo relatório  denominado "Brisbane Flooding January 2011, An Avoidable Disaster" com mais de 40 páginas, que se encontra disponível na rede em (http://resources.news.com.au/files/2011/03/22/1226025/997481-aus-news-file-obrien-report-replace.pdf) que confirma uma hipótese já levantada pelo professor Dr. David Karoly da School of Earth Sciences da University of Melbourne. A hipótese proposta pelo professor Karoly era que as inundações que ocorreram há poucos meses na Austrália, tem tanto a haver com o aquecimento global como a diminuição dos trajes de banho das moças de Copacabana nos últimos 50 anos.

A prova mais consistente que vi até hoje do aquecimento global, por outro lado se vê que o aumento de temperatura está chegando ao seu limite.

O relatório confirmou a hipótese que a cheia no rio Brisbane deveu-se a uma má operação de uma barragem a montante feita pelo técnicos que operavam a barragem. O mais grave de tudo é que esta barragem foi operada a partir do “sentimento” do operador sem um controle correto dos níveis ou um modelo matemático que propusesse uma solução de emergência para operação das comportas. Em resumo os operadores abriram as comportas no momento errado gerando uma cheia excepcional (no momento não tenho exatamente o valor, mas como o nível chegou próximo do chamado vertedor fusível, talvez ele tenha gerado uma cheia próximo a cheia deca-milenar). Chamo atenção que qualquer barragem de porte médio no Brasil possui pluviômetros e linígrafos que indicam quanto está chovendo e qual o nível dos rios que aportam água a barragem, desta forma não se faz essas barbeiragens. Quem quiser maiores informações é só copiar o relatório citado acima, para meus colegas sugiro a leitura minuciosa do mesmo, principalmente para aqueles que projetam barragens.

Durante semanas os alarmistas do aquecimento global, na mesma época dos deslizamentos no Rio de Janeiro, qualificavam histericamente o caso como influência do aquecimento global. No mínimo uns dois mil artigos e cópias de outros foram divulgados na nossa imprensa, e todos ficaram horrorizados com o que ocorreu.

Além de toda a bobagem feita pelos operadores, houve má fé por parte desses, pois após o evento eles “fabricaram pluviogramas” (registros de chuvas ao longo do tempo) para justificar as besteiras que fizeram na operação da barragem.

A burrice e a safadeza foram detectadas pelas agências de seguro, que depois de escutarem o que a imprensa estava noticiando sobre as idéias do professor, resolveram contratar um grupo de especialistas no assunto para verificar se o fenômeno era ou não natural, se fosse natural as companhias de seguro pagavam, se não fosse o proprietário da barragem que pagava. Os especialistas chegaram a conclusão que foi criado uma onda de cheia sobe outra, maximizando os efeitos da cheia e gerando milhões de prejuízo. Parece que aquela história de aquecimento global não colou.

Agora quero saber se os jornais vão publicar notícias retificando as mentiras que veicularam. Vou fazer uma pequena pesquisa para ver quantas notícias em português foram geradas e solicitar que estes senhores façam uma retratação pública.

Me dei o trabalho de levantar algumas notícias que estão ainda na rede, e todas elas se referem como o Aquecimento Global Antropogênico como o responsável pelas cheias.


Inundações na Austrália: por que estamos surpresos?
http://www.oecocidades.com/2011/01/26/inundacoes-na-australia-por-que-estamos-surpresos/


Pior enchente num século ameaça Brisbane.
http://nelsonfrancojobim.blogspot.com/2011/01/pior-enchente-num-seculo-ameaca.html


Inundações: Culpa do Homem?
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/02/inundacoes-culpa-do-homem


Estudo vincula aumento das cheias a mudanças climáticas.
http://www.juscelinodourado.com.br/?p=7848

Aquecimento global pode ter causado inundações na Austrália.

http://www.portugues.rfi.fr/ciencias/20110104-aquecimento-global-pode-ter-causado-inundacoes-na-australia




Cheias na Austrália Ameaçam Biodiversidade da Grande Barreira de Coral.

http://territorioanimal.wordpress.com/2011/01/11/cheias-na-australia-ameacam-biodiversidade-da-grande-barreira-de-coral/



Tempestades na Austrália provocam inundações.


http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI1359807-EI314,00-Tempestades+na+Australia+provocam+inundacoes.html


Inundações em Paquistão, Austrália e América Latina seriam efeito do La Niña.
http://veja.abril.com.br/agencias/afp/veja-afp/detail/2011-01-06-1582477.shtml


Estudo revela que últimos temporais no mundo resultam da ação do homem.
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/02/estudo-revela-que-forca-dos-ultimos-temporais-resulta-da-acao-do-homem.html

Sol, este imenso desconhecido.

Talvez vocês não acreditem, mas nos relatórios técnicos do IPCC, depois de milhares de páginas escritas sobre as mais diversas formas existentes sobre o clima, tanto da natureza como do homem , eles dedicam apenas onze páginas (188-199) para falar sobre a influência do SOL (Contribution of Working Group I to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change, 2007, capítulo 2 de um total de 11 capítulos).


Interação entre os campos de partículas e magnéticos da Terra e do Sol.

Para que fique claro, o nosso bom Sol, que nos aquece diariamente desde as origens dos tempos, mereceu num dos volumes de 996 páginas, num capítulo de capítulo de 234 páginas o fantástico espaço de 11 páginas.

No fim deste magnífico espaço eles introduzem uma tabela resumo sobre as forçantes do clima (forçantes, seriam os efeitos que variam o clima). Mesmo assim podemos tirar algumas conclusões dessa tabela.


Modelito do sol apresentado a poucos meses por laboratório associado a NASA para tentar explicar a presença ou não de manchas solares.

No meio da figura está um diagrama de barras mostrando a influência de cada elemento, e conforme se pode ver o Sol está bem abaixo com um valorzinho insignificante. O efeito do Sol em relação aos efeitos antropogênicos são quase nnulos!



Na última coluna, vem o mais relevante, eles colocam o entendimento científico sobre cada item.


Na linha correspondente aos gases de efeito estufa (primeira linha), que segundo o IPCC tem a maior forçante positiva, considera-se o mais alto grau de conhecimento científico, note-se que nos últimos dez anos a quantidade desses gases vem crescendo constantemente e a temperatura global tem se mantido estável!


Quando o pessoal do IPCC cita o Sol até que eles foram honestos, eles atribuem o seu conhecimento científico no mais baixo grau de conhecimento. Da mesma forma a forçante negativa mais forte, os efeitos de cobertura das nuvens (Cloud albedo) o nível de conhecimento científico também está classificado como o pior.

Em resumo (sou viciado em resumos), os gases efeito estufa, que eles dizem influenciar em muito no aquecimento da Terra eles se consideram como Experts sobre o assunto. Contudo tanto o Sól como os efeitos da cobertura das nuvens que poderiam influenciar negativamente na temperatura da Terra,  eles confessam sua ignorância.


PS. Há poucos meses foi apresentado um novo modelo de como funciona o sol para tentar explicar a origem das manchas solares e outras características do sol.

25 março 2011

Relembrando. Porque o nome do Blog.

Se vocês procurarem um pouco na rede qual era a atividade de excelentes artistas, verão que muitos deles antes de se dedicarem inteiramente a música, pintura, fotografia, cinema e demais artes, ou eram estudantes de engenharia ou eram engenheiros formados.

Citar a Banda Os Engenheiros do Havaí é obvio demais, mas é incrível a quantidade de bons profissionais que largaram a engenharia para se dedicar a vida artística. Importante notar que a maioria não ia mal nas provas nem estavam com problemas na sua carreira de engenheiro, abandonaram a engenharia geralmente porque tiveram sucesso nas artes.

Nós engenheiros somos mal tratados por escritores de livros, filmes e novelas, nos colocam em suas obras como um bando de Nerds (nome bonito para CDFs), sem o mínimo senso de humor, sem sorte com o sexo oposto. Quando apresentam as engenheira elas são representadas como seres assexuadas usando grossos óculos e desprovidas de graça.

Estes senhores não conhecem a realidade (acho que o problema é que eles iam mal nas provas de matemática e física do segundo grau, aí ficaram com inveja dos colegas que iam bem), não sabem que os (e as) engenheiros são seres com alma e capacidade de produzir arte com beleza, e também são criaturas inteligentes e atraentes.

Por isto e por outras pus o blog com este nome, mostrando que não tenho nenhuma vergonha de ser UM ENGENHEIRO, e devemos deixar claro, que tanto na ciência como nas artes contribuímos em muito para a felicidade de todos.

Há 20 anos que não temos uma grande erupção vulcânica, o que significa isto?

Em 12 de junho de 1991 nas Filipinas tivemos a última grande erupção vulcânica, o Monte Pinatubo despertou como vulcão e lançou cinzas até 35km de altura cinzas que impediam a passagem de sol para Terra. Antes desta erupção tivemos a erupção do El Chichon no México que produziu efeito semelhantes e  após esta data não ocorreram erupções de mesmo porte.

Foto da Erupção do Monte Pinatubo (Filipinas)
E qual a importância disto na tendência de variação da temperatura atual?

Podemos dizer que o importante não é o que os vulcões que não entraram em erupção nos últimos anos fizeram (pois se eles não existiram eles não poderiam fazer nada), a grande influência está no que ELES DEIXARAM DE FAZER. Se lembrarmos que a erupção de grandes vulcões geram um resfriamento na atmosfera, e se olharmos ao mesmo tempo que nos últimos 10 anos a tendência de variação da temperatura é nula, podemos tirar uma grande conclusão.

Média da temperatura global a partir dos registros dos grandes Institutos de Pesquisa de clima.
Dados de  Aldo Meschiari - www.meteogiornale.it/notizia/20103-1-la-stasi-del-global-warming 
  1. Se o único evento singular, que consegue variar a temperatura da Terra é a erupção de grandes vulcões
  2. Se nos últimos vinte anos não teve nenhuma grande erupção
  3. Que a temperatura esta estável nos últimos dez anos.
  4. Que a quantidade de CO2 continua aumentando nesses dez últimos anos mas a temperatura não está aumentando.

Então podemos concluir que se tudo estivesse ocorrendo normalmente estaríamos numa fase de  resfriamento e não um aquecimento global, pois se a natureza fizesse algo coisa singular mas normal de ocorrer (como uma erupção de um grande vulcão) isto resfriaria a atmosfera.
Efeito das erupções vulcânicas na energia solar que chega a Terra.

24 março 2011

E o consenso está derretendo (parte III).

Quarto item que se baseia a teoria do AGA, que está se esfacelando com os dados reais.


A neve no hemisfério norte irá desaparecer em breve.


Esta afirmação era recorrente em todos os meios, científicos e não científicos, para dar um exemplo colocarei algumas afirmações que foram amplamente divulgadas na mídia nacional e internacional, quais sejam:




  • “Snow season length and snow depth are very likely to decrease in most of North America … except in the northernmost part of Canada where maximum snow depth is likely to increase (Christensen et al., 2007).” (EPA)





  • “Decreases in snowcover and increases in winter rain on bare soil will likely lengthen the erosion season and enhance erosion intensity.” (EPA)





  • “Rising temperatures have generally resulted in rain rather than snow in locations and seasons where climatological average temperatures for 1961 to 1990 were close to freezing (0 °C).” (EPA)




  • “As temperatures rise, the likelihood of precipitation falling as rain rather than snow increases, especially in autumn and spring at the beginning and end of the snow season, and in areas where temperatures are near freezing. Such changes are observed in many places, especially over land in middle and high latitudes of the Northern Hemisphere, leading to increased rains but reduced snowpacks.” (IPCC).



  • Quem não tiver paciência de traduzir tudo isto, resumo em poucas palavras:
    Em poucos anos a Neve para as crianças Européias e Norte-Americanas vai virar tão real com História da carochinha.

    A dona Joaninha que tem dinheiro na caixinha, guardando para usar quando vier o aquecimento global.
    EPA é a Agencia Ambiental Norte-Americana e o IPCC todos já sabem.
    Depois dos últimos invernos nevados e de analizarem o resultado da variação da cobertura de neve no hemisfério norte a história foi mudada.
    Extensão de neve no hemisfério Norte. Tendência a subir.
    Com a evidência numérica acima, os eco-chatos saíram com suas preciosidades, por exemplo All Gore, o mago do AGA, pronunciou a seguinte jóia de explicação do ocorrido:
    "As it turns out, the scientific community has been addressing this particular question for some time now and they say that increased heavy snowfalls are completely consistent with what they have been predicting as a consequence of man-made global warming,”
    (tradução livre, mas muito livre mesmo: "Como vocês são idiotas! Não sabem que depois de muitos estudos os cientistas comprovam que quanto maior o aquecimento global mais neve vai ter! Isto é claro e evidente, seu bando de estúpidos")


    O próximo item, a Oscilação Ártica, como precisaremos de uma explicação do fenômeno de forma mais consistente, deixarei para a próxima parte.

    23 março 2011

    E o consenso está derretendo (parte II).

    Seguindo na linha do desmonte dos principais argumentos da teoria do AGA, descreveremos os itens que segue:

    2. O aquecimento é global.

    O que significa isto? Significa que tanto o Hemisfério Sul como o Hemisfério Norte deveriam estar aquecendo da mesma forma.  E por que esta afirmação é importante para o AGA? Simples, se o aquecimento é devido ao CO2 na atmosfera, como a taxa de CO2 e otros gases do efeito estufa são iguais (ou deveria ser) nos dois hemisférios o aquecimento deveria ser igual.

    O que acontece? Vamos aos dados:
    Média mensal da temperatura na baixa troposfera desde 1979 para a região tropical e hemisférios norte e sul, Dados da Univesridade do Alabama, Huntsville,


    Conforme o gráfico fica claro que há uma diferença notável entre as latitudes, enquanto no hemisfério norte, há a variação positiva da temperatura é notável, tanto na região tropical (e principalmente nesta) e no hemisfério sul, há diferenças notáveis. Note-se que apesar da circulação do
     nos hemisférios serem mais ou menos independentes, as medidas de concentração de CO2 são feitas em Mauna Loa, (perto de um vulcão, no Hawaí) que se situa na linha tropical (19º28' Norte), logo dentro dos 20º Norte e 20º Sul que se refere a figura acima.



    Se colocarmos os dados de temperatura do Ártico e Antártica, a coisa fica completamente ridícula.


    Temperatura média na baixa atmosfera desde 1979 no Polo Norte e no Polo Sul, dados da Universidade do Alabama, Huntsville, USA.




    Nos polos há um comportamento completamente contrário, ou seja, há um aquecimento no Polo Norte e um RESFRIAMENTO no Polo Sul.


    Concluindo este ítem, o AQUECIMENTO GLOBAL NÃO É GLOBAL, é um aquecimento característico da região norte, região que tem mais terra e menos mares.

    3. Os invernos estão cada ano mais quentes.

    Há alguns anos diversos alarmistas conclamaram aos quatro ventos que a indústria de esportes de inverno simplesmente desapareceria na Europa. Se procurarem isto terão fartissima documentação disto. Qual seria o porquê desta afirmação, simples, com o aumento da temperatura global os invernos ficariam mais fracos.

    Esta afirmação está com todas as letras escritas em http://icecap.us/index.php/go/new-and-cool/warm_winters_result_from_greenhouse_effect_columbia_scientists_find_using_n/ onde começa o texto por:

     "A team of scientists from Columbia University has shown that warm winters in the northern hemisphere likely can be explained by the action of upper-atmosphere winds that are closely linked to global warming.


    Global mean surface temperatures have increased in the range of 0.6 to 1.2F since the late 19th century. But far more severe warming has taken place over wide regions of northern Eurasia, Canada and Alaska, with temperatures averaging 7 to 10F warmer in the last 35 years, according to data previously compiled by the NASA Goddard Institute for Space Studies in New York City.

    he research, which appears in the June 3, 1999 issue of the British journal Nature, offers no predictions on what temperatures future winters will bring, but suggests a continuation of the current trend for three to four more decades.


    If warming trends continue, said Drew Shindell, associate research scientist at Columbia’s Center for Climate Systems Research and lead author of the report, northern regions of Europe and Asia and, to a lesser extent, North America, can expect winters that are both warmer and wetter, with increased rain and snow."


    Nem vou traduzir para não ser acusado de mudar as palavras, mas os invernos dos últimos anos esqueceram de ler a notícia.

    Todos tem lido as notícias dos últimos invernos na Europa, mas para dar uma idéia mais numérica, vou colocar aqui o registro mais antigo que se tem no mundo de temperatura medida por termometro

    Registro de temperatura em dezembro na região central da Inglaterra.
    1659-2010

    Só para dar idéia do que foi o inverno de 2010, foi o 9 mais frio desde 1900.

    22 março 2011

    E o consenso está derretendo (parte I).


    Apesar da discussão sobre aquecimento global antropogênico nos USA ter virado uma coisa partidária (algo que acho intolerante quando se trata de ciência), o Sub-Comitê de Energia e Comércio dos USA ouviu desta vez as duas partes, primeiro e em maior número os alarmistas, dentro desses estavam figuras notáveis que contribuíram para os relatórios do IPCC. Nesta reunião foram discutidos assuntos científicos, deixando de lado algumas baixarias de parte a parte que poderiam tumultuar a reunião (a mentira do degelo do Himalaia, a perda das florestas da Amazônia e outras pequenas sujeiras).

    O interessante que após isto o pessoal cético apresentou dez razões para não se confiar na teoria antropogênica (parece que todos não negam que ouve durante certo período um aquecimento, uns dizem que é natural e outros que é antropogênico)
    Ou Gelamos,

    ou torramos?

    Mas vamos lá as dez razões para não acreditar no AGA, vou citar as palavras de ordem (o consenso e depois mostrar dados que não o confirmam).
    1.      
    1. O aquecimento é notável e está acelerando como nunca acelerou.
    2. O Aquecimento é global.
    3. Os invernos estão cada ano mais quentes.
    4. A neve no hemisfério norte irá desaparecer em breve.
    5. A Oscilação Ártica se tornaria cada vez mais positiva e aqueceria mais o hemisfério norte.
    6. O aquecimento global levaria a um El Niño permanente.
    7. A atmosfera irá aquecer mais rápido que a superfície.
    8. Os recordes de ondas de calor vão aumentar.
    9. Os níveis do mar cresceram de forma contínua e acelerada.
    10. Secas e enchentes irão piorar.

      
    Todas estas pedras angulares foram questionadas através da coisa que existe mais forte na ciência, os dados. Vamos começar ponto a ponto escrever por que estas palavras de ordem são importantes na teoria do AGA e como elas são refutadas.

    1. O aquecimento é notável e está acelerando como nunca acelerou.

    A primeira afirmação, que o aquecimento é notável e acelerando como nunca acelerou é importante para a teoria do AGA exatamente para provar o antropogênico e os efeitos dos gases estufa, como o CO² aumenta continuamente (e realmente aumenta, dado medido), a variação da temperatura deveria ser sempre crescente e acelerando, a medida que os gases de efeito estufa estaria desbalanceado a atmosfera.
    Variação do CO2 Medido
    Primeiro erro, nos últimos 16 anos (dados medidos pelo centro de Climatologia da Universidade de Alabama –eles receberam a incumbência do governo americano de fazer isto), há um famoso pico de temperatura em 1988 e outro em 2010, mas a média permanece constante.
    Medida da temperatura na baixa atmosfera (Universidade do Alabama)
    Primeiro erro, nos últimos 16 anos (dados medidos pelo centro de Climatologia da Universidade de Alabama –eles receberam a incumbência do governo americano de fazer isto), há um famoso pico de temperatura em 1988 e outro em 2010, mas a média permanece constante.
    Dados 2001 a 2009 HadCRUT

    Se mudarmos de instituto de pesquisa, com dados obtidos de forma diferente que os anteriores, tem-se até um arrefecimento entre 2002 a 2009.

    Para mostrar dados mais completos mostraremos as curvas dos maiores institutos de pesquisa climatológico do mundo.
    Goddard Institute for Space Studies (GISS), Columbia University, New York City, USA.
    GISS é um laboratório vinculado a NASA

    Hadley Center for Climate Prediction and Research e University of East Anglia UK
    National Climatic Data Center (NCDC), USA.

    Remote Sensing Systems (RSS).  NOAA National Oceanographic and Atmospheric Administration
    University of Alabama at Huntsville, USA

    O que fica patente nisto tudo é que nos últimos 12 anos ou há uma pequena tendência ao aumento da temperatura ou simplesmente uma estabilização (talvez com os dados de 2011 haja inclusive um pequeno declínio).
    Fica claramente demonstrado que até 1988 vínhamos numa fase de aquecimento, que talvez tenha levado uma série de cientistas tirarem conclusões apressadas, após isto se entra numa fase fria.
    Este comportamento será explicado no item 5.


    21 março 2011

    Passada a crise volta-se ao bom senso.

    Durante o mês de janeiro, iniciando no dia 13 do mês comecei a escrever alguns textos tentando mostrar o quão natural eram os eventos de deslizamento de terra que estavam ocorrendo em Teresópolis e em Nova Friburgo, um  exemplo dessa minha preocupação pode ser visto no post http://engenheiro.blogspot.com/2011/01/deslizamento-e-mud-flow-i-comecando-por.html.

    Como estava no meio da comoção, de forma oportunista vários sites “ecológicos” procuravam usar a comoção pública para atrair a suas teses sem comprovação científica. Para tanto chamaram os seus especialistas em climatologia e geologia (padres, teólogos, militantes das mais diversas formações) para que estes escrevessem artigos mostrando quão o aquecimento global causava de mal a todos os habitantes deste nosso planeta.

    Um ex-padre convocado por estes sites (acho que a formação teológica e filosófica dá uma ampla base para climatologia!) prontamente escreveu algo em que ele dizia mais ou menos “o aquecimento global aumentou a incidência de chuvas nesta região e por isto os homens estão sofrendo as conseqüências” (era escrito de forma bem mais elegante, mas como não vou citar o nome nem o site vou escrever de qualquer forma. Isto tudo era afirmado sem dados sem nada só para aproveitar a desgraça de todos e chamar a simpatia para suas causas. Talvez o mesmo tenha recebido os dados direto de São Pedro!

    Capa do Jornal do Brasil de 24 de janeiro de 1967, antes de ser contabilizado todos os mortos e feridos.
    Depois de muito baterem no aquecimento global antropogênico, na ocupação de encostas de grande declividade e no desmatamento, já em 14 de janeiro foi publicado um artigo que mostrava claramente que o evento deste ano foi de pequeno porte quando comparado com os ocorridos em 1967 (Serra das Araras e Caraguatatuba), este artigo na época quase passou desapercebido só tendo maior divulgação no fim de janeiro e início de fevereiro quando foi replicado por diversos Blogs.


    Outra página de um jornal, mostrando fotos dos efeitos dos deslizamentos nas estradas.
    Para fechar a associação de malfeitores a grande imprensa, também caindo no sensacionalismo, "esqueceu" o que tinha publicado no passado e falava como os eventos fossem mera novidade e o pior acidente ecológico no Brasil de toda a sua história (culpando os políticos e os administradores pela incapacidade e todos pelo aquecimento global).

    Foto de jornal mostrando ônibus atingido pelo deslizamento.


    Como ficou a Serra das Araras depois das chuvas de 1967.

    Para concluir e mostrar que este tipo de acidente é natural e característico da região, sugiro um excelente trabalho apresentado pelo Professor Luiz Bressani da UFRGS, no Workshop Geológico-Geotécnico das Catástrofes naturais de Santa Catarina em 14 de abril de 2009, que getilmente foi-me permitido publicar suas imagens que vou reproduzir só uma.

    Escorregamento em um morro coberto de mata de Porte em Gaspar - Santa Catarina.
    Nesta foto fica claro que mesmo numa mata que não sofreu nenhuma alteração pode ocorrer deslizamentos independente da ação do homem.



    20 março 2011

    Esconder desastres não é novidade?


    Como queria mostrar os problemas que surgem nas obras hidráulicas em relação aos acidentes em usinas nucleares, procurei na Internet algumas figuras e fotos recentes de grandes desastres ocorridos em barragens, para meu espanto, vejo que há uma verdadeira cortina de fumaça que se faz sobre os grandes desastres em obras de engenharia.

    Para ficar nos exemplos que conheço mais, vejamos alguns exemplos. A barragem de Benqiao na China. Esta barragem foi construída em 1951 logo depois da segunda guerra sem grandes dados hidrológicos que permitissem o dimensionamento correto do vertedor, tinha por objetivos gerar energia e defender os habitantes do vale do rio Ru de cheias periódicas que matavam milhares de pessoas.

    Barragem de Benqiao depois de rompida.


    Em 1975 após longas cheias o vertedor desta barragem foi insuficiente e rompeu, causando um número de mortes que beirou as 145.000 pessoas logicamente num país que tem 80.000 barragens e com a precariedade material e técnica da época era de se esperar algum problema, mas as autoridades esconderam o que puderam o desastre até mais ou menos 1995, quando se começou a ver a morbidade da ruptura da barragem.

    O mais enigmático é o caso da barragem de Morvi ou Morbi na índia em 11 de agosto de 1979, onde a barragem no rio Machhu rompeu e há estimativas de mortos que variam de 1500 a 15000, ou seja, não se contou nada nem se estimou bem. Esta barragem também estava com seu vertedor com uma vazão para 5600m³/s e passou uma vazão em torno de 16300m³/s.

    Ilustração de uma publicação da Índia sobre o rompimento da barragem (o desenho não foi feito por nenhum especialista!)



    Acidentes como estes (com um número muitas vezes menores do óbitos) ocorrem todos os anos no Brasil e no mundo, principalmente pelo número de barragens para os mais diversos fins que existem no mundo inteiro, conforme o porte das barragens poderíamos dizer qualquer número. Grandes barragens, segundo o critério da Comissão Internacional de Grandes Barrragens como a altura superior a 15m podemos pensar em 50.000 barragens. Porém se formos um pouco mais elástico e considerarmos barragens menores com capacidade de gerar grandes problemas este valor pode ser quase multiplicado por 10,

    Logo com este número estúpido de estruturas, o mais normal que se encontre alguns projetos mal feitos, alguns empreiteiros desonestos e muitos políticos apresados em inaugurar uma obra na sua gestão. Cada caso é um fator de risco na segurança dessas estruturas, logo esconder os desastres é não permitir que as próximas gerações de técnicos apreendam com estes.

    16 março 2011

    Numa barragem se estuda o efeito de sua ruptura, numa usina nuclear se estuda o efeito do derretimento do núcleo?


    O pior acidente que pode ocorrer numa barragem é a sua ruptura, este risco depende do tipo de barragem, barragens de terra ou de enrocamento geralmente o cenário é menos catastrófico do que aquelas belas barragens de concreto com duplo raio de curvatura, vistas nos filmes de guerra de Hollywood na explosão de uma delas.

    Acidentes de ruptura de barragem são numerosos em termos absolutos, porém em termos relativos aos milhões de barragens existentes estes acidentes são raros. Eles ocorrem principalmente ou quando há uam chuva excepcional e a água da barragem passa por cima, ou no caso de barragens de concreto quase sempre por acidentes ainda mais graves e esporádicos (explosão durante uma guerra) ou ainda, por má operação da barragem.

    Exemplo de uma ruptura de Barragem: França 2 de dezembro 1959 Barragem de Malpasset 423 mortos

    Mesmo com esta baixíssima probabilidade de ocorrência este acidente extremo pode ser estudado antes da construção da barragem, para saber o que ocorrerá caso exista uma ruptura da mesma.

    O que sobrou depois do desastre de Malpasset.

    Agora o que acontece com as usinas nucleares, é que elas, segundo os seus fabricantes, são seguras! Considerando que das 440 usinas que existem no mundo, já ocorreram 9 acidentes graves, esta hipótese de equipamento seguro não me parece muito real.

    A sistemática de relatar acidentes de usinas nucleares só começa em 1979, quando em Three Mile Island (Pensilvânia – USA) 1,5 milhão de litros de água foram lançados num rio próximo, com radiotividade 8 vezes maior do que a letal, valor obtido por medições um dia após o derramamento quando parte da radiação já tinha se diluído. Havia antes deste grave acidente um grande descaso quanto a problemas nas usinas, tanto que o governador do Estado da Pensilvânia começou a retirar as mulheres grávidas e crianças num raio de 5 milhas do localas só dois dias depois do acidente acontecer.

    Cidades próximas a usina de Three Mile Island

    Bem, voltando ao assunto principal, se de 440 usinas existentes em 9 já ocorreram acidentes, a chance de ocorrer um é de no minimo 2%, um valor em termos de risco para vida extremamente alto. Logo não podemos quando da implantação de uma instalação deste tipo desprezar a hipótese de um acidente grave, e as pessoas devem estar cientes disto.


    Agora vem a pergunta básica, porque eles não simulam grandes acidentes antes de fazer colocar uma usina dessas em funcionamento, supondo a fusão total o parcial do núcleo e a radiação a propagação da radiação?

    Suponho que esta hipótese não é testada pois vão chegar a conclusão que o risco é grande demais para ser suportado pela sociedade. Vamos só imaginar se a Usina que apresentasse o pior problema fosse a de Toquai, uma usina que fica a 120km de Tóquio, neste caso se as condições fossem sérias seria  necessário evacuar parte da cidade, vamos dizer uns dois milhões de habitantes (15% da população).

    A pergunta que se faz, é possível fazer isto?

    15 março 2011

    Como está mais frio sobre o ártico e como os CFCs foram banidos desde 1987 o buraco na camada de Ozônio sobre o Ártico aumentou!


    Entenderam o raciocínio? Eu não entendi. Eu sempre pensei que com o aquecimento global antropogênico o tempo ficasse mais quente, e eu pensei que com a prescrição dos gases que “eliminam” o ozônio o buraco na camada de ozônio diminuiria.

    Se vocês não entenderam são burros, leiam em http://www.awi.de/en/news/press_releases/detail/item/arctic_on_the_verge_of_record_ozone_loss/?tx_list_pi1[mode]=6&cHash=70ef96e9f3829953d209a68efb70e5c2 o artigo: Arctic on the verge of record ozone loss - Arctic-wide measurements verify rapid depletion in recent Day, de 14 de março deste ano para entenderem.



    Um grupo de brilhantes pesquisadores alemães medindo o buraco da camada de ozônio sobre o Ártico, viram que o buraco está aumentando, ao mesmo tempo eles viram que nos últimos 20 anos a temperatura diminuiu, como eles chegaram a conclusão que tudo isto é devido ao aquecimento global, eles pediram mais 3,5 milhões de euros  para com mais 16 pesquisadores procurarem entender o nó que eles deram.

    Agora podem dormir sossegados pois como houve o protocolo de Montreal que proibiu os CFCs e deixou meia dúzia de indústrias químicas ricas, lá por 2050 o buraco vai voltar ao normal, e se não voltar eles todos já estarão aposentados e outros podem resolver o problema.

    Se não tão acreditando sigam o link e leiam no original.

    14 março 2011

    Estão lembrados quando se falava do preço da gasolina nos USA em relação ao Brasil?

    Há décadas quando se comparava o preço da gasolina no Brasil em relação aos USA tinha-se uma diferença que era de quase 5:1 ou 3:1, olhem agora quanto está o preço do galão da gasolina especial nos USA, em torno de 1,6R$/litro, e isto é um preço médio, lá como cada distribuidora e cada posto deve fazer o seu preço, deve ter regiões com o mesmo preço que aqui.

    Agora vem a pergunta, como sem impostos de quase 40% que tem no Brasil, com uma produção barata do petróleo do Texas (ou era barata?) eles chegam a estes valores.


    O gráfico acima mostra a variação do preço da gasolina na cidade de New York de 2005 até hoje em dia, eles passam de algo em torno de 1,9 US$/galão para algo em torno de 3,73 US$/galão acompanhando mais ou menos o preço no mercado spot.

    Agora imaginem os norte-americanos com aqueles carinhos V12 motor 8 ponto alguma coisa, deve estar sentindo no bolso isto tudo?

    13 março 2011

    Qual será o efeito do terremoto no Japão no consumo do petróleo?

    As últimas notícias do terremoto no Japão é que os técnicos japoneses já estão trabalhando com a hipótese de fundir o núcleo de um segundo reator nuclear da usina atingida pelo terremoto. O que pode significar isto?


    Fotos de uma das explosões na usina nuclear japonesa.

    Muito em termos nacionais para o Japão e internacionais. Os desdobramentos são incríveis, 28% de toda a energia produzida no Japão é nuclear, todo o Japão é uma zona sujeita a sismos, logo se houver um derretimento no núcleo do segundo reator (que de acordo com informações de agências internacionais este outro reator teria uma quantidade maior de plutônio) os impactos ambientais serão altissimos num povo que já sofreu com a radiação nuclear.

    Mesmo debelado o acidente no reator, como reflexo do problema, os governos, as geradoras de energia e até as ONGs ambientalistas terão que se reposicionar de novo. Por que? Com a propagação da teoria do aquecimento global antropogênico, geração de energia a carvão, petróleo, gás e até hidroeletricidade eram citadas como responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, a única coisa que se salvava era as usinas termonucleares, com isto vários países estavam tirando seus projetos termonucleares da gaveta para retomar este tipo de usina.


    Como ficou o reator 4 no dia 11 de março.


    Com o acidente da Usina no Japão toda a região sujeita a sismos ficará sobre suspeita para o uso deste tipo energia, começando pelo próprio Japão, que dependendo da intensidade do dano poderá suspender as próprias usinas em funcionamento.


    Maiores importadores de petróleo em 2008, note-se que nesta data o Japão já estava em segundo lugar. 


    Agora a curto prazo o que causará isto? Maior consumo ou maior estocagem de combustíveis fósseis e preços exorbitantes no petróleo. Se o Japão converter rapidamente a sua geração atômica em geração térmica convencional, a produção de petróleo não atenderá a demanda e talvez tenhamos o famigerado Peak Oil.


    Capacidade de geração nuclear em 2008, o Japão em terceiro lugar.




    Chamo atenção que o Japão com ou sem energia atômica é um dos maiores consumidores de energia do mundo, e mudar a sua matriz energética é mudar parte da matriz energética do mundo. Isto são conjecturas, mas de qualquer forma o horizonte não é nada brilhante.