27 junho 2011

Energia dos furacões ......... Diminuindo.

Em diversas publicações eco- alarmistas ou eco-terroristas (para diferencia-las das publicações sérias que tentam acabar com a pilhagem do meio ambiente) aparece coisas tais como:

A quantidade de furacões está cada vez aumentando mais.

Como o mar está aquecendo os furacões estão ficando mais fortes.

Isto tudo se trata de uma ENORME MENTIRA, pois nada de científico tem por trás desta informação, ou pior, o que tem de científico contraria o que eles falam. Se alguém quer ter mais informações do que passarei aqui, podem consultar a página de um jovem meteorologista da Universidade Estadual da Flórida (lá eles levam esta coisa de furacões bem a sério e não botam qualquer Zé como meteorologista) Dr. Ryan Maue http://www.coaps.fsu.edu/~maue/tropical/ .

Há muito foi desenvolvida uma técnica de calcular a energia total dos furacões e como resultado disto tem-se a energia acumulada dispendida por estas estruturas em média de dois anos como de 1 ano.

Com estes gráficos tirem suas próprias conclusões.


Importante: estes dados estão atualizados até junho de 2011.


26 junho 2011

A China mostra porque não têm só produtos baratos.


Identificamos a China geralmente por produtos baratos que segundo alguns economistas ocidentais apressados são produzidos por mão de obra escrava. Quando analisamos a produção científica chinesa parece que esta está se desenvolvendo a partir de lições que tiram dos Norte-americanos ou Europeus, porém as coisas não são bem assim.

Quem trabalha com transporte de sedimentos já sabe que há mais de trinta anos o domínio chinês nessa área é absoluto, mas que trabalha em clima parece que a cada dia fica mais evidente que os milhões de profissionais de nível superior que aquele país têm, não estão lá só para produzir bugigangas.

Quando os ocidentais ainda estavam tateando na astronomia os chineses já observavam manchas solares e os primeiros registros sistemáticos dessas manchas não foram feitos por Galileu Galilei, como se pensava, mas sim por astrônomos reais que nos séculos VI e V antes de cristo já observavam essas manchas. De forma sistemática por volta do ano zero de nossa era os astrônomos chineses anotavam o número de manchas solares, os registros não tenho noção se eles ainda existem ou foram extraviados, porém a importância dos ciclos solares para o clima os atuais pesquisadores chineses estão deixando claro a sua importância.

Numa pequena pesquisa bibliográfica localizei algus artigos recentes sobre o assunto, tais como “General characteristics of temperature variation in China during the last two millennia” (2002), de Yang, B. et al, publicado em Geophysical Research Letters , Vol. 29, nº 9, ou  “Cyclic rapid warming on centennial-scale revealed by a 2650-year stalagmite record of warm season temperature” (2003), Tan, M. et al., publicado em Geophysical Research Letters, Vol. 30, nº 12, ou “Millennial- and orbital-scale changes in the East Asian monsoon over the past 224,000 years“  (2008), Wang, Y. Publicado em Nature Vol. 451 de 28 February, ou finalmente “Climate patterns in north central China during the last 1800 yr and its possible driving force” (2011) L. Tan, Climate of the Past Discussions  Vol.  7, p1029–1048.

Todos têm algumas características interessantes que irei relatar. Primeiro o tempo mínimo que se referem os nossos amigos é de dois mil anos, pois além dos dados por “proxie” que eles se referem em todos os trabalhos exceto o que abrange 224 mil anos, eles comparam os resultados com as dinastias que reinavam na época. A segunda característica, que aqui não vou mostrar, é que nunca são os mesmos autores, ou seja, a China é um celeiro de ciência que dispõe para cada especialidade no mínimo algumas dezenas ou até centenas de pesquisadores. A terceira característica é que há um encadeamento lógico entre cada trabalho, utilizando dados de um para o outro e desenvolvendo-os cada vez mais. A quarta, e última característica que compreende aos trabalhos, que esta vou relatar, é que os chineses correlacionam tanto a temperatura terrestre como a quantidade de monções (chuvas) com ciclos solares.



Indo por ordem cronológica, o primeiro trabalho, “General characteristics of temperature variation in China during the last two millennia”  Bao Yang e seu colaboradores tomando dados de vários pesquisadores anteriores (chineses ou não) fazem um trabalho de reconstituição de dois mil anos de temperatura na China, é interessante que durante esses 2000 anos eles empregam de 6 a 9 medidas para qualquer período, resultando num resultado robusto sobre o clima Chinês.

A figura 3 mostra não só o resultado final do trabalho, como o número de amostras utilizadas, chamo atenção que nestas amostras há, anéis de árvores, “ice cores” e amostras de sedimentos, ou seja, várias técnicas para confirmar os resultados. Se compararmos com o famoso “Taco de Hóquei” de Mann e seus colaboradores, que utiliza somente anéis de árvores , e é apresentado como o máximo em reconstituição dos últimos 1000 anos pelo IPCC, quem quiser mais informações é só ler o trabalho de Daniela Onça sobre o nosso amigo Mann. Por essas e por outra fica claro porque a indústria chinesa começa levar de roldão o resto da indústria do mundo, é uma orgia científica em comparação uma simplicidade Franciscana.

Os autores, não sei se para ficar evidente a diferença, fazem uma comparação entre essas medidas, como se vê na figura seguinte.


Neste último gráfico fica claro que a reconstituição de Mann, apesar de ser originada de um só tipo de “proxie” a LIA entre os séculos XV e XVIII (“Little Ice Age”) é atenuada, enquanto na Complet China está bem clara. Também o chamado Ótimo Medieval (séculos IX e XII) também está destacado, a atenuação nos trabalhos de Mann servem para dizer e mostrar que somente nos últimos anos é que se teve um variação significativa na temperatura, sem precedentes históricos. Importante notar no gráfico da figura 3 que as anomalias climáticas nos séculos I até III são da mesma ordem do que os resultados de hoje em dia, mostrando que a variabilidade climática é algo corrente.

O segundo trabalho “Cyclic rapid warming on centennial-scale revealed by a 2650-year stalagmite record of warm season temperature” é extremamente interessante e merece uma leitura criteriosa do início ao fim.

A primeira característica deste trabalho é que ele estuda a variabilidade climática em 2650 anos nos meses de Maio, Junho, Julho e Agosto, meses quentes na região. A temperatura é obtida pelo crescimento de estalagmites na caverna de Shihua Próximo a Pequim. Antes de começar a extrair os resultados, os autores fazem uma validação dos resultados, comparando características dessas estruturas geológicas com temperaturas medidas por instrumentos e obtendo uma curva de calibração que correlaciona a temperatura com a quantidade de carbonato.



Os gráficos acima mostram as curvas de correlação entre a temperatura medida na China (figuras superiores) e utilização de dados utilizados pelo Gis da Nasa para Pequim, os dados em vermelho corresponde ao das estalagmites.

Os autores testam a sua restituição do clima com diversas outras reconstituições e chegam escrever literalmente que a pior correlação foi exatamente com a reconstituição de Mann.

Com os resultados correlacionados e aferidos eles extrapolam a mesma tendência de correlação para 2650 anos resultando a interessante figura.



Temos nessa figura diversas conclusões que os nossos amigos chineses tiram, a primeira, mais evidente possível, que o clima varia e varia em muito durante esses 2650 anos, a segunda é que temos diversos períodos frios e quentes que os quentes W1 e W3 correspondem ao atual período quente e ao período quente do Ótimo Medieval, também eles confirmam no C1 a existência da LIA, que segundo os “espertos” do IPCC poderia ser um período frio característico da Europa (esticaram a Europa até a China!).



Plotando os seus dados (em vermelho) com os dados de Briffa (em azul) que faz uma reconstituição menor e também utilizando cascas de árvores, se nota que há uma tendência sub-milenar de variação da temperatura, e utilizando análise espectral eles determinam tês períodos característicos de 758 e 900 anos, que dois deles coincidem com dois de quatro períodos de oscilações de manchas solares obtidos por Lean (Solar forcing of climate change in recent millennia , 2002), períodos de 208, 350, 700 e 950 anos (o trabalho de Lean apresenta um ciclo de em torno de 2650 anos, que por ser do mesmo tamanho da amostra, não é possível correlacionar os ciclos).

Esta última conclusão permite se colocar em questão as insistentes afirmativas que estão correndo pela imprensa, chamando atenção que o enfraquecimento do ciclo solar, divulgado a menos de um mês não acarretará em nenhuma mudança do clima.

Passando ao penúltimo artigo, “Millennial- and orbital-scale changes in the East Asian monsoon over the past 224,000 years” que trata do comportamento das monções nos últimos 224000 anos. Como o objetivo deste trabalho era estudar a variabilidade do clima num período bem mais longo, a resolução temporal do mesmo era bem mais reduzido do que o anterior, entretanto como os dois usam uma técnica análoga (análise de depósitos carbonáticos em cavernas) podemos tecer algumas considerações utilizando os dados do trabalho.



Primeiro como técnica de aferição, os autores compararam as medidas que foram fritas nas cavernas (linhas superiores) com as medidas obtidas por “Ice cores” em Vostok (Antártica) por Petit et al. (Climate and Atmospheric history of the past 420,000 years from the Vostok ice core, Antarctic. Nature 399, 429–436 1999). Analisando a grosso modo se vê uma concordância quase que perfeita entre uma medida e outra, ficando todos os picos e cavas coincidente nos registros. Porém, e o que me causa maior satisfação é o que se vê em termos de resolução de um método em relação ao outro, em uma postagem minha bem mais antiga chamo a atenção da resolução do método de “ice core” que atenua em muito as medidas. A resolução temporal do método empregado pelos chineses é de 40 a 70 anos, enquanto a resolução temporal do “ice cores” de Petit et al, é na melhor das hipóteses 300 anos.
Outra coisa interessante que poderia ser levada em conta pelos pesquisadores brasileiros é que para fazer uma pesquisa de “ice cores” é necessário ir até a Groenlândia ou a Antártica levar sondas para perfurar 2000m a 3000m de gelo, conservar as amostras congeladas, enquanto uma determinação por depósitos calcáreos é só ir até uma gruta e recolher pequenas colunas de material para amostragem, me parece bem mais simples!

O último trabalho, Climate patterns in north central China during the last 1800 yr and its possible driving force é tão recente que se encontra em final de revisão, e os autores ainda estão sujeitos a críticas.
O interessante neste trabalho que é o único que fala em efeitos antropogênicos sobre o clima e baseados em gráficos como o que segue eles obtém uma conclusão que é ambígua, dizendo que os efeitos antropogênicos podem ter atuado sobre o clima, mas que talvez a forçante seja o Sol. Para que não fique nenhuma dúvida colocarei o gráfico e o texto sem tradução para que quem ler possa tirar suas próprias conclusões.



The precipitation variability shows significant positive correlation with the temperature variability, suggesting a warm-humid or cool-dry pattern in north central China during the last 1800 yr. However, this pattern was broken by the warm-dry climate in the late 20th century. Comparison shows that the precipitation in north central China during the last millennium was controlled by the thermal contrast between the Asian and the North Pacific, which is consistent with the modern meteorological observation result. The abnormal warm-dry climate in the late 20th century suggests that human activities may have affected the temperature changes in the late 20th century, although it’s hard to evaluate the degree of influence. Solar activity may be the dominant natural force that drives the same-phase variations of the temperature and precipitation in north central China on centennial  to decadal-scale.

Em resumo ficaram em cima do muro!

18 junho 2011

Uma complementação técnica a questões sobre o Acidente da Usina de Sayano Shushenskaya

Como houveram interpretações sobre o acidente da Usina de Sayano Shushenskaya, como o excelente comentário do Engenheiro Edgar Trierweiler, vou complementar de uma forma um pouco mais técnica o já abordado sobre o acidente no post anterior "Mais de um após o acidente com a Usina de Sayano Shushenskaya (75 mortes) ainda nada de concreto (Наша солидарность с храбрым русским народом).."

Edgar no seu comentário tocou no ponto central de toda a discussão que se tem sobre o incidente, a origem do desastre. Olhando-se no artigo citado no post anterior, "Sayano Shushenskaya accident -presenting a possible direct cause" publicado na Water Power & Dam Construction (22 december 2010), se verá que no fim do artigo o autor propõe três hipóteses diferentes para as causas do acidente, hipóteses estas baseadas nos primeiros relatórios do desastre.

Ordem das turbinas.


Logo após este desastre, o agente regulador (Rostekhnadzorpublicou um diagnóstico que chega a esta conclusão que Edgar se refere no comentário, o primeiro relatório foi publicado em 3 de outubro de 2009, menos de dois meses do acidentes, todos pensavam que este seria um relatório preliminar, porém ele terminou sendo a principal explicação pública sobre o acidente. Pode-se fazer uma séria crítica a isto, por mais capazes que sejam os engenheiros russos que participaram deste relatório, se descontarmos uma ou duas semanas para o começo das investigações, mais o mesmo tempo para a redação do relatório, sobra menos de um mês para o levantamento do local do desastre, análise de materiais e dados recolhidos e informações complementares, sabemos que muitas vezes engenheiros em acontecimentos do tipo são premidos pela opinião pública de dar uma resposta imediata, porém ao bem da verdade, da boa ciência e de um diagnóstico futuro para preservar novas obras, deve-se dar tempo ao tempo, e deixar amadurecer as conclusões.

Características gerais das turbinas, fonte Accident at Russia's Biggest Hydroelectric Plant.  The officce of  Health, Safety and Security USA
 As conclusões do acima referido relatório diz basicamente que a turbina dois tinha um problema histórico de vibrações, que nunca tinha sido resolvido durante décadas de operação, e esta vibração tinha levado ao enfraquecimento dos prisioneiros (em torno de 50 dos 80 existentes) e esses romperam quando da operação no dia do acidente. Essa conclusão consegue repartir a responsabilidade do atual operador com todos os anteriores, indo até com o fabricante que produziu a turbina décadas antes. Logo, esta explicação reparte com todos o ônus da culpa do acidente, pois a estrutura estaria com um problema crônico retroagindo  há décadas, algo que alivia os atuais gestores. Entretanto esta explicação tem vários problemas que passaremos a relatar.
Picture 13.png
Impressionante foto tirada da câmaras de segurança do rotor sendo atirado para cima, fonte Accident at Russia's Biggest Hydroelectric Plant.  The officce of  Health, Safety and Security USA.

Tanto o autor do artigo, F.A. Hamill, como  um Professor,  Engenheiro russo, projetista de máquinas hidráulicas e autor de livros sobre o assunto, Boris A.  Zhivotovsky (Животовский Борис Анатольевич) professor da Universidade da Amizade dos Povos (Российский университет дружбы народов) conhecida no Brasil pelo nome Universidade Patrice Lumumba,  não concordam com a hipótese oficial. Zhivotovsky


Fotos e desenhos de Boris A.  Zhivotovsky.

Zhivotovsky examinou as turbinas logo após o desastre e não achou marcas que denunciasse a hipótese oficial descrita pelo Edgar no seu comentário. Devido a isto, e outros problemas, há uma série de questões sobre o assunto:
A primeira questão a ser levantada como uma estrutura com um peso de 1076 tonelas (conjunto rotor-gerador) somente a força da coluna da água num regime fracamente transiente, pode levantar todo o conjunto como levantou, visto o "voo" que sofreu o conjunto registrado por câmaras de segurança Vide a foto).
A segunda questão vem do estrondo escutado no acidente que não seria característico de parafusos rompendo.
A terceira questão é sobre a mecânica da ruptura dos parafusos, porque todos sofreriam o fenômeno da fadiga no mesmo momento.
A quarta, porém não a última que se pode fazer, é como rotor e o gerador pararam ultrapassando a unidade 1, mostravam que as forças envolvidas deveriam ser muito maiores, só podendo o estrago todo ser causado por algo bem mais grave do que a ruptura mecânica dos parafusos por fadiga.



A unidade 2 explodiu as unidades 1, 5, 6 e 8 sofreram pequenos danos e as unidades 3, 7 e 9 foram totalmente demolidas as demais 4 e 10 não temos notícias.
Há outras questões intrigantes, que não foram relatadas pelos autores, mas que tomarei a liberdade de citá-las.
Vista do estado das unidades 5, 6, 7, 8 e 9.
Vista de outro ângulo das unidades 6, 7, 8 e 9.
Zhivotovsky coloca a hipótese de um forte transiente causado pelo fenômeno de ruptura de coluna de água como a principal causa do acidente, essa ruptura de coluna de água pode provocar sobre-pressões equivalente a um fechamento instantâneo, utilizando a fórmula de  N. Joukovski,  F.A. Hamill calcula uma sobrepressão da ordem de 780 m.c.a., um valor, que a meu juízo ainda está subestimado caso tenha havido a ruptura de coluna de água, pois tanto a velocidade no conduto como a celeridade da onda poderiam ser maiores. Os valores de força que causam este tipo de transiente, no caso,  pode atingir valores da  ordem de 38.000 toneladas, o mais que suficiente para fazer a tampa saltar como uma rolha de champanhe.

Unidade 2, a mais atingida.
Acho que utilizando uma prática corrente na análise de acidentes de aviação, em que se supõe que nunca uma só falha causa um grande acidente, eu diria que houve uma composição de efeitos, em que a fadiga dos parafusos e as vibrações na turbina concorreriam para ele, procurando colocar em ordem se tem:

1° A queima da outra usina, obrigando os operadores a aplicar taxas de geração acima dos valores em que a turbina não vibrava.

2° A falha do sistema de controle, que até uns dois anos antes não era automático e foi substituído por um sistema automático.

3° O sistema de controle ao sofrer uma rejeição de carga ter se fechado muito rápido pela falha do sistema de controle (lembre-se que a usina estava trabalhando quase que sozinha, logo mais sensível a variação da carga).

4° O fechamento muito rápido provoca uma ruptura de coluna.

5° A ruptura de coluna simplesmente provoca uma sobrepressão de 780m.c.a. que provocam a ruptura dos parafusos e o lançamento da tampa.


Esta hipótese foi levantada por Zhivotovsky que examinou as peças que deveriam ter trancado o rotor, mas ele não achou marcas que levassem a comprovassem O TRANCAMENTO DO ROTOR COMO A ORIGEM DE TUDO.


Unidade 7, também atingida.

Além de tudo isto eu tenho a minha observação pessoal que os autores deixaram passar e corroboram para a hipótese do golpe de ariete provocado pela ruptura de coluna.

Se o problema fosse somente causado pela vibração da unidade 2 (turbina 2), não teria ocorrido o que ocorreu nas unidades 7 e 9 que saltaram também. Veja se houve um problema de vibração na unidade 2, esta vibração se transmitiria para as unidades contíguas e não nas mais distantes! Me parece que a vibração que vinha sofrendo a unidade 2 simplesmente induziu o fechamento instantâneo dos controladores em cadeia facilitando a grande destruição que a usina sofreu, mas por si só ela não provocaria uma ruptura dúctil e instantânea em todos os parafusos, abrindo de um lado a tampa e aliviando as pressões.




Unidade 9, atingida, observem que entre ela há uma unidade totalmente intacta a unidade 8 que estava trabalhando, a unidade 6 mais ao fundo estava parada, logo não sofreu nada..

Também era de se calcular se não houve algum fenômeno de ressonância na saída das turbinas (não tenho dados para verificar se havia uma ligação física entre as saídas das diversas unidades), provocando uma onda da turbina 2 as restantes, esta ressonância explicaria em parte as turbinas que foram e que não foram afetadas pela falha da turbina 2.

Como é possível se constatar o acidente ainda continua com mais dúvidas do que certezas, coisas que ainda não foram explicadas e parecem que nunca serão.

16 junho 2011

A possibilidade de um novo mínimo solar é visto com seriedade pela Solar Physics Division da American Astronomical Society (AAS).


Uma notícia que tem sido insistentemente divulgada na imprensa internacional (na brasileira para variar, nada) são os resultados de três trabalhos independentes (autores e metodologia) que levantam a possibilidade de termos um mínimo solar das próximas décadas, para termos uma ideia das várias publicações consulte ou aqui, ou aqui, ou aqui ou também aqui
No encontro que está se realizando no Novo México, a divisão de física solar da American Astronomical Society saiu do silêncio e, numa atitude que quase não se vê neste tipo de reunião, fizeram um comunicado especial a imprensa prevendo que após o atual ciclo de manchas solares fraco, virá um mais fraco ainda , o ciclo 25, há inclusive possibilidades do ciclo não apresentar manchas, o que tornaria difícil em termos acadêmicos definir quando vai terminar um e começar outro. Esta previsão foi baseada em três estudos diferentes que chegaram a mesma conclusão. Importante, além dos estudos terem sido feitos por pesquisadores diferentes eles foram baseados em conceitos diferentes, um tradicional pelo número de manchas solares, outro baseado na presença e direção de “Jet streams” na coroa solar e um terceiro pela intensidade magnética do sol. Todos deram a mesma tendência, mostrando que os fenômenos são correlacionados, esta hipótese comprovada dá alguma ferramenta a mais para a análise do Sol e sua influência sobre a Terra.
Qual o significado de um mínimo solar? Não é algo meramente decorativo, a última vez que ocorreu um mínimo solar associou-se a este a Pequena Idade do Gelo (LIA - Little Ice Age), duzentos anos em que muitos invernos frios alternavam-se com poucos quentes, durou entre os séculos 16 e 19, a temperatura Terra oscilou para baixo atingindo temperaturas de até 1°C abaixo do Ótimo Medieval e 2°C dos dias atuais.

Pode-se achar pouco, mas estes valores são médias anuais, logo certamente ocorreram invernos com três a quatro graus abaixo das mínimas, algo tremendamente desagradável.
O estabelecimento de uma correlação entre os mínimos solares e a temperatura da Terra parece que já é um consenso, entretanto o que leva isto não se tem uma só hipótese provada.
Há autores que correlacionam o mínimo solar com a cobertura de nuvens, outros correlacionam este mesmo mínimo e a interações do campo magnético solar com a circulação na ionosfera terrestre, provocando os mais diferentes fenômenos.  Outros atribuem a formação de nuvens de grande altitude e alguns dizem que durante um mínimo muito durador a própria radiância solar diminui significativamente.

A figura acima mostra o resultado de um dos trabalhos, não é arte abstrata, mas se olharem com cuidado na parte superior direita verão um zona escurecida, que não deveria estar assim! Ela indica que até esse momento não apareceram "Jets Streams" na superfície do Sol que indicariam uma atividade mais intensa deste. Este é um dos indícios de mudança.


Porém o mais impressionante de tudo é a taxa de decaimento do campo magnético solar, que vem se mantendo quase constante a 20 anos (vide a figura logo acima), atualmente estamos com campos solares de aproximadamente 2000 Gauss. Caso esse decaimento baixe de 1500 Gauss, há teorias que indicam que não haverá mais manchas por um bom tempo. Isto representa que como as Manchas são formadas quando tubos de fluxo magnético não são fortes suficientes para vencer as forças convectivas do plasma solar.
Os pesquisadores não foram afirmativos ao ponto de dizer que estamos certamente entrando num mínimo solar, mas se olharem a quantidade de artigos que estão sendo divulgados neste momento, um bom exemplo se encontra na revista “Journal of Atmospheric and Solar-Terrestrial Physics“, onde trabalhos na direção de compreender a ligação mínimo solar com clima estão aumentando em muito.
É interessante lendo nesses artigos ver o conservadorismo de determinados autores, tal como: Provavelmente com um mínimo solar a temperatura deverá baixar um grau, entretanto como dos gases efeito estufa ela deverá subir, não haverá arrefecimento. O autor esquece que os ciclos 22 e 23 foram muito intensos, e que se ele chega a conclusão que uma diminuição dos ciclos leva um arrefecimento, o aquecimento pode ter sido causado pelo efeito contrário.

12 junho 2011

A morte pode vir exatamente da onde jamais se espera.

Para quem gosta de quando comer algo ter alguma ideia do perigo que está correndo, sugiro o sita Food Safety News, que dá diversas informações sobre segurança alimentar, tal como que já foram levantados mais de 60 surtos de E. Coli por todo o mundo, e que era de se esperar que mais cedo ou mais tarde aconteceria o que está acontecendo. O acesso é dado por http://www.foodsafetynews.com/. Quando tiver tempo vou retirar deste algumas informações importantes que a nossa imprensa faz questão de não noticiar.

Atenção: Estou preocupado com o assunto pois era um daqueles felizes consumidores que não me importava de pagar um pouco mais para ter um alimento saudável para dar a meus filhos!

Que bela foto, bandeja com brotos de feijão com certificado de ecologicamente corretos, pequeno problema, MORTAIS.


Selo de advertência que deveria vir junto com a bandeja.

09 junho 2011

Os dados de temperatura de solo utilizados antes da era dos satélites, não são nada confiáveis.


Conforme todas as previsões dos alarmistas o aquecimento é antropogênico e global, ou seja, causado pelo aumento dos gases efeito estufa e espalhados por todo o mundo, uma forma de se quantificar este aquecimento. Mas o que todos nós sabemos é que ao nos afastarmos dos grandes centros (as ilhas de calor) a temperatura para regiões homogêneas podem variar em alguns casos de 3°C a 4°C. Recentes pesquisas feitas dentro de um perímetro urbano numa cidade Norte Americana (Portland, a maior cidade do Oregon - Quantifying the influence of land-use and surface characteristics on spatial variability in the urban heat island) confirmam pesquisas anteriores que mostram mesmo dentro de uma cidade pode haver uma variação de até 2°C (variação extrema) e que por mais bizarro que possa parecer os pontos de maior temperatura necessariamente não é o centro da cidade, pois o solo é protegido por “cânions” urbanos. Com estas conclusões que são aceitas por todos podemos propor outras questões, tais como:

Qual a influência dessas ilhas de calor na medida da temperatura global?

O efeito dessas ilhas de calor está sendo corretamente retirado dos dados de cálculo da temperatura global?

Como podemos verificar estas questões?

Ross McKitrick da University of Guelph trabalha sobre uma hipótese que o IPCC afirma sem apresentar nenhuma prova “the correlation of warming with industrial and socioeconomic development ceases to be statistically significant”, ou seja, é feita uma afirmação que os efeitos locais não estão influenciando nos dados CORRIGIDOS, como é feito isto.



Equações de regressão, quem quiser saber mais que siga as referências.



Simples é testado à hipótese de contaminação dos dados por efeitos socioeconômicos advindos da maior industrialização das regiões. Num trabalho anterior o autor com Patrick J. Michaels testa a correlação através de uma simples regressão em que os autores incorporam dados tanto físicos, como a latitude, como econômicos como a renda per capita e muitos outros. O resultado é que há correlação, ou seja, os dados de temperatura estão vinculados a geração local de calor, para ter um “branco” de comparação ele no mesmo lugar em que toma os dados ao nível do solo eles tomam os dados na Troposfera. O trabalho é minucioso ao ponto de introduzir uma variável que levava em conta a dissolução da Ex União Soviética.
Após este trabalho de 2007, para evitar críticas que seus dados eram muito rarefeitos, McKrick, refaz o modelo com um número de 469 pontos entre 1979/1 até 2002/12. Refeito o modelo ele obtém os mesmos resultados.

Cabe agora ao IPCC, por sistemática semelhante provar a imperfeição de seus dados de superfície e corrigi-los corretamente, resultando numa atenuação que cause problemas na teoria do AGA.

Quem gostar de estatística e conhecer o assunto estes trabalhos são bem divertidos, como não é o meu chão eu simplesmente vendo o peixe pelo preço que comprei.

Atenção: Na primeira publicação o segundo autor era do Instituto Cato, instituto que não me deixa nada a vontade de publicar o trabalho, entretanto a segunda, somente com Ross McKitrick é uma publicação de Berkerley, que já me dá bastante mais confiança na honestidade dos resultados (por incrível que pareça, hoje em dia tem que se tomar cuidado quanto a isto).

08 junho 2011

Variabilidade climática está causando mais mortes?

Na postágem intitulada "A variabilidade climática está matando mais? Qual é a verdade?, apresentei um artigo baseado em um banco de dados internacional que agrupa todos os dados de desastres naturais o EM-DAT’s International Disaster Database este banco é aberto a todos e pode ser acessado por aqui. O trabalho que referenciei cobria os desastres naturais até 2009, como o Banco é aberto estou agregando informações mais recentes obtidas no Annual Statistical Review: Numbers and Trends 2010. Eu não gosto de divulgar a desgraça alheia, mas exatamente ao contrário como os dados mostram as coisas melhoram cada ano. 

Figura 1. Número de vítmas e de acidentes naturais reportados. 1990-2010
O primeiro gráfico mostra o número de vítimas fatais ou não fatais em todos acidentes (em milhões), mostrando que há uma variabilidade ano a ano como se deveria esperar, pois acidentes são acidentes, se fossem previsíveis e constantes seriam tudo menos acidentes. Vejam em 2010 houve 217 milhões de vítimas entretanto nos anos de 1991,1994, 1998 e 2002 houveram muito mais mortes do que no último ano, chegando até em 2002 a 658 milhões, três vezes mais do que 2010.
Figura 2. Número de pessoas mortas em acidentes naturais (1900-2010). Atenção não está no mesma publicação está aqui.
O segundo gráfico mostra desde 1900 até 2010 o número de acidentes fatais, mostrando que há uma queda significativa e mesmo com o Terremoto no Haiti que vitimou aproximadamente 222 mil pessoas os valores não são notáveis. Se não tivesse ocorrido este terremoto o ano de 2010 seria um ano que passaria praticamente desapercebido.
Figura 3. Número de acidentes reportados ao centro de desastres naturais.
Este último gráfico mostra que nos últimos anos, a partir de 2000 a prevenção aos acidentes vem aumentado em muito, pois o número de acidentes relatados tem diminuído significativamente.

Como conclusão geral, podemos destacar que a quantidade de mortos tem diminuído em muito, a prevenção também tem aumentado e a tendência declinante da desgraça tem continuado, mostrando que estamos ficando cada vês mais civilizados.


06 junho 2011

Atualização da variação dos níveis do mar.

Como ando com preguiça para escrever, só para não deixar todos sem nada de novo, lá vai o gráfico da variação do nível do mar medido por satélites, (http://www.aviso.oceanobs.com/fileadmin/images/news/indic/msl/MSL_Serie_ALL_Global_IB_RWT_NoGIA_Adjust.png).

Conforme os alarmistas o nível do mar deveria subir até o fim deste século, ou seja em 89 anos 1,00m a 3,00m (nem vou falar dos 5,00m que aí fica brincadeira) Caso se calcule o tempo que o mar demorará para subir na taxa que está sendo medida desde 1993 (quase vinte anos de medidas de satélites) os tempos para subir o "previsto" são:
Para um metro tem-se 1000mm/2,68mm/ano, ou seja vai demorar 373 anos
Para três metros tem-se 3000mm/2,68mm/ano, ou seja vai demorar 1119 anos.
Agora se a tendência seguir os últimos dois anos, JAMAIS.


Podemos supor que de uma hora para outra o mar enlouqueça e resolva subir o 1 metro ou 3 metros, as taxas de subida deverão ser 11,2mm/ano e 33,6mm/ano, isto são taxas que não ocorreram nem no fim do período glacial quando o mar subiu 120 metros.

01 junho 2011

A história da alface ecológica parece que está ficando bem mais séria.



Há uma semana adverti sobre o uso de resíduos de Biodigestores (lamas) na agricultura. Na época falei sobre o Clostridium Botulinum porém o problema que a Alemanha está sofrendo agora é do EHEC como eles chamam o Escherichia coli. Esta bactéria está presente no trato digestivo de quase todo o homem, tanto que o mesmo é usado como um índice de contaminação de água por fezes humanas. Nas águas tratadas é considerada água potável aquela que em 100ml não se encontra a gentil bactéria.

Entretanto na Alemanha se trata de uma cepa do Escherichia, a Escherichia coli O104: H4 esta provoca hemorragias principalmente nos rins causando falência renal. O local natural que se encontra esta bactéria é em cabeças de gado onde a bactéria não causa doença, pois lá é um comensal.


Foto ampliada de do E. Coli o104:H4 (atenção eles não são vermelhos assim , eles foram corados)


Agora qual a ligação com o postado no dia 22, é simplesmente porque há suspeitas muito fortes que esta bactéria está vinda do mesmo lugar que previ para as alfaces, dos digestores anaeróbios para geração de Biogás.

Olhem a sucessão de eventos todos encadeados que se encontra no blog, o assunto do botulismo, o uso intensivo do biogás para diminuir as usinas nucleares e por fim a Síndrome hemolítico-urêmico.



O surto de E. coli coloca questões sobre a agricultura biológica.


Mesmo no meio “verde” se começa a levantar questões sobre a segurança alimentar deste tipo de dita biológica ou ecológica. Ambientes quentes, úmidos além de produzirem excelentes brotos de feijão são o terreno ideal para bactérias perigosas.

Número de infecções por E. Coli (não a cepa mortal) na SUÉCIA!!!


Este não é o primeiro surto de E. Coli no mundo e também não há certeza que os tais brotos de feijão causaram todo este problema, entretanto o não uso de fertilizantes não orgânicos implicam num risco extra. Especialistas desaconselham a ingestão de saladas cruas orgânicas, frutas cruas e legumes cozidos geralmente não trazem riscos.

Coloquei acima um gráfico mostrando a variação do número de infecções por E. Coli (não a cepa atual) na Suécia. O mais surpreendente é termos num país com altíssimo nível de vida uma quantidade tão grande de infecções por algo tão simples de ser combatido (http://www.smittskyddsinstitutet.se/statistik/enterohemorragisk-e-coli-infektion-ehec/?t=com&p=12572) agora imaginem o que acontece no Brasil!

Passamos das 10.000 visitas.

Só para registrar. De julho de 2010 até 31 de maio de 2011 atingimos 10.000 visitas. Entretanto sendo honesto com os leitores mais assíduos e fiéis, somente 30% dessas visitas ficam realmente no blog lendo algo e retornando. Desta forma na realidade tivemos, somando os leitores anteriores a julho de 2010 (tinha outro contador que apaguei por engano) são aproximadamente 3.500 leitores.
Para mim uma boa marca.