31 agosto 2011

Com urgência é necessário um manual: Como resolver problemas inexistentes com soluções reais.


Há uma verdadeira assimetria entre a visão de uma ecologia e de outra, uma “Ecologia Humana”, se aceita em nome de um futuro totalmente incerto e duvidoso a morte de milhões de pessoas através de experimentalismos sociais, esta aceitação é paga como um tributo a um possível futuro. Porém, da mesma forma não se aceita a morte de parte da população de uma ou mais espécies de animais ou vegetais em nome de benefícios líquidos e totalmente previsíveis de obras de grande porte.

Se catalogarmos os atores que se envolvem nessas duas situações descritas, temos algo em comum nos dois grupos, os políticos que tentam experimentalismos sociais, e os ecologistas que impedem ou tentam impedir grandes obras: Ambos tem tanta convicção daquilo que apregoam que não há obstáculos morais entre eles e os objetivos finais.

Os grandes sonhos teóricos que tentaram revolucionavam o comportamento humano, sempre levou a grandes tragédias. Das dezenas de tragédias que me vem a mente não citarei nenhuma, pois isto tira o foco do assunto. Apesar de não citá-las posso dizer a sua característica principal e através desta deduzam por si só. Na ponta dessas propostas estão lideres de grandes idéias que, ou tem a capacidade de liderança, ou tem o poder. Num vislumbre de genialidade, estes identificam uma saída coletiva para todos ou país, a saída milagrosa que criará um homem novo. A saída é sempre vista de forma unilateral sem que se compreenda a complexidade de uma sociedade, esquecendo-se de alguns aspectos básicos de sobrevivência e levando a tragédias humanas. O problema é que estas idéias são frutos da “genialidade humana” e como tal são absorvidas pelos seus seguidores fazendo estes tudo para que os crentes permaneçam na direção do objetivo inicial, mesmo vendo que nada está dando certo.

Estes sonhos, são repetidos e jamais uma autocrítica correta é feita sobre os problemas que geraram este sonho fantástico. Não se critica a dinâmica e as falhas do processo, pois se acha como responsável da derrota não é a estrutura do sonho, mas as pessoas que não o souberam realizar, o mais interessante é que quanto mais absurdo e fantástico, maior será o prejuízo, e mesmo confirmado o erro, maior será o número de admiradores remanescentes.

Comparando estes sonhos fantasiosos com uma realidade física imediata, exemplo a construção de uma grande obra, teremos os mesmos sonhadores na nossa peça, porém com outro papel. Agora colocados em outra posição, contra algo que é real e com conseqüências físicas mesuráveis, formando uma barreira subjetiva para barrar o mensurável. O princípio da precaução é indevidamente usado, o ônus da prova troca de lado, ficando o executor com o ônus de provar que algo que não existe,e se suponha existir, possa ser prejudicado pelas ações físicas que venham a surgir, isto é feito a do a exaustão. Deve-se provar que algo que não se sabe da existência não será prejudicado. Exemplo, se pede que numa construção de uma barragem se preserve espécies que se supõe existir na área. Quais espécies? Não se sabe! Deve-se primeiro descobrir as espécies para depois preservá-las.

A assimetria citada desde o início está na não consideração dos benefícios em contraposição dos malefícios reais. Contrapõe-se um bônus real com ônus imaginários, superestimando o imaginário, pela facilidade com que se faz isto, e não considerando os bônus complementares que não podem ser quantificados a priori.
Algo deve ser feito quanto a isto tudo. Técnicos sabem resolver ou propor soluções para problemas existentes, porém eles têm uma salutar resistência contra resolver casos que não existem. Há duas soluções, continuar lutando-se contra moinhos de vento como se fossem gigantes ou como outra solução, adotar uma continuidade do raciocínio de quem o questionou, inventar os problemas fictícios e resolvê-los como reais!


Para isto como técnicos deveremos ter um manual:

Como resolver problemas inexistentes com soluções reais.

Nome NASA vende até escovas de cabelo, agora previsões sobre o espaço, não sei não!

Outro dia estava assistindo na TV um comercial sobre uma escova de cabelos, a minha maior surpresa que os anunciantes colocaram: “Esta escova foi desenvolvida pelos engenheiros da NASA!”. Achei ridículo aquilo, porque não acredito que a NASA institucionalmente tenha bancado uma tamanha besteira, aproveitaram o nome NASA com a mesma credibilidade de colocar homens no espaço com a fabricação de uma milagrosa escova de cabelos.


Podemos dizer que o nome NASA soa como um marco de referência em excelência científica, ou seja, tudo que tenha relação com o espaço é de domínio da NASA, porém, sempre há um porém (!!!) vamos ver o desempenho desta agência norte-americana em prever os ciclos solares.


Qual a importância disto? Já se falou que as manchas solares que aparecem no sol e já são contadas no ocidente a mais de 400 anos (na China, como já referido em outro ponto, mais de 2000 anos) e também se falou que por coincidência ou não em épocas que o sol apresenta baixo número de manchas a intensidade de seu campo magnético diminuiu e também (por coincidência ou não) a temperatura da Terra diminui.


Logo se observa que uma correta previsão dos ciclos solares pode ser um indício precioso da futura temperatura da Terra (tudo ainda são hipóteses que só o futuro dirá se estão corretas ou não). Bem, então vamos as previsões do chamado ciclo 24 feitas pela NASA (ciclo que começou em torno de 2009).




Em março de 2006 a NASA apresenta uma previsão de um vigoroso ciclo 24 que deveria começar em torno de 2007, era mais forte do já forte ciclo anterior o 23. A figura seguinte mostra a previsão com bandas de confiança, máximos em torno de 170 manchas por mês, média em torno de 150 e mínima 115 (valores retirados a grosso modo da figura).


Previsão de 2006, ciclo 24 forte e vigoroso.


Como o ciclo não começava em dezembro de 2007 eles apresentam uma segunda previsão que mantém o máximo, a média e a mínima e diminuem o período de duração do ciclo.


Previsão de 2007, ciclo forte, mas já não tão vigoroso. 


Entretanto o ciclo 24 não entra só começando a dar o ar de sua graça em torno de 2009 ou seja dois anos e meio após a previsão, mesmo assim eles diminuem um pouco os valores da banda esperando que o ciclo acompanhe.


A medida que evolui o Ciclo 24 ele vem fraquinho e as previsões vão discretamente diminuindo.


Previsão de 2011, ciclo fraquinho. Será que não pode piorar? Veremos em outro post!




A última previsão oficial mostra um máximo menor do que 100 e uma média em torno das 70 manchas por mês, em resumo, vão adaptando em tempo real a previsão. 


Agora vamos ao que importa, se todas as previsões caíssem no mesmo erro, não se tería o que questionar, porém não é bem assim, alguns cientistas preveem a diminuição deste ciclo a muito tempo, mas isto já é outra história e fica para outro dia.

29 agosto 2011

CO2 é o gás da vida.

Para os que esquecem que CO2 não é veneno, mas sim o gás que as árvores utilizam no seu crescimento, vou voltar a falar sobre o Sahel, assunto que já falei em  "E o Sul do Sahara está se recuperando?", (1) e (2) como também em "Resistimos ou não às alterações climáticas". No primeiro mostrei um trabalho global que apresentava a recuperação da região do Sahel (zona ao sul do Sahara) e no segundo mostrava a variação do regime de chuvas. Interessante falar que hoje em dia não se fala somente deste fenômeno, vou primeiro colocar uma série de fotos que mostra a evidência da recuperação do Sahel através de fotos aéreas e outras que achei numa interessante apresentação denominada Developing another Green Revolution in Africa: Some lessons from the Poorest Countri in the word (Niger).

Foto aérea 1975 (região de Zinda)
Foto aérea da mesma região em 1995.
Nesta apresentação mostra o fenômeno que está ocorrendo no Sahel, onde agricultores locais do país mais pobre do mundo em 20 anos de trabalho recuperaram 5 milhões de ha do Sahel com a previsão de chegar bem mais longe.

Fotos de áreas degradadas região de Tahoua em 1984.

Trabalhos de recuperação.

Resultado final em 2004, mesma área que das fotos acima.
O mais interessante é que toda esta recuperação é devida de três motivos. A práticas conservacionistas desenvolvidas pelos próprios agricultores, algum auxílio de ONGs verdadeiramente motivadas sistematizando e melhorando este saber,  e o terceiro e importante fator  o AUMENTO DA CONCENTRAÇÃO DE CO2 NA ATMOSFERA.

Outra informação importante, além da recuperação da vegetação, houve um aumento na produtividade agrícola em torno de 10% reduzindo a pobreza em 6% a 9% (com crescimento populacional).

(Nota: Fiz uma modificação no título das postagens anteriores para dar uma seqüência e também deixei mais claro que a região que se trata é o Sahel, logo abaixo ao deserto de Sahara, algo que não estava claro nas postagens anteriores).

25 agosto 2011

Primeiras notícias do projeto CLOUD sinalizam a correlação Rais Cósmicos e Nuvens.

Conforme já citado em outro post (aqui) a confirmação da teoria de Henrik Svensmark e de Friis-Christensen dependia de ensaios experimentais, a Universidade de Aarlus no seu experimento denominado ASTRID chegou há conclusão que os raios cósmicos tinham capacidade de produzir aerossóis que poderiam servir como núcleos de condensação de nuvens, apesar da séria restrição a divulgação de interpretação dos resultados pelo presidente do CERN (aqui) Rolf-Dieter Heuer, algo que ficou tremendamente obscuro, publicou-se em Nature News uma prévia dos resultados exatamente como Heuer não desejava. Hoje, 24 de agosto de 2011 publicou-se o seguinte: Cloud Formation may be linked to cosmic rays, tradução (gaudéria) Formação de nuvens podem estar ligadas aos Raios Cósmicos.



No texto tem um parágrafo revelador (mais uma tradução gaudéria):


"Há um século cientistas sabem que a Terra é constantemente bombardeada do espaço por partículas carregadas. Estas partículas, conhecidas como raios cósmicos, na sua maioria prótons, são originadas de supernovas. O choque dessas partículas com a atmosfera de nosso planeta, pode ionizar compostos voláteis, condensando gotículas de ar, formando aerossóis. A partir desses aerossóis nuvens poderão ser formada em torno dessas gotas."


Só para não dar o braço a torcer, há outro parágrafo que ainda demonstra o ceticismo perante a teoria.


"Os cientistas concordam nesse fato básico, mas está longe o consenso sobre os raios cósmicos terem uma grande influência na formação de nuvens e nas mudanças climáticas. Desde 1900 alguns tem sugerido que quando a atividade solar está forte a quantidade de raios cósmicos diminui, reduzindo a quantidade de nuvens aumentando a temperatura do planeta. Outros cientistas dizem que não há evidência estatística disto"


Só para todos terem uma ideia do que chamam "não há evidência estatística disto" vou colocar uma série de gráficos de dados medidos que falam por si mesmo.



Número de manchas solares e fluxo de prótons sobre a Terra (Raios Cósmicos)


Diversas curvas: Irradiância solar, decréscimo da quantidade de rais cósmicos e  vento solar.


Cobertura da Terra por nuvens baixas, rais cósmicos, irradiância solar e UV.



Para quem tem o hábito de ler trabalhos científicos, torna-se evidente a má vontade de quem escreveu sobre a teoria de Svensmark e de Friis-Christensen, porque só bem no fim do texto que aparece o nome de um só dos autores (Friis-Christensen), é ignorado e a referência a Svensmark é feita da seguinte forma:


"Scientists on both sides of the debate welcome the findings, although they draw differing conclusions. "Of course there are many things to explore, but I think the cosmic-ray/cloud-seeding hypothesis is converging with reality," says Henrik Svensmark, a physicist at the Technical University of Denmark in Copenhagen, who claims a link between climate change and cosmic rays."


Este parágrafo final tem outra pequena maldade bem sutil, pois nele está escrito que um dos autores (Svensmark) reivindica a teoria para si (outras traduções para a palavra Claim: reivindicar, afirmar, alegar, requerer e arrogar-se). Isto é extremamente injusto, pois quando em 1970 Svensmark e de Friis-Christensen publicaram seu artigo foram trucidados e ridicularizados pelos alarmistas do aquecimento global, ou seja, é público, principalmente nas consciências de seus detratores que eles não reivindicam nada, pois alguém que reivindica é porque não tem, e na realidade todos sabem que toda a teoria é deles!

23 agosto 2011

La Niña retorna. O que está por trás disto.

Conforme já apresentado em postagem anterior (Com quantos paus se faz uma canoa?) mostrou-se o significado dos grandes ciclos dos oceanos, ciclos em que um dos mais importantes é a Oscilação Decadal do Pacífico (Pacific Decadal Oscilation - PDO). Retomando-se este conceito mostra-se na figura a seguir a variação desta oscilação de longo período. No século passado intercalaram-se dois períodos frios e dois períodos quentes. Neste século começa por volta de 2005 um período frio que encerra o último período quente iniciado em torno de 1980.

Variação da PDO entre períodos quentes e frios (1900-2010).
Agrupando na mesma figura a PDO (substituindo-se os dados pelo ciclo) com o ENSO (El Niño/La Niña Southern Oscillation), observa-se a seguinte figura:

PDO + ENSO
A partir desta figura fica claro que a PDO é uma e envoltória do ENSO (El Niño/La Niña Southern Oscillation) causando um aumento de fenômenos El Niño em períodos quentes e um aumento de fenômenos La Niña em períodos frios 

Agora fazendo um exercício de previsão de clima a partir das previsões para os próximos meses a NOAA mais especificamente o National Weather Service prevê um recrudescimento do fenômeno La Niña, atingindo o seu um mínimo por volta de janeiro de 2012.
Modelo de previsão do comportamento do ENSO (fonte - ENSO Cycle: Recent Evolution, Current Status and Predictions - Climate Prediction Center / NCEP - NOAA - 22 de agosto de 2011)

Porém a questão é o que poderá ocorrer com isto tudo? Conforme sabemos o registro de temperatura da Terra é fortemente influenciado (ou sinalizado) pelo El Niño ou pelo La Niña. Isto pode ser confirmado simplesmente olhando os gráficos de Anomalias de Temperatura Global e as anomalias do ENSO de 1987 até 2011 (ambos os valores medidos pela NOAA).


Anomalias do ENSO, El Niño/La Niña regiões 3 e 4 (Mesma fonte que a figura anterior).
Variação da temperatura global medida por satélites - Fonte RSS MSU - dados do satélite  TIROS-N operado pela NOAA.

Olhando estes gráficos se vê facilmente que há quase uma simetria entre picos positivos e negativos de temperatura do ENSO e temperatura global. Os picos negativos de 1999, 2008 e 2011(La Niña) encontram seus equivalentes na queda da temperatura, já os positivos 1998, 2002-2005 (período) e 2010 (El Niño) também são encontram correspondência na variabilidade da temperatura global.

Agora com o recrudescimento do La Niña (previsão) pode-se esperar que a temperatura global ou decaía ou no mínimo se mantenha constante, e se o PDO seguir o seu padrão de comportamento histórico, teremos mais períodos La Niña que El Niño.

Variação do nível do oceano medido por satélite.

Caso agregarmos a estas figuras, o nível do mar medido por satélite a correspondência não é tão evidente, pois o início das medidas é bem mais recente, entretanto é claro que os valores medidos até maio de 2011, mostrando uma tendência de recuo, pode-se propor uma hipótese em que haja uma correlação direta com o grande ciclo do PDO negativo que entrou por volta de 2005 e o nível do mar, que explicaria a queda nos dois últimos anos.

Se confirmadas as duas hipóteses levantadas teremos nos próximos 30 anos uma queda (ou estabilização) na temperatura global e níveis dos mares.

19 agosto 2011

Depois é o Brasil que não é um país sério!

Nas minhas andanças pinçando assuntos sérios e relevantes, achei um "trabalho científico" verdadeiramente fantástico em todos os sentidos. Digo fantástico, pois se um trabalho desta espécie fosse proposto numa Universidade brasileira, ou os seus pesquisadores seriam internados (Universidade pública) ou demitidos por justa causa (Universidade privada).

Foi publicado na revista “Acta Astronautica” da Elservier 2011, 68(11-12): 2114-2129 por três pesquisadores (um da NASA e dois da Pennylvania State University o seguinte artigo: “Would Contact with Extraterrestrials Benefit or Harm Humanity? A Scenario Analysis”, ou seja uma análise de cenários de possíveis no caso de invasões de ETs, não estou brincando, ETs mesmo, verdinhos com anteninhas.

Para não pensarem que estou brincando ou pregando uma peça vou colocar trechos do trabalho principalmente sobre as referências bibliográficas que os mesmos utilizaram.
Começarei com os cenários analisados:

Em resumo, os ETs poderão ser bonzinhos, indiferentes ou muito, mas muito ruins. Para cada um desses cenários foram usados hipóteses advindas de algumas especulações utilizadas para a implementação do programa de escuta do espaço ou de FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA (não é brincadeira).

Colocarei literalmente partes do trabalho para não precisar ficar explicando. Uma referência constante é "Star Trek", que é citado em mais de um ponto do trabalho como segue.







Também não falta referência a Guerra dos Mundos, um clássico da ficção científica, e o não tão clássico mas pra lá de patriótico (patriotismo norte-americano, é claro).





Tem outros filmes não tão conhecidos, como District 9, Contact e K-PAX, como estes dois últimos não foram grandes sucessos de bilheteria os pesquisadores acharam que os cenários advindos deles não é tão provável (acho que eles dormiram nos filmes).

         



Para fechar com chave de ouro. O que aparece no artigo?
Tchan, tchan o Aquecimento Global Antropogênico. Não que este dê uma forma de invasão dos ETs, mas aparece como recomendação de uma das coisas que não devemos fazer para que os ETs não nos exterminem.



Apesar dos grandes pesquisadores não serem lá muito sérios nós podemos ser. Pensar na existência de vida extraterrestre é algo que não podemos descartar. Pensar em formas de detectar a presença e a existência dessas formas, também é algo plausível e de certa forma útil. Agora ficar estabelecendo cenários sobre a índole dos ETs e o que eles farão se chegarem até a Terra, mais me parece um desenho animado em que dois ratinhos, o Pink e o Cérebro, tramam todos os dias como conquistar o mundo.



18 agosto 2011

Comparativo do custo de geração Eólica com a geração Hidrelétrica (Eng. Edgar Trierweiller)

Após o artigo postado no blog resolvi fazer uma conta para comparar a "World's Biggest Wind Turbine" a outro grande projeto, a UHE Santo Antônio em construção no Rio Madeira, uma usina a fio d'água (sem regularização). As contas foram simples, resolvi determinar a relação KW/US$ de cada um dos empreendimentos. Busquei levar em consideração também o Fator de Capacidade dos empreendimentos. E como não tenho essa informação para a turbina eólica, para dar uma força à "World'Biggest" considerei o seu fator de capacidade igual a 1 (100%). As contas são apresentadas a seguir:

World's Biggest Wind Turbine (FONTE:http://www.treehugger.com/files/2010/02/norway_to_build_worlds_most_powerful_offshore_wind_turbine.php)

Potência Instalada = 10000 KW (10 MW)
Custo = US$ 67500000 (US$ 67.5 milhões)
Fator de capacidade ???
KW/US$ (para Fc = 1) = 0.00015 (6750 US$/KW)

USINA DE SANTO ANTÔNIO -Rio Madeira (FONTE: http://www.cbdb.org.br/documentos/UHE_Santo_Antonio-Exemplo_de_Sustentabilidade_na_Amazonia.pdf)

Potência Instalada = 3150000 KW (3150 MW)
Custo = R$ 15100000000 (R$ 15.1 bilhões)
US$/R$ = 1.60
US$ = 9437500000
Fator de Capacidade Período Crítico (Fc) = 0.675
KW/US$ (para Fc = 0.675) = 0.00023 (4439 US$/KW)

Antes de criticarem essa comparação, reconheço que as obras, as potências e os custos dos empreendimentos não são da mesma escala. Acredito que uma comparação com uma usina bem menor ou com uma PCH fosse mais proveitoso. Também acredito que a produção em série da "World's Biggest" tornariam reduziriam seus custos.

Para igualar os custos produção (KW/US$) a turbina eólica citada teria que apresentar o impossível fator de capacidade de 1,56.

Tentarei fazer a comparação com uma PCH para uma melhor avaliação.

17 agosto 2011

Influência do Fator de Capacidade nas usinas eólicas (Eng. Pedro Ernesto)

Recebi um comentário de um engenheiro e amigo que postarei como artigo

Um conceito que acho importante se comentar e que muitas pessoas não sabem, ou fazem o uso errado. Mais de uma vez assisti um "especialista" (termo usado na TV) debatendo na GLOBONEWS ou no “Conversas Cruzadas da TVCOM" omitindo ou errando mesmo o conceito de FATOR DE CAPACIDADE. Vou tentar resumir na frase abaixo.

O FATOR DE CAPACIDADE de uma usina de geração de energia elétrica é a razão entre a produção efetiva da usina em um período de tempo pela capacidade total máxima neste mesmo período.

Agora sendo bem simplista não existe ainda reservatório de vento em larga escala e não existe regularização de vazões de vento. Ou seja a energia eólica dificilmente não será uma energia a ser utilizada nos horários de pico ou ponta.(Se estiver ventando naquela hora) Para substituir outra fonte de energia mais poluente por exemplo.

Sou a favor da construção de usinas eólicas, mas em minha opinião existem outras prioridades para investimento em infraestrutura no Brasil. E vejo a mídia em geral tratar a energia eólica como a salvação de nosso futuro. E trata a energia hidroelétrica como a vilã.Com o conhecimento de hoje a energia eólica é somente uma alternativa.

16 agosto 2011

As vaquinhas podem soltar seus gases despreocupadas.

As nossas amigas e simpáticas vaquinhas, que gentilmente cedem seu leite para o nosso café da manhã estavam sendo acusadas de com seus arrotos e suas flatulências emitir metano (um gás efeito estufa) em demasia. Os alarmistas do aquecimento global antropogênico (no caso sendo das vacas como seria?) estavam acusando essas nossas amigas do excesso de metano na atmosfera (vide: http://ambiente.hsw.uol.com.br/gas-metano-vacas.htm).


Graças a pesquisadores de excelentes universidades norte-americanas elas podem dormir tranquilas sem complexo de culpa, foi publicado na revista Nature um artigo denominado “Recent decreases in fossil-fuel emissions of ethane and methane derived from firn air” onde AYDIN, Murat et al (uma tropa, mais 7 pesquisadores), mediram as variações de concentrações de metano na Groenlândia e Polo Sul a concentração de C2H4 (metano) e C2H6 (etano). Com as medidas eles verificaram que tanto um como o outro gás subiram de concentração entre 1900 e 1980 para depois voltarem a concentrações de 1940, ou seja, um forte declínio.

Figura 1
Os gráficos apresentados na figura 1 mostram a esquerda a quantidade de gases de efeito estufa aprisionados no gelo durante o último século. As camadas inferiores representam camadas de gelo mais profundas que retiveram gases de Zero a 120 metros, por processos de datação, que estão descritos no trabalho estes autores associam as diferentes camadas a períodos temporais e com estes geram os gráficos da direita em que a concentração desses gases estão no eixo vertical e o tempo na eixo horizontal. Se traçarmos retas horizontais a partir dos últimos anos veremos que a concentração desses gases na atmosfera estão regredindo a níveis entre 1960 a 1950, em resumo, voltamos quarenta anos o relógio desses dois importantes gases de efeito estufa! 


O que se conclui é que na realidade se acusou não só as vacas mas o resto da sociedade como um todo de um crime que não foi cometido. Até em 2003 (segundo o artigo do link acima referido) a “...Nova Zelândia propôs uma taxa sobre a flatulência, que não foi adotado devido a um protesto generalizado.” Agora a pergunta que se deveria fazer, se não houvesse a grita generalizada devolveriam para as vaquinhas o imposto cobrado?

Vaquinha Feliz (Foto Vera Lúcia Romano)

Eólicas, energia alternativa do futuro? (Introdução)


Muito se fala na geração eólica como uma das maiores fontes alternativas de energia. Quando se pronuncia o seu nome vem a mente os bucólicos Moinhos de Vento Holandeses, ou os gigantes a serem abatidos já vistos de forma profética por Cervantes em Don Quijote de la Mancha.

Moinhos de Vento na Holanda
http://www.freefoto.com/preview/1450-02-12/Line-of-Windmills--Kinderdijk--Holland
Esses moinhos tinham a dimensão humana e no lugar de ferir o meio ambiente se integravam a ele. Agora, que passa hoje em dia? Os geradores eólicos atingem alturas notáveis, hoje já está funcionando uma máquina “offshore” com 164m de altura que produz uma potência de pico de 10MW a um custo de instalação de 67,5 milhões de dólares (fonte: STONE, Jerry James, World's Biggest Wind Turbine Generates 10 MW And It Floats! Treehugger, A Discovery Company), isto corresponde a altura do segundo maior edifício do Brasil, o edifício Itália.

Se a única poluição causada pelas turbinas eólicas fosse a visual que essas máquinas produzem com suas dimensões cada vez maiores, não haveria grandes problemas, porém a muita coisa ciosamente escondida pelos projetistas-construtores-operadores de parques eólicos, que diferente de outras fontes de energia, no mínimo duas destas três funções são preenchidas por uma só empresa.

Após esta introdução se passará a relatar uma série de inconvenientes escondidos por este tipo de geração de energia que é TOTALMENTE DESCONHECIDO do grande público e ignorado pelas autoridades. Estes inconvenientes já são conhecidos na Europa e Estados Unidos e inúmeras organizações não governamentais se põe violentamente contra o uso indiscriminado das mesmas. É importante relatar que países como o Reino Unido, Alemanha e França, que não tem outras fontes de energia agrupam mais de 350 organizações contra a energia eólica, eles preferem diminuir o seu consumo de energia do que o uso sem critérios dessa forma de geração.


Início de uma série de postagens sobre a geração eólica de energia

Estava por algum tempo sem colocar algo no Blog, isto se deve principalmente ao tempo que estou utilizando para preparar uma série de postagens sobre a geração eólica, dando uma visão completamente diferente sobre a propaganda que se faz sobre este tipo de geração de energia. Pode-se dizer que essa propaganda é até certo ponto uma propaganda enganosa, a medida que se esconde inúmeros inconvenientes sobre a geração eólica.

Já escrevi de forma não sistemática algo sobre o assunto, porém devido a importância e o silêncio que se produz em termos do assunto torna-se premente algo mais sistemático e mais rigoroso em termos científicos.

Espero que esta série de postagens sirva tanto para profissionais da área como "curiosos" sobre o assunto, para tanto terei o cuidado de apresentar as fontes de cada item mais controverso para servir a todos.

Até lá.