10 outubro 2011

Desta vez é sério, modelos do IPCC de previsão climática não servem para prever clima da África.

Em breve colocarei um post com mais do que quatro artigos publicados em revistas de clima por mais de 40 autores (QUARENTA) que demonstram que os modelos de previsão de clima do IPCC não se ajustam ao Sahara e Sahel.

Qual a importância disto? Enorme. Durante quase uma década fomos bombardeados por imagens de africanos famélicos que nos faziam sentir culpa quando queimávamos qualquer coisa e produzíamos gases de efeito estufa.

Nos últimos dois anos foram publicados inúmeros artigos que dizem ENFATICAMENTE três coisas:

1) Que as secas no Sahel são fenômenos recorrentes nos últimos 10.000 anos, havendo inclusive secas de intensidade muito maior do que hoje em dia.
2) Que os modelos matemáticos do IPCC são COMPLETAMENTE inadequados para prever qualquer coisa nesta região.
3) Que o que governa os períodos chuvosos e secos do Sahel NÃO SÃO OS GASES DE EFEITO ESTUFA.

Mais um grande erro da teoria do AGA, e este erro está documentado de forma INEQUÍVOCA por várias fontes e formas de análise.

Como diriam os Caçadores de Mitos, mais um mito DETONADO.

Quando não se tem nada para publicar, se publica qualquer coisa.


Há muito que não publico nada sobre o clima, porque não há nada de novo para publicar. Posso continuar nesta letargia sem procurar “requentar a marmita” porque não ganho nada se não publico como também não ganho nada se publico, logo só coloco coisas que acho novidade. Para achar novidades e publicar, passeio por blogs, comunidades, fóruns anti e pró AGA, logo quando aparece eu publico.

Entretanto há pessoas que vivem disto, e vou mostrar o que é feito para garantir “o leite das crianças” tomando como exemplo o que colhi num artigo da AmbienteBrasil,. Nesta página está escrito o seguinte artigo


Um estudo divulgado nesta quinta-feira (6) e que envolveu cerca de 130 cientistas de seus países, coordenado pelo Instituto Alfred Wegener, da Alemanha, chegou à conclusão de que o gelo da região central do Ártico, mais antigo, diminuiu significantemente. Hoje a cobertura de gelo da região consiste principalmente de um gelo fino e novo, formado há cerca de um ano, o que pode prejudicar a região.
Quem quiser mais informações sobre o artigo que procure no link.
Toda esta notícia é escrita a partir de um “press release” (Is the ice in the Arctic Ocean getting thinner and thinner? Research aircraft Polar 5 measures thickness of sea ice north of Greenland) do Alfred-Wegener-Institut que recebe verbas vultosas (cada dia mais escassas) para provar que o Ártico está em perigo.

Chamo a atenção que nos últimos 9 anos o Ártico varia a sua área entre 14.000.000km² no inverno e 4.000.000km² no verão. (ano de 2007 – mínimo), ou seja 10.000.000km² são sempre gelo novo, e como há tendência de diminuição da superfície do gelo causada pela Oscilação do Atlântico a tendência é da deriva do gelo, afinando o gelo velho, até que a fase de aumento da temperatura passe.

Alguém poderia dizer, mas esta tendência de diminuição da área é definitiva, para contrapor a isto, coloco o gráfico de variação do volume do gelo apresentada pelo proprio Alfred-Wegener-Institut em outra página da internet.

Dados do Alfred-Wegener-Institut sobre o volume de gelo, veja página acima.
Nesta figura mostra que há claramente uma oscilação do volume de gelo em função de longos períodos do clima. Na figura se vê que a partir de 1987 começou uma fase de diminuição assim como em 1954 tinha começado uma fase de aumento, ou seja, com um semiperíodo de aproximadamente 33anos. Nesta última página do link acima, eles também chamam a atenção que durante o último período o Ártico perde 3% de seu volume por década, enquanto a Antártica ganha 1,7% (aqui eles não arredondaram para 2%???) na mesma década( a onde está o AGA, não é global ou a Antártica não faz parte do globo?).

Agora vamos aos comentários maldosos, na mesma página em que está este “press release” sobre a pseudo-diminuição-definitiva-do-gelo-Ártico, tem uma notícia que mostra o motivo de divulgação tão prematura de um dado que nem publicado foi em revistas técnicas. Em Chosen: Scientists of the Alfred Wegener Institute receive new research funds from Helmholtz Association, fala-se sobre os 1,5milhões de Euros que 20 jovens cientistas do Instituto receberão nos próximos 6 anos para (não perderem o emprego em época de crise, ops, foi mau) pesquisarem os impactos sociais da perda do gelo (no mesmo texto eles indicam que na região em que vão ser estudados os impactos sociais praticamente não tem pessoas para sofrer estes impactos, mas mesmo assim é importante!).

Só para ver outra necessidade de publicar qualquer coisa veja o belo barco empregado para o passeio turístico dos 130 cientistas que foram medir a espessura do gelo!

Barco em que viajaram os 130 pesquisadores.