30 novembro 2011

As mentiras sobre Belo Monte II.

Fala-se muito sobre o alagamento das Terras Indígenas no Pará e não se dá nenhum dado concreto sobre o que realmente ocorre, para não se continuar com a mesmice de sempre vou dar algumas informações sobre as Terras Indígenas próximas ao aproveitamento.

Para ilustrar melhor elaborei o seguinte mapa (fonte http://socioambiental.org/):

Terras Indígenas próximo ao Aproveitamento de Belo Monte.

Terras Indígenas a montante da Barragem. (em azul escuro e claro)

Além do mapa coloco os principais dados das Terras Indígenas, ou seja, área, número de índios (recenseamento FUNAI 2011) e Situação Jurídica.

TI Koatinemo: 387.834 ha - nº Índios 154  - HOMOLOGADA. REG CRI E SPU. (05/01/1996).

TI Arara: 274.010 ha - nº Índios 256 - HOMOLOGADA. REG CRI E SPU. (24/12/1991).

TI Kararaô: 330.838 ha - nº Índios 54 - HOMOLOGADA. REG CRI E SPU. (14/04/1998).

TI Araweté/Igarapé Ipixuna: 940.901 ha - nº Índios 397 - HOMOLOGADA. REG CRI E SPU. (05/01/1996).

TI Apyterewa: 773.470 ha - nº Índios 452 - HOMOLOGADA. REG CRI E SPU. (19/04/2007).


Terras Indígenas a Jusante da Barragem. (em vermelho)

TI Paquiçamba:  4.348 ha - nº Índios: 95 - HOMOLOGADA. REG CRI E SPU. (24/12/1991).

TI Arara da Volta Grande do Xingu: 25.500 ha - 111 - DECLARADA. (30/06/2008).

TI Trincheira/Bacajá: 1.650.939 ha - nº Índios 746 - HOMOLOGADA. REG CRI E SPU. (02/10/1996).

Além do mapa e descrição das terras indígenas, vamos colocar o mapa da área que será inundada pelo aproveitamento.
Área alagada por Belo Monte.
Olhando os dois mapas fica claro que as Terras Indígenas não serão alagadas por Belo Monte, o que será alagado mesmo é uma área que é atualmente empregada para agricultura e pecuária.

Foto Google Earth da área que será alagada.

Só para quem não tem o Google Earth (é free) e não pode olhar com detalhe a região que está sendo ocupada pelos Reservatórios de Belo Monte, vou colocar um detalhe que é facilmente identificável na foto acima.

Detalhe da região dos reservatórios.
Com os mapas e figuras anteriores se conclui:
  1. Que não haverá alagamentos notáveis na usina.
  2. Que os alagamentos serão ou fora da Terras Indígenas,
  3. Que os alagamentos para o aproveitamento serão feitos ou no leito do Rio ou em regiões TOTAL DEGRADADAS.
  4. Que a área de floresta nativa a ser inundada será ÍNFIMA, não se perdendo BIODIVERSIDADE nenhuma.
  5. Que a área ocupada por Belo Monte para gerar energia para mais de 10.000.000 de brasileiros (516km²) é bem menor do que as áreas das Terras Indígenas próximas ao aproveitamento que somam 43.878km² para 2.238 índios que não serão alagados por Belo Monte. 
  6. Que estão mentindo mais uma vez com a maior cara de pau.


As mentiras sobre Belo Monte I.


Me pediram para falar sobre Belo Monte se as informações dos artistas globais são mentirosas ou não. Como disponho de pouco tempo no momento começarei com a mais vergonhosa e deslavada mentira que foi veiculada no videozinho bem produzido (porém eivado de mentiras) chamado a Gota d'água.
A primeira e imensa mentira é que o Parque Indígena do Xingu seria alagado pela barragem de Belo Monte.
Isto contraria uma lei que não é municipal, nem estadual muito menos federal, a lei da gravidade!


O Parque Indígena do Xingu, que na sua origem se chamava Parque Nacional do Xingu, foi criado em 1961 por decreto n°50.455 de 14/04/1961 pelo então presidente Jânio Quadros, e este parque está situado no MATO GROSSO. O Rio Xingu passa por pelo Parque, entretanto há um pequeno detalhe, o nível máximo da água na Usina de Belo Monte será  na cota 97m e o nível mais baixo do Rio Xingu, que margeia o Parque, está na cota 260m, OU SEJA, O PARQUE INDÍGENA DO XINGU ESTÁ A 163m ACIMA DA COTA MÁXIMA DO RESERVATÓRIO.

Para que a água subisse 163m ela precisaria contrariar a LEI DA GRAVIDADE.




Existem outras Terras Indígenas mais próximas TI de Arara, TI Kararaô, TI Koatinemo, TI Araweté/Igarapé Ipixuna e TI Apyterewa. São aproximadamente 2.707.053 hectares para aproximadamente 1313 índios (uma área de 2061 ha por índio). Pois estes dois milhões e setecentos mil hectares estão situados a aproximadamente 85km a montante da barragem e seus pontos mais baixos entre 114m a 119m, ou seja, de 7m a 12m acima do nível da barragem. Talvez alguns poucos hectares dos dois milhões e setecentos fique um pouco mais úmido, mas acho que os índios poderão se mudar uns dois ou três quilômetros.


28 novembro 2011

4 MENTIRAS SOBRE O AMBIENTE

Não costumo copiar na íntegra textos de outros, porém este texto de Eduardo Galeano está bom demais para que eu o edite, pois certamente vou estragar. Foi publicado no Blog recriar http://www.recriarcomvoce.com.br/blog_recriar/4-mentiras-sobre-o-ambiente/?mid=53 e se intitula:

4 MENTIRAS SOBRE O AMBIENTE



A civilização que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento, e o grandalhão com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem.
Quatro frases que aumentam o nariz do Pinóquio
1- Somos todos culpados pela ruína do planeta.
A saúde do mundo está feito um caco. “Somos todos responsáveis”, clamam as vozes do alarme universal, e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é. Como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a maior taxa de natalidade do mundo: os experts geram experts e mais experts que se ocupam de envolver o tema com o papel celofane da ambiguidade.
Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao “sacrifício de todos” nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaça se converter em uma catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial asfixia a realidade para outorgar impunidade à sociedade de consumo, que é imposta como modelo em nome do desenvolvimento, e às grandes empresas que tiram proveito dele. Mas, as estatísticas confessam.
Os dados ocultos sob o palavreado revelam que 20% da humanidade comete 80% das agressões contra a natureza, crime que os assassinos chamam de suicídio, e é a humanidade inteira que paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não-renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que encabeça o governo da Noruega, comprovou recentemente que, se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, “faltariam 10 planetas como o nosso para satisfazerem todas as suas necessidades”. Uma experiência impossível.
Mas, os governantes dos países do Sul que prometem o ingresso no Primeiro Mundo, mágico passaporte que nos fará, a todos, ricos e felizes, não deveriam ser só processados por calote. Não estão só pegando em nosso pé, não: esses governantes estão, além disso, cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que está fazendo adoecer nosso corpo, está envenenando nossa alma e está deixando-nos sem mundo.

2- É verde aquilo que se pinta de verde.
Agora, os gigantes da indústria química fazem sua publicidade na cor verde, e o Banco Mundial lava sua imagem, repetindo a palavra ecologia em cada página de seus informes e tingindo de verde seus empréstimos. “Nas condições de nossos empréstimos há normas ambientais estritas”, esclarece o presidente da suprema instituição bancária do mundo. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação.
Quando se aprovou, no Parlamento do Uruguai, uma tímida lei de defesa do meio-ambiente, as empresas que lançam veneno no ar e poluem as águas sacaram, subitamente, da recém-comprada máscara verde e gritaram sua verdade em termos que poderiam ser resumidos assim: “os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotarem o desenvolvimento econômico e a espantarem o investimento estrangeiro.”
O Banco Mundial, ao contrário, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez, por reunir tantas virtudes, o Banco manipulará, junto à ONU, o recém-criado Fundo para o Meio-Ambiente Mundial. Este imposto à má consciência vai dispor de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza. Intenção inatacável, conclusão inevitável: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está admitindo, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio-ambiente.
O Banco se chama Mundial, da mesma forma que o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato em que come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos escravizados países que, a título de serviço da dívida, pagam a seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe sua política econômica, em função do dinheiro que concede ou promete.
A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite abarrotar de mágicas bugigangas as grandes cidades do sul do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, poluem-se as águas que os alimentam, e uma crosta seca cobre os desertos que antes foram bosques.
3- Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra.
Poder-se-á dizer qualquer coisa de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bondoso Al sempre enviava flores aos velórios de suas vítimas… As empresas gigantes da indústria química, petroleira e automobilística pagaram boa parte dos gastos da Eco-92: a conferência internacional que se ocupou, no Rio de Janeiro, da agonia do planeta. E essa conferência, chamada de Reunião de Cúpula da Terra, não condenou as transnacionais que produzem contaminação e vivem dela, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno.
No grande baile de máscaras do fim do milênio, até a indústria química se veste de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo que, para ajudarem a natureza, estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas, esses desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, mas sim buscam novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas do mundo produtoras de sementes, seis fabricam pesticidas (Sandoz-Ciba-Geigy, Dekalb, Pfizer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas.
A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana. A ecologia neutra, que mais se parece com a jardinagem, torna-se cúmplice da injustiça de um mundo, onde a comida sadia, a água limpa, o ar puro e o silêncio não são direitos de todos, mas sim privilégios dos poucos que podem pagar por eles. Chico Mendes, trabalhador da borracha, tombou assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por acreditar no que acreditava: que a militância ecológica não pode divorciar-se da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não será salva enquanto não se fizer uma reforma agrária no Brasil.
Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados, a cada ano, na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão às cidades deixando as plantações do interior. Adaptando as cifras de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentarem pela incessante invasão de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem alterar dentro dos limites da ecologia, surda ante o clamor social e cega ante o compromisso político.
4- A natureza está fora de nós.
Em seus 10 mandamentos, Deus esqueceu-se de mencionar a natureza. Entre as ordens que nos enviou do Monte Sinai, o Senhor poderia ter acrescentado, por exemplo: “Honrarás a natureza, da qual tu és parte.” Mas, isso não lhe ocorreu. Há cinco séculos, quando a América foi aprisionada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu ecologia com idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo.
Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestirem jamais esfolavam o tronco inteiro, para não aniquilarem a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansarem a terra. A civilização, que vinha impor os devastadores monocultivos de exportação, não podia entender as culturas integradas à natureza, e as confundiu com a vocação demoníaca ou com a ignorância. Para a civilização que diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que tinha que ser domada e castigada para que funcionasse como uma máquina, posta a nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, nos devia escravidão.
Muito recentemente, inteiramo-nos de que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e sabemos que, tal como nós, pode morrer.
Eduardo Hughes Galeano, jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História. Sua obra mais famosa é o livro “Veias Abertas da América Latina”

21 novembro 2011

O presidente de honra do WWF é contra a energia eólica!

Talvez a maior parte das pessoas não saibam mas o Príncipe Philip, Duke de Edinburgh, marido da Rainha Elizabeth foi o primeiro presidente da Word Wildlife Fund - UK (WWF) desde sua formação em 1961 até 1982, e presidente da ONG internacional WWF (World Wide Fund for Nature), de 1981 a 1996, e hoje em dia ele é presidente emérito da WWF. Pois bem, este senhor numa conversa com um fabricante de turbinas eólicas que o tentava convencer de colocar alguns geradores eólicos nas terras da Rainha, ganhou um solene não, muito bem substanciado.

A rainha Elizabeth e seu esposo, o Duque Edimburgh.

Este conservacionista de mais de 5 décadas não quer para si o que o pessoal do WWF quer para o Brasil. Segundo reportagem do jornal inglês The Telegraph  que narra uma conversa entre o Principe Philip e o fabricante de turbinas eólicas Esbjorn Wilmar (Infinergy), o Príncipe da discreta família real inglesa mostrou com vigor porque ele é contra este tipo de energia.

Segundo as palavras do industrial, o príncipe disse:

He said they were absolutely useless, completely reliant on subsidies and an absolute disgrace.


Traduzindo para o Português (tradução bem amadora) sem maiores interpretações:


"Ele disse que elas são absolutamente inúteis (turbinas eólicas) são completamente dependentes de subsídios e absolutamente uma desgraça."

Agora todos imaginem o que leva uma cabeça coroada inglesa, numa casa real que preza a discrição e como todo inglês mede cada palavra, dizer estas palavras fortes e duras, exatamente para um fabricante de Usinas Eólicas. Se tentássemos traduzir tantos as palavras como a disposição de um plebeu brasileiro, talvez só pudéssemos colocar aqui 50% delas (devido a quantidade de palavões que viriam junto).Vamos tentar traduzir para o português da plebe sem os freios da educação real.


-Ele disse, elas são $$#@#@ e uma @#$%$$# e completamente dependente das tetas do governo, uma verdadeira %$##$$##. 


 O mesmo fabricante procurou contra-argumentar que as usinas off-shore (no mar) são eficientes e não causam poluição sonora (várias usinas na Inglaterra estão sendo obrigadas desligar quando a velocidade é alta, pois o ruído se torna muito alto, incomodando os vizinhos). O príncipe contra-argumentou que ele não acreditava em conto de fadas e que o problema é que as eólicas precisam de back-up de energia para suprir a demanda quando não há vento.


Para complementar o insolente fabricante tentou convencer o principe a colocar geradores eólicos em suas terras, no que foi refutado de forma clara e inequívoca com uma frase do tipo:


- "You stay away from my estate young man".


De novo as duas traduções, a polida e real e a da plebe ignara. 


Tradução polida, real.
- "Jovem rapaz, mantenha-se longe das minhas terras. "


Tradução não exata, mas dentro dos sentimentos reais (sentimentos do Duque).
-O seu @@@# ## %$$%$#, que tal ir fuçar em outro lugar, nem chegue perto de minhas terras.




Agora vamos agregar fatos já conhecidos por todos a fala real:



- O WWF não quer que o Brasil construa Usinas Hidrelétricas.
- O WWF (e os artistas da globo) quer que façamos a substituição das Hidroelétricas por usinas eólica.
- O fundador, primeiro presidente e atual presidente de honra do WWF não quer e acha caras e inúteis as turbinas eólicas.
- O fundador, primeiro presidente e atual presidente de honra do WWF, não quer usinas eólicas em suas terras e provavelmente expulsaria a tiros qualquer um que chegasse com algum catavento nos seus domínios.


Ou seja, há um discurso do WWF para os macacos do terceiro mundo em pró da geração eólica, e há uma ação de proeminentes membros do mesmo WWF contra a geração eólica na suas propriedades.


Resumo geral: Ou acreditamos no faça o que digo, mas não faça o que faço, ou vamos ter um pouco de cabeça para ter uma leitura correta do embuste que é a substituição da geração hidrelétrica pela energia eólica.


Acordem, ó carneirinhos, haverá indício mais concreto do que este sobre a inutilidade das eólicas!

14 novembro 2011

Geração eólica e seus "pequenos problemas"

Vou colocar uma charge que ilustra muito bem as minhas preocupações quanto a ineficiência da geração eólica como algo independente, e também o "espírito ambiental" dessas instalações, esta charge se encontra em  www.cartoonsbyjosh.com e as disponibiliza para sites não comerciais (meu caso).

07 novembro 2011

Como uma mentira originada de um "press release" capcioso cria o consenso errado.


Colocando a seguinte frase no Google “The sun is heading into an unusual and extended hibernation, scientists predict. Around 2020, sunspots may disappear for years, maybe decades. 
 se tem rapidamente 168 resultados em 0,12s nos mais diversos sites de notícias,



é no mínimo 168 vezes em que se escreve uma mentira sem que alguém reflita ou procure verificar os fatos. 

Pois vamos a eles:

Esta notícia divulgada pela Associated Press, uma dessas agências internacionais de notícias que procuram moldar o conhecimento dos fatos a uma visão única, escreve sobre algo que era negado até o ano passado pelos Alarmistas do Clima. Como relatei em  A possibilidade de um novo mínimo solar é visto com seriedade pela Solar Physics Division da American Astronomical Society (AAS).  em 16 de junho deste mesmo ano, a tendência de um novo mínimo solar já é bem mais do que uma especulação, ou seja, é algo que ficou patente no congresso de Física do Sol.

Até aí nada de novidade, entretanto como também já falei em Bola no centro, pois se começa nova partida, foi confirmado a variação do campo magnético solar influencia o clima  como em outras entradas a intensidade do campo magnético solar está sendo vinculada a formação de nuvens de alta altitude e por consequência aumento do albedo terrestre (índice de refração dos raios solares) que, por sua vez, diminuirão a temperatura da Terra. Isto ainda é uma hipótese que vem sendo provada cada um dos seus passos com o tempo, tinha há dez anos 5% de ser uma hipótese válida, hoje com os resultados experimentais isto subiu para uns 75%.

Porém a onde estão as mentiras? Para ver isto vamos ao artigo.

Num determinado ponto é escrito o seguinte: “Earlier this month, David Hathaway, NASA's top solar storm scientist, predicted that the current cycle, which started around 2009, will be the weakest in a century.

Pois bem, para quem acompanha o Blog, pode ver em Nome NASA vende até escovas de cabelo, agora previsões sobre o espaço, não sei não!  Que as previsões da Nasa capitaneadas pelo “top solar storm scientist” é uma verdadeira piada, pois este senhor David Hathaway, previu em 2006 um ciclo solar vigoroso que foi murchando ano a ano (imaginem se este senhor é o “TOP” da NASA como serão os “BOTON”). Isto é simplesmente um verdadeiro descaso com a memória das pessoas, pois se há algo de errado no trabalho deste senhor é exatamente na previsão do ciclo solar, COMPLETAMENTE ERRADA.

Além de tudo isto vem no fim da notícia o objetivo da mesma “Skeptics of man-made global warming from the burning of fossil fuels have often pointed to solar radiation as a possible cause of a warming Earth, but they are in the minority among scientists. The Earth has warmed as solar activity has decreased”, ou seja, tudo isto tem por objetivo desmoralizar os cientistas não alarmistas com informações falsas. Primeiro dizer que a Terra continua aquecendo com o decréscimo do campo magnético solar é desprezar os dados dos seguintes Institutos de Pesquisa:

Global Hydrology and Climate Center, University of Alabama (UHA), (USA)

National Oceanographic and Atmospheric Administration (NOAA) Remote Sensing Systems (RSS), (USA)


Só considerando o

Goddard Institute for Space Studies (GISS) (USA – NASA).

Pois se olharmos as curvas de variação da temperatura global, veremos que a partir de 1998 a temperatura da Terra não subiu, para ilustrar melhor colocarei os gráficos elaborados pelo site Climate4You a partir dos dados destes cinco institutos, o único em que há picos da ordem do pico de temperatura de 1998 é exatamente do mesmo instituto de ponta da NASA(?!?!).


 
Só para confirmar a falta de caráter do pessoal que elaborou esta notícia vou colocar a última frase do artigo, que em alguns sites foi cortada para a notícia ficar mais curta, ela que diz:


“Andrew Weaver, a climate scientist at the University of Victoria, said there could be small temperature effects, but they are far weaker than the strength of man-made global warming from carbon dioxide and methane. He noted that in 2010, when solar activity was mostly absent, Earth tied for its hottest year in more than a century of record-keeping.”


Ou seja, além de supor que o ano de 2010 foi o mais quente, coisa que os gráficos não indicam, ele faz uma confusão proposital, associando a atividade solar (e não o campo magnético, como seria o certo) ao clima.