Em dois de abril (seria
mais correto publicar no dia primeiro de abril) o jornal Zero Hora apresenta na
página central do seu encarte intitulado, “O nosso mundo sustentável” mais uma
bela peça de propaganda do alarmismo climático.
A reportagem começa com uma
chamada bem eco-terrorista:
“A metamorfose da Terra em
9 pontos – As mudanças climáticas não significam apenas inundações, secas e
ondas de calor. Elas trazem também vulcões em erupção e terremotos catastróficos.”
Bem no primeiro ponto já
começa mal, coloca o fim do período glacial em época errada, 20.000 a 5.000
anos. Último período glacial, glaciação Wisconsin, ou glaciação Würms, ou ainda glaciação Laurenciana (nomes diferentes
para a mesma coisa) terminou a aproximadamente 12.000 anos, esta data é um consenso
entre todos os geólogos, variando em mais ou menos 500 anos conforme alguns
estudos, mas nunca 20.000 anos nem tampouco 5.000 anos.
Também esta era do gelo
não foi “o mais profundo e tenebroso período glacial para o mundo”, há
inclusive uma hipótese (não comprovada) que durante o período Criogeniano (790
a 630 milhões de anos) a Terra se viu coberta totalmente pela gelo,
denominando-se “Terra bola de neve”. Pode ser que a hipótese venha ser
considerada errada, mas certamente esta glaciação foi sim a “profunda e
tenebrosa” da que conhecemos.
| Registros dos últimos quatro períodos Glaciais. |
Quanto aos Tsunamis,
pequenos em relação a outros registros geológicos de Mega-tsunamis que já
existiram, não há nenhuma afirmação em nenhum trabalho científico comprovado que
descreva a intensificação dos Tsunamis na época atual, é só um golpe midiático.
Explosões vulcânicas, aí
sim se registros históricos precisos que mostram que as erupções vulcânicas nas
últimas décadas até diminuíram, na classificação intensidade de explosões vulcanicas
tem-se diversas categorias (Volcanic Explosivity Index VEI), variando do Zero,
os vulcões não explosivos até aos de classe 8 que são os colossais, o Eyjafjallajökull
citado na reportagem teve uma erupção classificada como uma erupção de VEI 2 a
4, erupções como estas que ocorrem, estatisticamente falando, semanalmente (VEI
2) ou anualmente (VEI 4), ou seja de ocorrência normal. Só para comparar, em 1980
se teve a erupção do monte Santa Helena nos USA em 1980 (VEI 5), a do Krakatoa
na Indonésia 1883 (VEI 6), o Tambora também na Indonésia 1815 (VEI 7) a maior erupção
do mundo moderno, e finalmente pode ocorrer (já ocorreu no Plestoceno) no
parque de Yellowstone nos USA um vulcão de VEI 8, que arrasaria pelo menos com
10% de todo os Estados Unidos.
Logo o Eyjafjallajökull, além
de ter um nome impronunciável não passa de um vulcãozinho normal (já os vulcões
Katla e Hekla que estão próximos...., mas isto é outra história), se
consultarem as páginas de turismo na Islândia, há turismo de visita a vulcões!
Quanto ao aumento dos níveis
dos mares, eles vêm subindo desde que se começou a registrar o seu nível por
marégrafos a 150 anos, e a taxa de aumento varia entre 2mm a 4mm conforme as décadas
estudas e local, ou seja, prever um aumento de 180mm a 590mm não é fugir muito
do que está ocorrendo há séculos.
Nível médio do mar de 1880 até 2012. Dados marégrafos + Satélite.
Nível médio do mar 1993 até 2011 (dezembro) Dados satélite.
Quanto ao aumento de temperatura
o assunto vai meio longe, mas suas previsões mais catastróficas não passam de
3ºC, e nunca 7ºC como um número cabalístico que deverá supostamente ocorrer em
algum ponto no “oeste da China e Oriente Médio”.
A Groenlândia, conforme
medidas realizadas perde de 3mm a 6mm de espessura de gelo em média por ano e últimas
estimativas de perda de massa da Groenlândia (de 2002 até 2009) usando os dados
do satélite GRACE, mostram que não há uma aceleração nesta perda, ou seja mesmo
acelerando esta taxa exponencialmente, daqui a uns 5.000 anos ela ficará sem
gelo.
Ou seja, artigos
como estes levam a absurdos como o que presenciamos na TV, com um prefeito do
interior do estado prevendo maremotos catastróficos a partir do calendário
Maia, e outros indícios nada científicos.

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