18 junho 2012

Correlação muito forte entre raios cósmicos e clima.


Acaba de ser publicado nas Proceedings of National Academy of Science of the United States of America, mais conhecida pela sigla PNAS, um trabalho extremamente importante que mostra a correlação entre a intensidade solar e o clima na Terra.

O trabalho tem o nome “9,400 years of cosmic radiation and solar activity from ice cores and tree rings” e é de livre acesso (não precisa pagar para lê-lo), para quem quiser é só seguir o Link aqui, para dar uma noção da seriedade do trabalho colocarei a lista de autores que assinam este trabalho com suas instituições de origem:

Friedhelm Steinhilber, Jose A. Abreu, Jürg Beer, Irene Brunner, Mathias Mann (Swiss Federal Institute of Aquatic Science and Technology), Marcus Christl Peter e W. Kubik, (Laboratory of Ion Beam Physics, Swiss Federal Institute of Technology Zurich), Hubertus Fischer (Climate and Environmental Physics, Physics Institute and Oeschger Centre for Climate Change Research, Switzeland), Ulla Heikkilä (Australian Nuclear Science and Technology Organisation ANSTO), , Ken G. McCracken (Institute for Physical Science and Technology,University of Maryland), Heinrich Miller Hans Oerter, and Frank Wilhelms
 (Institute for Polar and Marine Research, Germany), Hiroko Miyaharag, (Institute for Cosmic Ray Research, University of Tokyo)

Logo temos institutos suíços, norte-americanos, australianos e japoneses ou seja uma bela mistura de interesses que dá credibilidade ao artigo.



Antes de algum comentário vamos colocando a figura chave deste artigo, onde mostra uma forte correlação em 9000 anos da intensidade solar com o regime de monções na Ásia. Diga-se de passagem esta correlação para períodos mais curtos é fortemente demonstrada em outros artigos anteriores.

O importante neste artigo é que mostra CLARAMENTE que o sol é um dos fatores mais importantes como uma forçante do clima, coisa que é TOTALMENTE IGNORADA nos trabalhos do IPCC.

Nas conclusões fica claro que os autores não eliminam a influência de outros fatores, como vulcanismo e gases de efeito estufa como forçantes do clima.

Os dados que dão origem a esta conclusão são anéis de árvores, e testemunhos de gelo na antártica e na Groenlândia.

Quem quiser mais informações sugiro que leia o artigo propriamente dito, pois poderá ver todos os cuidados que foram tomados na extração dos dados.

O importante é que os autores estão baseando seus resultados extraindo as fontes de bancos de dados que estão sendo gerados de forma independente e disponibilizados para a comunidade científica, por exemplo os dados dos anéis de árvores foram tirados de Reimer PJ, et al. (2009) Intcal09 and Marine09 radiocarbon age calibration curves, 0–50,000 Years Cal Bp. Radiocarbon 51:1111–1150, dados que podem ser obtidos na rede aqui, da mesma forma os dados dos testemunhos de gelo também são abertos.

Este último parágrafo é importante destacar, pois até hoje o CRU (Climatic Research Unit) da Universidade de East Anglia se nega peremptoriamente entregar os dados BRUTOS de medida de temperatura nos últimos 180 anos (que deram origem a "confirmação" da teoria do AGW) alegando que os países que os cederam não aceitam esta entrega (o pior que eles não dizem quais países). Eles divulgaram somente os dados tratados.

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