03 agosto 2012

Por que o nível do mar está tão BAIXO?


Ficam nos assustando todos os dias com os gases de efeito estufa, pois segundo os adeptos das teorias do AGA estes gases, gerados pelo homem, são os únicos possíveis responsáveis pelo possível aumento dos níveis dos mares. Porém, nos parece que devemos é nos preocupar com a ausência da elevação maior dos mesmos, como já ocorreu normalmente em milênios passados.

Níveis mais altos do mar são conhecidos já há muito tempo pela geologia convencional. Testemunhos de diversos tipos que mostram que imensas áreas costeiras eram no passado o fundo do mar (não estou falando de movimentos tectônicos que elevaram imensas partes da Terra mas sim da elevação dos níveis dos mares pelo degelo das Antártica e Groenlândia). A quantificação exata destes níveis tem sido uma permanente preocupação dos geólogos, pois através deste podemos avaliar o clima que existia na época.

Para quem estiver curioso sobre as variações deste nível no último período interglacial (período entre duas glaciações) pode ter uma valiosa referência no trabalho de A. Dutton e K. Lambeck, publicado recentemente numa das mais conceituadas revistas técnicas do mundo a Science da AAAS (ranqueada em primeira ou segunda posição, alternado com a Nature a primeira posição conforme a instituição de classificação de revistas técnicas).

Pois este trabalho publicado em 13 de julho deste ano no número 337, 216 (2012), intitulado “Ice Volume and Sea Level During the Last Interglacial”, mostra de forma inequívoca pela análise de 16 sites de corais em diferentes mares (vide figura abaixo) mais o as ilhas Seychelles.



Adaptação da figura 1 do trabalho, indicando os sites considerados no trabalho, que são: 1- Austrália Ocidental; 2 - Ilhas Sumba, Indonésia; 3 - Península de Huon, Nova Papua; 4 – Vanuatu; 5 – Oahu; 6 - Atol de Mururoa, Polinésia Francesa; 7 – Costas e ilhas da Califórnia e México; 8 - Xcaret, Península de Yucatán; 9 – Florida; 10 – Bahamas; 11 – Bermudas; 12 – Jamaica; 13 – Haiti; 14 – Curaçao; 15- Barbados; 16 - Costa do mar Vermelho e 17 - Ilhas Seychelles

Já no abstract do trabalho os autores escrevem como conclusão que: “Estes dados indicam que o nível do mar global (eustático) atingiu um pico de 5,5 a 9 metros acima do nível do mar atual, exigindo folhas menores de gelo sobre a Groenlândia e a Antártida em relação aos dias de hoje e que indica a sensibilidade do nível do mar forte para pequenas mudanças no forçamento radiativo.” Ou seja, aquela bobagem que nunca tivemos na Terra há pouco tempo (125.000 anos atrás é em geologia ontem e não o ano passado!) uma temperatura superior a que temos hoje em dia cai claramente e inequivocamente por terra.

São evidências como esta que mostram que a variabilidade climática é algo totalmente natural, e se os níveis dos oceanos estão subindo, ainda há muita  possibilidade de eles subirem mais 5,5 a 9 metros sem que isto contrarie a história geológica da Terra.

Salvo se homem moderno que apareceu há 195.000 anos, segundo novas evidências (vide aqui), fosse capaz de gerar gases de efeito estufa para perturbar o clima, algo que ninguém acredita.

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