29 janeiro 2012

E o consenso está derretendo (parte IV).

Postei há bom tempo uma série de artigos que falavam sobre a falência do consenso, como escrevo em outros Blogs recebi uma notícia que mostra quão profundo é este derretimento do consenso sobre o Aquecimento Global Antropogênico (AGA).
A edição digital do tabloide Inglês Daily Mail o Mail Online, no caderno de ciências apresenta um artigo surpreendente intitulado Forget global warming - it's Cycle 25 we need to worry about (and if NASA scientists are right the Thames will be freezing over again), onde eles falam que tanto Met Office como a University of East Anglia Climatic Research Unit (CRU) começam a falar no

RESFRIAMENTO GLOBAL

Qual a importância disto? Isto é o início definitivo do enterro da teoria do AGA. Note-se que tanto o MET Office como o CRU faziam parte do núcleo duro da sustentação a esta teoria. Se estes dois organismos mudarem de lado, restarão alguns pseudo-cientistas repetindo a mesma bobagem de sempre.

Sugiro para quem acompanha meu Blog que leiam o artigo do Jornal Inglês e depois passeiem por meus posts pelos anos anteriores.

Os Glaciares estão recuando por conta do Aquecimento Global Antropogênico?


Muito se divulga pelo recuo dos glaciares em todas as partes do mundo em função do Aquecimento Global Antropogênico (AGA), entretanto cada dia prova-se que isto é uma verdade pela metade (ou até por inteiro). Há uma década autores Russos que parecem entender mais de gelo e frio do que outros povos mediterrâneos, tem mostrado que esta afirmação carece de base científica.

A principal discussão que estava em suspenso há muito tempo era a existência ou não de dois períodos de clima o “Ótimo Medieval” e a “Pequena Idade do Gelo”, estes dois períodos, o primeiro durante a Idade Média (mais ou menos evidente pelo nome) foi um período em que as temperaturas estavam mais amenas do que as atuais, ou seja, as temperaturas entre os anos 950 e 1250 da era atual estava 1°C acima da temperatura atual (aqui, aqui, aqui, aqui e mais em outros lugares).

Reprodução de uma casa Viking  na Groelândia durante o Ótimo Medieval (desenho de  Hamish Laird )
Quanto ao Ótimo Medieval a discussão era mais forte pois segundo um dos próceres do AGA, este não era um período de clima, mas sim uma alteração climática restrita a uma área do globo (exatamente a que havia estudos). Michael Mann este prócere da alarmista teoria do AGA falando sobre o Ótimo Medieval chegou a dizer aqui:“ "warmth that matches or exceeds that of the past decade in some regions, but which falls well below recent levels globally".

Esta afirmação de Mann é francamente desmentida numa revisão de 2011 intitulada Spatial and temporal characteristics of climate in Medieval times revised. Nesta revisão os autores na tabela 1 do trabalho, mostra a onde foram detectadas esta perturbação “local” segundo Mann (Southeast Asia, North America, Largely Northern Hemisphere  - to about 10°S, Nile River Basin, Central Chile, Hemispheric-to-global scale, China, Western United States, Patagonia, Europe and North Africa; Europe and North Africa, Tropical East Africa and Midlatitude South American Andes) só faltando achar estes registros na Austrália! Diga-se de passagem que excetuando os artigos sobre a Patagônia e Andes, que são datados de 1994, os outros são de 2001 a 2011, ou seja muito recentes.

O caso da Pequena Idade do Gelo, período correspondente entre 1550 e 1850 da nossa Era, esta foi mais difícil dos alarmistas do AGA negarem, principalmente na Europa, pois registros históricos e medições termométricas confirmavam a existência desse período de frio. Porém de novo Michael Mann, numa de suas publicações diz já na introdução: “While there is evidence that many other regions outside Europe exhibited periods of cooler conditions, expanded glaciation, and signicantly altered climate conditions, the timing and nature of these variations are highly variable from region to region, and the notion of the Little Ice Age as a globally synchronous cold period has all but been dismissed”.

Tâmisa congelado em 1684, 

A última afirmação é tão absurda, que mesmo Mann em artigo mais recente procura achar justificativa desta Pequena Idade do Gelo fora da aceitação que está se tornando quase corrente da influência dos ciclos solares. Artigos e mais artigos (procurem no Google acadêmico e acharam centenas) estão foram e estão sendo escritos por centenas de pesquisadores em todo o mundo, inclusive um último, que gostaria de citar, em que há uma correlação entre essas duas mudanças climáticas naturais globais com a progressão e recuo dos glaciares. Numa das sugestões do editor da revista Nature em 27 de janeiro deste ano, da AAAS, este propõe aos leitores o seguinte artigo: Whence the Little Ice Age?” de Julia Fahrenkamp-Uppenbrink, publicado em Geophys. Res. Lett. 10.1029/2011GL050168 (2012). Neste artigo a autora trata do avanço dos glaciares durante a Pequena Idade do Gelo, e que nos últimos anos estes estão retrocedendo deixando a descobertos FÓSSEIS DE VEGETAÇÕES DATADAS EM ÉPOCA EQUIVALENTE AO ÓTIMO MEDIEVAL.

·         Ou seja, há 500 anos, quando não havia indústrias para emitir CO2 em excesso, quando o teor do CO2 era bem menor, a Terra esquentou como um todo, aumentando a zona em que era possível o crescimento de espécies vegetais, para posteriormente serem recobertos por glaciares na Pequena Idade do Gelo e descoberto seus fósseis hoje em dia. 

Tudo natural!

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27 janeiro 2012

Aquecimento global? Previsões do IPCC e da NASA?

A cada ano que passa mais se mostra mais a face de um grande erro (alguns dizem maldosamente uma grande farsa) e este erro se chama Aquecimento Global Antropogênico (bem ??? descrito pelos modelos matemáticos de  previsão climática).

Durante anos a fio fomos assolados pelos fantasmas dos gases de efeito estufa, até as pobres vaquinhas foram colocadas nos bancos dos réus do aquecimento global antropogênico.Entretanto como a memória da Internet guarda tudo fica fácil mostrar para uma pessoa comum a realidade dos fatos.

No fim da década de sessenta um grande nome no alarmismo sobre os efeitos do gases estufa no clima se firmou, o nome é James E. Hansen, este respeitável (?) pesquisador da NASA foi um dos responsáveis pela modelação do clima feito pelo Goddart Institut for Space Studies (estou colocando todos os links para quem duvidar do meu post possa passar diretamente as fontes!). Ele nos idos anos de 1988 publicou um artigo (Global Climate Changes as Forecast by Goddard Institute for Space Studies: Three-Dimensional Model Hansen, j et alli Jounal of Geophysical Research, Vol 93, nº D8, 9341-64p August 20 1988), que graciosamente o autor coloca na rede, onde a figura 3.a deste trabalho mostra o futuro diabólico que nos esperava caso não tivéssemos juízo, para mostrar o triste destino da Humanidade previsto por Hansen e seus parceiros vou reproduzir aqui o gráfico original de Hansen, para que não se tenha dúvida.
Fig.  3. Annual-mean global surface air temperature computed for scenarios A, B and C. 
O que diz este gráfico (quem não acreditar que leia o artigo!), que teríamos o Cenário A de aumento da temperatura caso continuássemos a ser irresponsáveis deixando as vaquinhas com as suas flatulências (aumentando o metano) ou queimando combustíveis fósseis indiscriminadamente (que sou contra por outros motivos). Se parássemos de aumentar a emissão dos perigosos gases de efeito estufa (que medão), porém limitando-os aos  níveis de emissão que se tinha em 1988, teríamos o cenário B, agora se fossemos uns verdadeiros amores de criaturas comedores de alface como os ecopatas em geral (variante científica para eco-chatos) teríamos a chance de ter o cenário C, ou seja, só ficaria um pouco mais quente e não sofreríamos tanto.

O artigo de Hansen foi apresentado ao senado norte-americano e com isto a NASA, que já estava sem a mesma grana que recebia durante a corrida espacial, foi turbinada em termos econômicos para medir e acompanhar este desastre que se avizinhava!

Também nesta época apareceram as simulações do IPCC, publicadas no primeiro relatório para tomadores de decisão (IPCC I 1990), que por outros modelos, chegaram a curvas de elevação de temperatura como a figura 9 constante no relatório.
Figure 9: Simulation of increase in global mean tmperatura from .....

Que HORROR, estamos fritando e ninguém está nos avisando!

Mas como já disse no início, no fim de cada ano mais se mostra como anda a farsa.
Neste início de ano de 2012, Dr. David Evans, um engenheiro-matemático australiano nos brinda com dois belos gráficos comparando o 
PREVISTO COM O OBSERVADO NOS ÚLTIMOS 23 ANOS
Comparação entre as previsões de Hansen e dados de temperatura global calculadas pelo NSSTC.


O gráfio mostra um comparativo das previsões de Hansen (a figura acima do seu trabalho) com os dados medidos pelo National Space Science and Tecnology Center, quem quiser conferir os dados é só copiar as colunas 1 e 2 dos dados disponibilizados pelo NSSTC e fazer uma média anual dos mesmos.
Comparação entre as predições do IPCC e os dados medidos pelo NSSTC.



Os cenários do IPCC são quase os mesmos do que os de Hansen, só que eles linerizam os resultados eliminando as oscilações.

Para quem não está familiarizado com gráficos, ou está com preguiça de pensar como interpretá-los vamos descrever uma bem clara e inequívoca.

Como os gases de efeito estufa, principalmente o CO2 seguiu uma curva ascendente nos últimos 20 anos sem alterar o seu comportamento, podemos dizer com absoluta segurança que o cenário atual está entre o A e o B, da previsão de Hansen e entre B e C no cenário do IPCC, logo olhando os resultados de 2012 (que linearizados resultariam quase no mesmo valor fim de 2012) estamos 0,6°C abaixo das previsões de Hansen e 0,5°C abaixo das previsões do IPCC.

CONCLUSÃO: Comparando as previsões de Hansen e do IPCC com os dados medidos, podemos dizer que elas (as previsões) estão
PERFEITAMENTE FURADAS (ERRADAS)


22 janeiro 2012

Em breve no Brasil, painéis solares de baixo custo.

Como os Europeus estão retirando rapidamente o subsídio sobre a energia foto-voltaica, muito em breve estes painéis cairão de preço abaixo do custo do mesmo. Para que isto, para convencer os tupiniquins da viabilidade deste tipo de energia que tem-se demostrada completamente inviável.

Logo, logo os nossos ambientalistas vão pedir para que o governo federal comprometa muito dinheiro que poderia ser utilizado no setor hidrelétrico para subsidiar as indústrias de painéis que poderão falir.

Alemanha adota a técnica de bota e tira o bode da sala para resolver o problema energético. CONTINUAÇÃO

Conforme escrevi em maio do ano passado a aventura da Alemanha se aventurar a substitur toda a energia nuclear por energia “limpa” parece começar a fazer água.

Passado o momento inicial de constrangimento da energia nuclear o pessoal começou a fazer as contas e parece que elas coisas não fecham. A Siemens calculou o investimento necessário para fazer frente a todo este sonho resultaram em nada mais nada menos 1,7 trilhões de Euros (aproximadamente 4,5 Bilhões de Reais), ou seja 2/3 do PIB alemão.

O interessante é que no momento começam a falar na utilização do gás que a conversão custaria em torno de 1,4 bilhões de Euros, exatamente como previ, colocaram o bode na sala e agora começam a mostrar as alternativas.

Estamos esperando o próximo passo, o início de projetos para a construção de usinas de geração de energia termoelétricas a gás.

09 janeiro 2012

Quanto mais quente melhor!


Atribui-se aos gases de efeito estufa produzidos pelo homem (ao meu juízo uma fração dos gases naturais) o sobreaquecimento da Terra, julga-se que este aquecimento (natural ou artificial, não importa para o que será escrito) é extremamente danoso para a natureza, entretanto se analisando com cuidado os resultados se pode chegar a uma intrigante e instigante conclusão: Quanto mais quente melhor!

 Através dos registros em gelo de “proxies” que indicam a temperatura da Terra nos últimos 400.000anos (Climate and atmospheric history of the past 420,000 years from the Vostok ice core, Antarctica.  Petit, et al 1999), se tem o registro de variação de temperatura durante as quatro últimos períodos glaciais, como segue:

Agora se medirmos a duração dos três períodos glaciais que antecedem o último (linhas vermelha, verde e azul) e sobrepusermos ao último, se vê claramente que os períodos glaciais estão aumentando e pior que estamos num longo e durável período interglacial.

O que significa isto, que se por razões antropogênicas ou naturais está se alongando o período interglacial está sendo evitada a grande tragédia, uma glaciação.

Ficamos com medo de 1°C a 3°C acima do que consideramos a situação pré-industrial, e esquecemos que na realidade uma nova glaciação representaria -8°C da situação pré-industrial. Gradientes térmicos de  -1°C ou -1,5°C que poderiam ocorrer num curto intervalo de tempo em vista da estabilidade estar sendo tenuemente mantida pelos gases de efeito estufa em excesso, poderia levar uma extinção em massa dos animais de nossa Terra, incluindo os humanos.

Fred Hoyle and Chandra Wickramasinghe, dois professores de Cambridge num seminário interno da Universidade já em 1999 denominado CCNet-ESSAY: ON THE CAUSE OF ICE-AGES verificam este cenário mostrando em parte o problema que ele pode trazer, em resumo: Quanto mais quente melhor!


02 janeiro 2012

Necessidade de água para o processamento de combustíveis (fósseis e bio-combustíveis).

Muito se fala a alternativas para o Petróleo e na ponta dessas alternativas encontram-se os biocombustíveis.
Toma-se a produção desses biocombustíveis como algo totalmente sustentável e o verdadeiro balanço energético na produção dos mesmos nunca é feito.

Para elucidar parte deste problema quatro pesquisadores de universidades norte-americanas publicaram um artigo denominado: The Water Footprint of Biofuels: A Drink or Drive Issue?  (DOMINGUEZ-FAUS, R. ALVAREZ, Pedro J. POWERS. Susane e BURKEN, Joel G..2009.  Environmental Science & Technology, 43, 3005-3010), que lança uma luz num aspecto pouco explorado no assunto, o impacto sobre o meio ambiente no consumo de água de cada cultura.

A tabela a seguir resume o consumo de água dos principais biocombustíveis e combustíveis fósseis.

Os dados desta tabela foram retirados de um relatório feito em 2006 pelo departamento de Energia Norte-Americano, logo são característicos da realidade norte-americana e, por exemplo, o metanol de cana de açúcar não está neste relatório.

Mesmo com esta deficiência importante a tabela mostra que para se produzir 1 MWh de energia do petróleo é necessário 90 a 190 litros de água, enquanto para a mesma quantidade de energia o etanol de milho irrigado é necessário entre 2.270.000 a 8.670.000 litros de água.

Bem, para contrariar as implicações que se pode obter desta tabela, poderíamos dizer:

1 - A água de irrigação infiltra e retorna ao ciclo hidrológico.

2 - Grande parte das lavouras de cana não são irrigadas.

Estas duas afirmações tem fortes restrições, primeiro a água dentro do processo de irrigação sofre uma perda por evapo-transpiração, aumentando a umidade do ar (quem não sabe o vapor d'água é o principal gás de efeito estufa!), segundo a água que retorna após a irrigação vem cheia de abudo e agro-tóxicos que penetram no lençol freático, por último, sabemos que grande parte das culturas de cana que estão avançando no serrado são irrigadas e sofrem uma correção de solo muito forte.

Será que alguém já fez estes cálculos para a realidade brasileira?