27 agosto 2012

Por que uma parada em artigos sobre Aquecimento Global Antropogênico.


Se verificarem a lista de postagens nos últimos meses, verificarão que há um verdadeiro arrefecimento no ânimo. Este resfriamento não é por conta de perda de convicções sobre o assunto, mas mais pelo não surgimento de nada de novo sobre o mesmo. Entretanto não se pode dizer que nada está ocorrendo, simplesmente as tendências de opinião tanto científica como pública estão mostrando aspectos interessantes.

Parece uma contradição, não está ocorrendo nada de novo e ao mesmo tempo as tendências estão se mostrando interessantes. Mas quais são elas?

Primeiro, as temperaturas medidas continuam quentes, e eu diria até aumentando um pouco, mas aí vem o segundo ponto, a explicação para a variação climática parece que dia a dia mais se fortalece a explicação do Sol como principal forçante do clima.

Se ao Sol se atribui maior influência sobre o clima, o que faz que não se torne isto um consenso? 

Simplesmente porque ainda estamos num período de máximo solar (pico da curva de atividade Solar considerando ciclos curtos de aproximadamente 11 anos). Quando o ciclo está no ponto máximo, as teorias mais modernas sinalizam para um aquecimento, mas embora estejamos no ponto máximo do chamado ciclo 24 (ciclos contados a mais ou menos quatro séculos) este ciclo tem confirmado todas as expectativas de se mostrar um ciclo extremamente fraco, e com um ciclo fraco, é altamente provável que estejamos entrando num período como Mínimo de Maunder, no século 17, este mínimo, como já descrevi em diversos pontos, correspondeu à chamada Pequena Idade do Gelo, em que por um bom tempo (século XIII ao século XVII) assolou a humanidade.

Agora o que está acontecendo de interessante quanto a este fenômeno que já descrevi há bastante tempo atrás, o interessante é que para todos este frio era confirmado como um fenômeno climatológico da Europa, e para quem acredita no CO2 como principal forçante como algo local e restrito a Europa. Entretanto hoje em dia, se começa a verificar a existência da Pequena Idade do Gelo, para todo o Hemisfério Sul, havendo inclusive tentativas fraudadas (o artigo foi retirado da revista) de cientistas-ativistas que procuraram mostrar ao contrário. Se o fenômeno era Global e há tanto neste mínimo como outros mínimos com temperaturas baixas, parece que a hipótese se reforça.

Parece que estamos numa partida de futebol, que um time vinha muito bem (PRÓ-AGA F.C.), ganhando de 3 a 0, quando ao final do primeiro tempo o outro time (Céticos F. C.) se recuperam, fazem 2 gols e terminam quase empatando. Estamos no intervalo, e a crônica desportiva, que antes dava como certa a vitória do PRÓ-AGA, começa a dar explicações sobre uma possível virada no segundo tempo!

Ou seja, me parece que todos estão em suspensão. Dados palioclimáticos reforçam que os máximos atuais de temperatura não são mais máximos na história geológica da Terra, que houve períodos de arrefecimento ou resfriamento rápidos, e que a concentração do CO2 estava alta.

O que acontece no momento em termos de publicações é que todos estão tímidos e cautelosos, pois em um a três anos o ciclo solar começa a decair, e se este ciclo começar a puxar a temperatura para baixo, muitas boas reputações podem cair por terra.

Só para não passar nada de novo de informação, vou colocar aqui o endereço deu artigo do site Popular Technology.net denominado “1100+ Peer-Reviewed Papers Supporting Skeptic Arguments Against ACC/AGW Alarm”. O título é autoexplicativo, pois nele são apresentadas mais de 1100 referências bibliográficas que apresentam argumentos fora do chamado consenso do AGA. Os artigos não são de blogs ou de “press release” de ONGs contra a teoria do efeito antropogênico e seus efeitos, são trabalhos revisados em revistas científicas internacionais de primeira linha.

Para quem gosta do assunto é um enorme prato, eu tenho a minha própria lista, e comecei certa feita a atualizá-la para por aqui neste Blog, mas a falta de disposição, a conhecida preguiça me impediu!

03 agosto 2012

Por que o nível do mar está tão BAIXO?


Ficam nos assustando todos os dias com os gases de efeito estufa, pois segundo os adeptos das teorias do AGA estes gases, gerados pelo homem, são os únicos possíveis responsáveis pelo possível aumento dos níveis dos mares. Porém, nos parece que devemos é nos preocupar com a ausência da elevação maior dos mesmos, como já ocorreu normalmente em milênios passados.

Níveis mais altos do mar são conhecidos já há muito tempo pela geologia convencional. Testemunhos de diversos tipos que mostram que imensas áreas costeiras eram no passado o fundo do mar (não estou falando de movimentos tectônicos que elevaram imensas partes da Terra mas sim da elevação dos níveis dos mares pelo degelo das Antártica e Groenlândia). A quantificação exata destes níveis tem sido uma permanente preocupação dos geólogos, pois através deste podemos avaliar o clima que existia na época.

Para quem estiver curioso sobre as variações deste nível no último período interglacial (período entre duas glaciações) pode ter uma valiosa referência no trabalho de A. Dutton e K. Lambeck, publicado recentemente numa das mais conceituadas revistas técnicas do mundo a Science da AAAS (ranqueada em primeira ou segunda posição, alternado com a Nature a primeira posição conforme a instituição de classificação de revistas técnicas).

Pois este trabalho publicado em 13 de julho deste ano no número 337, 216 (2012), intitulado “Ice Volume and Sea Level During the Last Interglacial”, mostra de forma inequívoca pela análise de 16 sites de corais em diferentes mares (vide figura abaixo) mais o as ilhas Seychelles.



Adaptação da figura 1 do trabalho, indicando os sites considerados no trabalho, que são: 1- Austrália Ocidental; 2 - Ilhas Sumba, Indonésia; 3 - Península de Huon, Nova Papua; 4 – Vanuatu; 5 – Oahu; 6 - Atol de Mururoa, Polinésia Francesa; 7 – Costas e ilhas da Califórnia e México; 8 - Xcaret, Península de Yucatán; 9 – Florida; 10 – Bahamas; 11 – Bermudas; 12 – Jamaica; 13 – Haiti; 14 – Curaçao; 15- Barbados; 16 - Costa do mar Vermelho e 17 - Ilhas Seychelles

Já no abstract do trabalho os autores escrevem como conclusão que: “Estes dados indicam que o nível do mar global (eustático) atingiu um pico de 5,5 a 9 metros acima do nível do mar atual, exigindo folhas menores de gelo sobre a Groenlândia e a Antártida em relação aos dias de hoje e que indica a sensibilidade do nível do mar forte para pequenas mudanças no forçamento radiativo.” Ou seja, aquela bobagem que nunca tivemos na Terra há pouco tempo (125.000 anos atrás é em geologia ontem e não o ano passado!) uma temperatura superior a que temos hoje em dia cai claramente e inequivocamente por terra.

São evidências como esta que mostram que a variabilidade climática é algo totalmente natural, e se os níveis dos oceanos estão subindo, ainda há muita  possibilidade de eles subirem mais 5,5 a 9 metros sem que isto contrarie a história geológica da Terra.

Salvo se homem moderno que apareceu há 195.000 anos, segundo novas evidências (vide aqui), fosse capaz de gerar gases de efeito estufa para perturbar o clima, algo que ninguém acredita.