18 novembro 2012

Eventos extremos e sua correlação com o Aquecimento Global Antropogênico. Introdução.


1. Introdução.


Com a midiatização do Furacão Sandy e anteriormente com a seca que abalava as planícies norte-americanas, voltou à pauta a justificativa dos fenômenos extremos como sendo explicados pelas variações climáticas, mais exatamente pelo Aquecimento Global Antropogênico.

Exemplos deste alarmismo, tanto em nosso país como no próprio Estados Unidos podem ser mostrados aqui, aqui aqui, aqui (seca), aqui, aqui ou aqui (furacão). Porém nos parece que o principal movente deste tipo de notícia pode ser encontrado AQUI .

Outra ponto interessante nestas análises é que na demonstração da excepcionalidade dos eventos não há uma coerência na escolha dos dados que são apresentados a população, por exemplo, para demonstrar que o mês de Julho de 2012 foi o mais quente da história norte-americana da atualidade (em relação ao ano de 1936) se lançou a mão de bases de dados para comparação com diferentes períodos de comparação, apareceu em vários veículos de informação a comparação do ano de 1936 utilizando-se como base para a comparação da anomalia a média do período 1900-1935 enquanto para o ano de 2012 utilizou o período 1981-2010, ou seja, comparou dados não comparáveis. Só para ficar evidente é possível olhar os dados de 1936 aqui e para o ano de 2012 aqui. Após isto é só comparar os dados e verificar como 2012 é considerado um máximo em relação a 1936 como noticiado na imprensa vide aqui.



Anomalia de temperatura em 1936, período de base 1900-1935 Fonte NOAA


Anomalia de temperatura em 2012, período de base 1981-2010. Fonte NOAA.

Da mesma forma que foi alardeada a excepcionalidade da seca norte-americana, procurou-se atribuir ao Aquecimento Global Antropogênico a pseudo-excepcionalidade do furacão Sandy, deu-se muita ênfase "a altura" que o mar atingiu durante o furacão Sandy, porém como até o momento não há dados devidamente tabulados pela tempestade Sandy, utilizou-se uma mistura de termos como o aumento do nível do mar, as ondas, a maré causada pela tempestade e a maré normal, e talvez aí, que se veja a diferença entre a ciência e a pura propaganda alarmista.

(CONTINUA)