04 julho 2013

Espessura do gelo na Groenlândia: Parece que não ficaremos debaixo da água tão cedo.

Muito se tem propagandeado com a fusão do gelo na Groenlândia, mas o que se vê são estudos dispersos que tentam vislumbrar um futuro macabro para as regiões costeiras. A maior parte desses estudos são resultados de simulações numéricas que reproduzem as hipóteses que nelas são introduzidas.

Em publicação recente na mais conceituada revista técnica a Nature (Eemian interglacial reconstructed from a Greenland folded ice core.  Dahl-Jensen D. et al Nature, 493, 489-494, 24 Jan 2013), um trabalho de 38 centros de pesquisa com quase 100 autores, elimina determinados mitos que são plantados por press releases de ONGs na imprensa.

Este trabalho examina com detalhes parte do período interglacial do Eemiano, este interglacial (período entre dois períodos glaciais) ocorreu entre 130.000 a 115.000 anos e foi o último período interglacial antes do período que vivemos nos dias de hoje.

Através de um núcleo de gelo retirado na Groenlândia o trabalho chega a algumas conclusões importantes, como: Durante o eemiano se chegou a temperaturas 7,5 ± 1,8° C mais quentes em relação ao último milênio. Além disto, a variação da camada de gelo neste período foi estimada em causar uma elevação de 2m dos níveis dos mares. Conclui também o estudo que para chegarmos aos 4m de elevação dos níveis dos mares em relação ao nível atual, talvez o que concorreu a isto tenha sido a variação da quantidade de gelo na Antártica.


O gráfico acima mostra duas diferentes reconstituições de temperatura, uma baseada em isótopos estáveis de oxigênio (d18OGELO) na água e o ar contido no gelo (linhas vermelhas e pretas no gráfico) a linha horizontal preta no gráfico superior mostra a temperatura média no último milênio.

O que se depreende de tudo isto, é que mesmo com as absurdas projeções do IPCC de aquecimento de 2ºC até o fim do milênio não há o mínimo suporte para conclusões do tipo “os oceanos vão subir de nível 4m”. Podemos acrescentar que nas últimas décadas a extensão no gelo da Antártica tem aumentando e não diminuído, fazendo com que esta não contribua com o aumento dos níveis dos mares.



Outro artigo extremamente interessante, ainda mais recente do que este (março de 2013) denominado A Reconstruction of Regional and Global Temperature for the Past 11,300 Years, mostra que em épocas recentes (há 10.000 a 5.000 anos) a temperatura da Terra era consideravelmente maior do que os dias atuais, e demonstra que afirmações do tipo “nunca tivemos uma temperatura tão alta como as dos dias atuais”, carece de qualquer fundamento científico, e esta foi publicada na Science, outra revista de fôlego e altamente conceituada. Mas o comentário sobre este, deixo para outra ocasião.

30 junho 2013

Só para dar uma provinha!

Só para não ficarem com água na boca, vou colocar um fantástico gráfico elaborado por Dr. Roy W. Spencer em que o mesmo compara as simulações feitas por praticamente todos os modelos numéricos de clima conhecidos do ano base de 1977 até 2012, com dados medidos.


O que se vê é que TODOS os modelos de previsão não conseguiram prever NADA.
Os traços são os modelos e as bolinhas e pontinhos abaixo são os resultados medidos, se a tendência deste ano seguir, teremos mais um ponto abaixo das diversas curvas.
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Maiores detalhes serão apresentados futuramente.